Sociedade

Carnaval de Loulé vai voltar a ter "alegria, música, cor e turistas"

O Carnaval de Loulé regressa à Avenida José da Costa Mealha, depois de dois anos de paragem devido à pandemia. A candidatura que envolve os municípios de Loulé, Silves e Albufeira a Geoparque Mundial da UNESCO – Algarvensis, é o mote para a edição deste ano, que foi hoje apresentada, nas oficinas da autarquia, onde são produzidos os carros alegóricos e todos os adereços.

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O cortejo terá 14 carros alegóricos, 9 grupos de animação, 3 escolas de samba, gigantones e cabeçudos e mais de 600 animadores, nos dias 19, 20 e 21 de fevereiro, das 15h00 às 17h30.
 
Na apresentação do evento, o presidente da Câmara de Loulé, começou por lembrar que o Carnaval louletano é o mais antigo de Portugal e que a edição de 2023, será "especial, porque após dois anos de interregno, devido à pandemia, fomos impedidos de organizar o corso carnavalesco. Como devem imaginar, este ano há grande entusiasmo, há uma ansiedade muito grande por voltar a ter a alegria, a música, a cor e os turistas".
 
Vítor Aleixo explicou que o tema do Carnaval de Loulé, vai brincar com "uma descoberta única com 227 milhões de anos, que os paleontólogos identificaram no interior do concelho", (referindo-se à salamandra gigante, Metoposaurus algarvensis), "e como podemos ver no cartaz, temos o Zé Povinho a enganar o Metoposaurus, porque no Carnaval os louletanos brincam com tudo", enfatizou. 
 
 
A cerca de 10 dias do evento, o autarca disse que, "há uma grande agitação no 'Museu do Carnaval', muita gente a trabalhar, sendo o artista Palhó, o responsável, mais uma vez, por coordenar e conceber toda esta organização".
        
As entradas têm um valor único de 2 euros. As receitas revertem uma parte para associações que vão desfilar com os seus figurantes na avenida e outra parte para IPPS's do concelho, que serão sorteadas e que vão receber 50% das receitas do Carnaval.
 
São esperados entre 60 a 80 mil visitantes.
 
Sobre o investimento, o edil explicou que está inscrita no orçamento da Câmara, uma verba de 400 mil euros, mas adiantou, que "no final diremos quanto é que custou toda a organização do Carnaval". 
 
Vítor Aleixo chamou a atenção para outro momento importante, ligado ao desfile das crianças das escolas do concelho, que irá acontecer em Loulé, Almancil, Quarteira e Boliqueime. Falou também do impacto que o evento tem na economia local, "porque são muitos milhares de turistas que querem estar em Loulé, para um Carnaval que é conhecido não só nacional como internacionalmente, e portanto, a restauração, as camas hoteleiras ou os alugueres de transportes públicos, vão estar numa grande azáfama laboral com impacto bastante positivo na nossa economia, como já é habitual", explicou.          
 
Questionado pelo Algarve Primeiro, sobre a possibilidade de se registar uma maior afluência de visitantes do que é esperado, devido aos dois anos de paragem, respondeu que a autarquia já tem conhecimento adquirido sobre grandes eventos, "posso dizer que já temos treino a receber pessoas nos grandes acontecimentos festivos, não é só o Carnaval, é a Mãe Soberana, o Festival MED, a Noite Branca, portanto, Loulé tem um staff de técnicos muito competentes, muitos trabalhadores afetos à organização de eventos e estamos tranquilos, podem vir mais turistas porque são bem-vindos e de certeza que tudo vai correr bem", garantiu.