Fundador da Orquestra do Algarve, a CCDR sublinha que o maestro Álvaro Cassuto "deixou um legado ímpar na afirmação e valorização da música erudita no Algarve, contribuindo de forma decisiva para a sua projeção cultural e para a formação de públicos".
Realça que a "sua visão, dedicação e excelência artística foram determinantes para consolidar a Orquestra do Algarve como uma referência cultural de elevado prestígio, inspirando gerações de músicos e elevando o nome do Algarve no universo da música clássica".
Destacou-se pelo seu empenho na valorização e internacionalização da música portuguesa, "promovendo a obra de compositores nacionais e deixando uma vasta discografia de referência, incluindo gravações premiadas internacionalmente", regista a entidade.
Nascido no Porto, em 1938, dirigiu orquestras de renome em vários continentes, sendo igualmente um relevante pedagogo e compositor. Ao longo do seu percurso, trabalhou com algumas das mais prestigiadas instituições musicais e foi distinguido com diversos prémios, incluindo reconhecimentos internacionais e, já recentemente, o Prémio Vida e Obra atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores.
Para a Comissão de Coordenação, "o seu legado artístico, profundamente ligado à divulgação da música clássica e à afirmação da cultura portuguesa além-fronteiras, permanecerá como uma marca indelével no panorama cultural nacional e, de forma muito particular, no Algarve", endereçando à família, amigos e a toda a comunidade artística "sentidas condolências", homenageando "uma vida dedicada à cultura, cujo impacto perdurará na memória coletiva da região e do país", conclui a nota de pesar.