Num mundo cada vez mais exigente, as dores do dia a dia – musculares, articulares ou de cabeça – tornaram-se uma companhia frequente para muitos portugueses. A dor, seja ela ligeira ou moderada, tem impacto direto na nossa vida: distrai-nos, limita-nos e impede-nos de viver plenamente, regista um artigo da Bayer enviado ao Algarve Primeiro.
No Dia Internacional do Autocuidado que se assinala a 24 de julho, o Eurobarómetro desafia a população a refletir sobre os seus hábitos diários e a compreender a relação dos mesmos com o desconforto daí resultante.
Tendo por base os dados do Eurobarómetro, 73% dos portugueses admite não praticar qualquer tipo de exercício ou desporto, sendo claras as consequências deste sedentarismo.
De acordo com o mais recente Inquérito Nacional de Saúde do Instituto Nacional de Estatística (INE), as dores lombares são a principal doença crónica em Portugal, afetando quase um terço da população (3,2 milhões de pessoas com 15 ou mais anos). A estas juntam-se as dores cervicais ou outros problemas crónicos no pescoço, que atingem mais de 21% dos portugueses, e a artrose, referida por 19% da população. Segundo o estudo ‘O papel do autocuidado em Portugal’, as dores musculares ou articulares afetaram 42% dos portugueses nos últimos 12 meses, sendo uma das condições mais prevalentes no país.
Este cenário cria um ciclo vicioso: a falta de atividade gera dor e, por sua vez, a dor torna-se uma das principais barreiras que desmotiva a prática de exercício. Quebrar este ciclo é, por isso, essencial para quem deseja adotar um estilo de vida mais ativo, destaca a Bayer no mesmo apontamento.
Para cuidar do seu bem-estar de forma proativa, a Bayer partilha cinco conselhos práticos:
Movimente-se e alongue: faça pausas regulares durante o trabalho para alongar, especialmente o pescoço, ombros e costas. Pequenos movimentos podem prevenir a rigidez e dores futuras;
Otimize o seu espaço de trabalho: ajuste a sua cadeira e o seu ecrã para garantir uma postura correta, aliviando a tensão sobre a coluna e as articulações;
Ouça o seu corpo: não ignore os sinais de dor. Tolerá-la pode levar a compensações inconscientes que roubam a qualidade dos seus dias e de quem o rodeia;
Priorize o descanso: uma boa noite de sono é fundamental para a recuperação muscular e para o bem-estar do organismo;
Caso a dor persista mesmo com os movimentos e medicação, consulte o seu médico de modo a atuar sobre a dor, pois, caso contrário, poderá estar a agravar a situação e a viver um desconforto desnecessário.
Por fim, registe a importância do lazer e de desenvolver hábitos diários de movimento, como seja uma caminhada ao ar livre, correr sobre um tapete durante o máximo de tempo possível, fazer alongamentos, agachamentos e exercícios de força com o peso corporal. Lembre-se que, quanto mais se mexer, mais energia terá, sendo que a saúde física e mental agradecem pois a atividade física também melhora o humor, ajuda a regular o peso e, com mais bem-estar, traz mais satisfação para com a vida, sublinham os entendidos nesta matéria, reforçando também os cuidados com o sono: essencial para sentir-se bem.