Política

Rodrigo Borges de Freitas contra possível extinção do INEM Algarve

Rodrigo Borges de Freitas - presidente do CDS-PP Algarve
Rodrigo Borges de Freitas - presidente do CDS-PP Algarve  
A anunciada intenção de extinguir a delegação do INEM no Algarve, "sem que seja, antes, explicado o racional de uma evidentemente má decisão como esta, representa muito mais do que uma reorganização administrativa e simboliza, infelizmente, uma forma recorrente de governar o país a partir de Lisboa, ignorando quem vive e conhece o território", critica o presidente da Comissão Política Distrital do CDS-PP.

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Em comunicado, Rodrigo Borges de Freitas defende uma política de proximidade: "Em qualquer parte do mundo, numa emergência médica, minutos são vidas! Por maioria de razão, quem vive e visita o Algarve sabe que a resposta a uma emergência médica tem de ser imediata! As pessoas não são números, são vidas."

O centrista adverte que o Algarve possui características "únicas" que lhe conferem grande complexidade, referindo que há concelhos com distâncias significativas entre a sua sede e todas as freguesias, população envelhecida, zonas rurais dispersas e uma pressão turística que, durante vários meses do ano, "multiplica exponencialmente" a necessidade de resposta dos serviços de socorro. "Retirar capacidade de coordenação regional a um território com estas especificidades não é modernizar, é fragilizar", sublinha.

Rodrigo Borges critica que decisões desta natureza continuem "a nascer longe da região, sem diálogo efetivo" com autarcas, profissionais e representantes locais. O responsável entende que as direções nacionais dos partidos que sustentam o Governo parecem, "demasiadas vezes", olhar para o Algarve apenas através de indicadores administrativos, "esquecendo que governar é, antes de tudo, proteger pessoas". "Decidam connosco, não decidam por nós! Ouçam o Algarve e conheçam o terreno antes de redesenhar serviços essenciais", considera. 

O CDS-PP não acompanha "esta visão meramente tecnocrática" do Estado. "Temos o direito de exigir respeito institucional. O Algarve contribui decisivamente para a economia do país e merece ser tratado como parte da solução, não como um problema administrativo."

O líder do CDS-PP Algarve não aceita que a coesão nacional (territorial) seja sacrificada em nome de modelos "abstratos" de reorganização.

"Quando está em causa a segurança dos algarvios, o CDS não se cala nem ficará calado", explicando que o Algarve precisa de decisões construídas, de políticas que compreendam que a proximidade salva vidas. "É, por isso, que continuaremos a afirmar, com clareza e sem ambiguidades, que o CDS-PP no Algarve estará sempre do lado das pessoas, mesmo quando isso significa dizer ao poder central aquilo que muitos preferem não ouvir", conclui.