O Município afirmou a intenção política de, na próxima década, alocar 10 por cento do seu anual para o setor cultural e criativo. Esta foi uma das principais decisões aprovadas por unanimidade na reunião de Câmara da passada terça-feira, dia 2 de novembro.
Para o executivo liderado por Rogério Bacalhau, ao assumir este compromisso político, «é dada importância à cultura, como fator central de desenvolvimento da cidade e do concelho». Comunicado da autarquia, informa que outra das decisões tomadas prende-se com o processo que será desencadeado no sentido de reformular os formatos de apoio ao setor cultural e associativo, onde será incluida a possibilidade de atribuição de apoios financeiros com uma periodicidade bianual ou até trianual.
Com esta decisão, a edilidade quer aumentar os níveis de estabilidade de entidades culturais ligadas à criação artística, «potenciando também uma maior independência das mesmas».
A Câmara fala de uma decisão que assume «particular relevo por ser pouco usual, ou eventualmente inédita, no panorama nacional», na medida em que, por norma, este tipo de apoios são de base anual.
Na mesma reunião foi ainda reafirmada a intenção de apresentação da candidatura de Faro a Capital Europeia da Cultura.
Para o Presidente da Câmara Municipal, Rogério Bacalhau, as decisões aprovadas “concretizam um conjunto de aspirações que têm vindo a a ser promovidas ao longo de todo o processo da candidatura”. “Sempre dissemos desde o início que mais importante do que o resultado, é o processo e a marca que deixa, e com esta decisão, estamos a mostrar que existe um caminho de não retorno”, refere o autarca, acrescentando que “a cultura e a criatividade são das áreas em maior expansão na Europa, sendo um setor que representa quase 4 por cento do PIB europeu e que emprega quase 9 milhões de pessoas”.
“Queremos que Faro olhe para o seu futuro procurando desenvolver-se em torno do respeito pela natureza e pela paisagem, potenciando o conhecimento gerado pela universidade e aliando as novas dinâmicas tecnológicas. Nessa perspetiva, a cultura deve assumir-se como um agregador. Queremos que Faro seja cada vez mais um espaço bom para viver, estudar, trabalhar e investir”, defende o Presidente da Câmara Municipal de Faro.