Se é um facto que, a felicidade é subjetiva e que cada pessoa a sente à sua maneira, também é verdade que, existem marcadores que permitem aferir o grau de satisfação das pessoas mediante os seus comportamentos, atitudes diárias, saúde e bem-estar, isto porque está tudo relacionado e, segundo Cláudia Carvalho, psicóloga da Associação EPIS - Empresários pela Inclusão Social, «não podemos dissociar a mente do corpo e este da mente».
Saber se alguém é genuinamente feliz envolve observar a sua postura perante a vida, e não apenas sorrisos momentâneos. Pessoas felizes demonstram resiliência em momentos difíceis, praticam a gratidão, vivem no presente, cultivam bons relacionamentos e não se comparam constantemente com os outros, resumem os cientistas que têm aprofundado este tema ao longo dos anos.
Para saber se uma pessoa é feliz, esteja atento a estes sinais:
Gratidão e Positividade: Focam-se no que têm e não no que lhes falta, encarando desafios com otimismo e leveza.
Resiliência: Lidam com os altos e baixos da vida de forma equilibrada, sem deixar que os problemas destruam o seu contentamento interior.
Viver o Presente: Valorizam as pequenas coisas e aproveitam o momento atual, sem que se sintam ansiosos pelo futuro ou presos ao passado.
Relacionamentos Saudáveis: Dedicam tempo a amigos e familiares, mantendo vínculos afetivos fortes em vez de se isolarem.
Autoconhecimento e Aceitação: Estão confortáveis com quem são, aceitando as suas falhas e celebrando as suas conquistas.
Disposição e Energia: Demonstram boa disposição geral e satisfação para com a vida.
De acordo com a psicóloga Cláudia Carvalho numa sessão pública de aconselhamento, a verdadeira felicidade é um estado de espírito duradouro, diferente da alegria passageira. Pessoas felizes conseguem encontrar paz de espírito mesmo quando o mundo pode estar ou parecer caótico porque encontram sempre algo de positivo dentro de si e naqueles que os rodeiam. Acreditam no ser humano e no facto de a vida ter obstáculos, mas também gratificações.
Naturalmente que, num mundo acelerado e exigente a que assistimos e em que participamos diariamente, torna-se complexa a tarefa de reservarmos um tempo diário para nós próprios, para estarmos com quem amamos e até para nos sentirmos bem connosco e com a vida, mas de acordo com os entendidos nesta matéria, torna-se essencial que coloquemos na nossa agenda um tempo diário para sermos felizes. Como?
Fazendo algo de que gostamos por muito simples que seja, apreciar a natureza, uma vez que, esse contacto tem o poder de renovar-nos as energias, fazer uma caminhada, especialmente com uma boa companhia, ouvir música, dançar, correr, saltar, expressar emoções, desabafar aquilo que nos incomoda, escrever, cuidar da nossa saúde física e emocional, manter uma alimentação equilibrada, dormir o suficiente para que possamos ter um sono reparador e não nos esquecermos de valorizar o melhor que nos aconteceu ao longo do dia.
Celebrar as pequenas conquistas também pode fazer toda a diferença entre estar triste e mais alegre e motivado, lembram os entendidos reforçando a importância de sermos gratos por aquilo que construímos, por muito pequeno que seja, pois a felicidade reside mesmo aí.
Torna-se fundamental que cuidemos de nós, que estejamos com pessoas que nos fazem bem e que, na medida do possível, evitemos ambientes e relações desgastantes, conflituosas, pobres em conteúdo e com faltas de respeito.
Quem deseja ser feliz tem de aprender a selecionar, a não aceitar tudo só porque os outros fazem, tem de colocar limites, proteger-se e, acima de tudo, olhar para dentro de si com respeito e com carinho admitindo que todos nascemos para encontrar momentos de felicidade diária, mas muitas vezes, andamos à procura de uma sensação que não conhecemos ou que simplesmente desvalorizamos ou pensamos que está no exterior. Mas não! A felicidade reside dentro de nós, tem de ser descoberta, alimentada e desfrutada.