Sociedade

Câmara de Loulé apresentou cancioneiro popular do concelho reunindo 65 poetas populares

A Câmara Municipal de Loulé apresentou esta sexta-feira, no Palácio Gama Lobo, o Cancioneiro Popular do Concelho de Loulé.

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Na sessão que contou com as presenças do Professor Guilherme d'Oliveira Martins, que apresentou a obra, da escritora Lídia Jorge e da ministra da Coesão Territorial - Ana Abrunhosa, entre outros convidados, foi realçado o papel da poesia e da sabedoria popular. 
 
Em declarações ao Algarve Primeiro, Dália Paulo - Diretora Municipal da autarquia, referiu que a ideia partiu do presidente do município, «já tínhamos livros de alguns poetas mas sentíamos a necessidade de valorizá-los ainda mais e de reuni-los num único volume, que passou a 5». «Achámos importante esta valorização, daí termos juntado o conhecimento da academia (Ualg), numa leitura critica dos poemas, selecionámos os poetas vivos em 2020, também selecionámos aqueles que viviam no concelho há mais de 25 anos, pelo que este cancioneiro reúne apenas poesia escrita, ou seja, tudo o que é da oralidade está noutras obras que o concelho de Loulé tem editado, nomeadamente da professora Maria Aliete Galhoz e Idália Farinho, e resolvemos fazer aquilo que mais faltava, o património oral está muito bem tratado, aqui demos atenção ao que era escrito», explicou. 
 
Professor Guilherme d'Oliveira Martins
 
Ao todo o Cancioneiro Popular do Concelho de Loulé, reúne poemas de 65 poetas das 9 freguesias do concelho, com 2200 páginas, sendo um trabalho conjunto da Câmara Municipal, Universidade do Algarve, sob a coordenação do Professor João Minhoto Marques e das Juntas de Freguesia, além de o projeto ter sido divulgado na comunicação social, facto que motivou a que outros poetas contactassem a autarquia para a edição deste trabalho.
 
Para o Presidente do Município, «os poderes públicos têm de tornar pública aquela que é a criatividade do povo, porque não é uma criatividade menor, é uma criatividade muito simples mas muito valiosa, porque traduz aquela que é a obra do povo, atravessa os séculos e as elites mal dão conta dela, e é tão importante, pois enriquece, porque nos traz visões mas também saberes ancestrais e considero que era uma obrigação do autarca de Loulé ser o neto de quem é, encomendar esta obra e chegar a este momento com o sentimento de dever cumprido», declarou Vítor Aleixo.
 
A obra já está à venda no Museu Municipal de Loulé.