Ambiente

Central solar na serra de Tavira está em consulta pública até 09 de dezembro

Foto - Depositphotos  
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) tem em curso, até 09 de dezembro, o procedimento de consulta pública para a Avaliação de Impacte Ambiental de uma central solar fotovoltaica prevista para a freguesia de Cachopo, no concelho de Tavira.

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A instalação da central solar fotovoltaica de Terra Ruiva está prevista para uma área de cerca de 70 hectares, na Serra do Caldeirão, próxima das povoações de Alcarias de Baixo e de Amoreira, e prevê a colocação de painéis solares e outros equipamentos para uma potência total instalada de 53.42 megawatt-pico (Mwp), segundo os promotores do projeto.

Está igualmente prevista a construção de uma linha aérea de alta tensão, com 10 postes e cerca de 1,5 quilómetros, para fazer a ligação da central solar de Terra Ruiva à subestação elétrica de Tavira.

O projeto tem como proponente a empresa C.Solar NE14 Brinqueira, S.A., pertencente à Chint Solar Portugal, e vai ser implementado numa propriedade onde existem matos, azinheiras e pinheiro manso e estão previstos trabalhos de desmatação e movimentações de terra.

“Para compensar o corte de 527 azinheiras e um sobreiro, necessário para a construção da Central Solar Fotovoltaica, é proposta a plantação de 1.368 azinheiras numa área de 8,71 hectares arrendada por 20 anos e localizada na freguesia de Cachopo”, lê-se no Estudo de Impacte Ambiental.

Os promotores realçaram que “o projeto irá contribuir para o cumprimento das metas nacionais e europeias relativas à produção de energia a partir de fontes renováveis e para a redução das emissões dos gases com efeito de estufa”.

A empresa reconhece que a desmatação e a movimentação de terras vão causar “alterações nas características do solo, aumentando a compactação e a erosão”, mas considera que, “com a reposição da terra vegetal e recuperação paisagística” programada no projeto de execução, “o impacte no solo e uso do solo é negativo e pouco significativo”.

Negativo e pouco significativo é também a classificação que os promotores fazem dos impactos previstos para a flora e a fauna na zona, por considerarem que se limitam às áreas intervencionadas e ao tempo de duração da construção.

“Ao nível socioeconómico, o impacte associado à construção do projeto será positivo e pouco significativo, decorrente da criação temporária de emprego e da dinamização da economia local através de compra de bens no comércio local, alojamento e restauração. Adicionalmente, o investimento associado à obra terá efeitos multiplicadores na economia local e regional”, argumentam os promotores.

A construção da Central Solar Fotovoltaica tem uma duração estimada de 13 meses e um período de funcionamento previsto de 30 anos.

A consulta pública teve início a 27 de outubro, podendo os interessados apresentar os seus contributos até ao dia 09 de dezembro e consultar a documentação sobre o projeto no portal participa.pt.