Momento poético protagonizado por dois alunos da Escola Secundária de Olhão.jpg)
Projeto "Cantigas de Maio"
O programa que termina em novembro, arranca esta terça-feira, dia 21, com o lançamento do concurso fotográfico "Olhão: Lado B" na Biblioteca da Escola Secundária Dr. Francisco Fernandes Lopes, às 15h30. A iniciativa pretende estimular os alunos do concelho do 1º ciclo ao Secundário, a apresentarem trabalhos fotográficos de perspectivas diferentes ou menos conhecidas de Olhão, evidenciando aspetos peculiares, incomuns ou surpreendentes.
Na quarta-feira, a programação prossegue com a inauguração da exposição do bicentenário "Dois séculos a fazer um lugar" no Auditório Municipal de Olhão Maria Barroso a partir das 18h30, ficando patente até 30 de novembro.
Destaque para o Ciclo APOS : "Música clássica no território", em que vários músicos da Orquestra do Algarve irão percorrer o concelho, divulgando compositores que marcaram a história da música clássica. Os concertos começam às 19h00 nas igrejas das freguesias: 21 de junho na igreja de Moncarapacho; 19 de setembro na igreja de Pechão; 25 de outubro na igreja de Quelfes e 21 de novembro na igreja da Fuseta.
Outro momento importante acontece no dia 28 de agosto, a partir das 22h00 com o espetáculo de videomapping participativo "200 anos em movimento" pelo Atelier? Teatro de Rua. As imagens que serão refletidas no edifício do Município, revisitam, entre outros momentos, a data da primeira ata da Câmara Municipal de Olhão, que integra o acervo do Arquivo Municipal. A iniciativa inclui uma encenação teatral sobre as comemorações com a participação de atores profissionais e de membros da comunidade.
Também o cantor Buba Espinho, que será acompanhado pelo Coro e Ensemble do Conservatório de Música de Olhão, dará um espetáculo agendado para 7 de novembro às 21h30 no Auditório Municipal.
O programa contempla ainda uma vertente editorial, com a publicação de três obras. Será reeditada a obra, Olhão fez-se a si próprio, de António Rosa Mendes, a edição do Livro dos Presidentes que inclui um estudo histórico-artístico dos símbolos heráldicos e, finalmente, a edição da obra A Câmara "dá" trabalho! com ilustrações e poemas de jovens estudantes e artistas visuais do concelho.
À margem da cerimónia, o autarca de Olhão explicou ao Algarve Primeiro que, o programa cultural reflete a história do concelho nos últimos 200 anos, "existe uma marca 1808, quando os olhanenses expulsaram os franceses e levámos ao príncipe regente no Brasil esta boa nova, e então foi-nos concedido o título de Olhão, que passou de lugar a Vila Nova da Restauração. Apenas passados 18 anos foi consagrada em alvará-régio essa elevação a vila, portanto, em 1826. Era muito importante contarmos esta história, para que não haja qualquer dúvida para que com o conhecimento do seu passado, podermos construir o futuro".

Ricardo Calé disse que a programação passará por todas as infraestruturas culturais do concelho, desde o Museu, à Biblioteca, à Casa da Juventude, ao Auditório e também às freguesias, com o objetivo de alargar a oferta cultural a todo o concelho, sendo que todas as iniciativas terão entradas gratuitas. "Através deste projeto, pretendemos convidar os munícipes olhanenses a virem conhecer a sua história", sublinhou.