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Benefícios de estar em contacto com a natureza

Foto - Depositphotos  
A ciência apresenta as razões pelas quais estar em contacto com a natureza produz efeitos positivos no cérebro humano.

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Um recente estudo aponta que estar perto de um curso de água, nem que seja por 20 minutos, produz uma significativa sensação de calma e de bem-estar, permitindo encontrar novas ideias, ser mais criativo, reduzir o stress e desfrutar de sensações agradáveis, para além da maior clareza mental.

Uma publicação do Memes da Vida refere que a ciência considera como essencial para o ser humano o contacto com a natureza e atribui-lhe um valor tão expressivo que o associa ao bem-estar geral e à saúde mental.

O que anteriormente parecia importante só por lazer, para estar em família ou com amigos, hoje é um poderoso recurso para um estilo de vida saudável e equilibrado, o que traduz que, efetivamente, o ser humano precisa de estar em contacto com a natureza nem que seja durante alguns momentos por semana e não é necessário residir no meio rural ou ter uma preocupação excessiva com o local; é simplesmente necessário que se sinta bem perto do mar, no campo florido ou num qualquer espaço agradável num parque da sua localidade, registam os especialistas em saúde e bem-estar.

Estudos em neurociência e psicologia ambiental mostram que os espaços naturais reduzem a atividade das áreas do cérebro ligadas à ansiedade e ao stress. Esse efeito está diretamente relacionado com a Teoria da Restauração da Atenção, que explica como a natureza ajuda a mente a sair do estado de sobrecarga e entrar num ritmo mais leve e equilibrado.

Em pleno contacto com a natureza, o cérebro encontra uma espécie de descanso que dificilmente acontece no ambiente urbano. Sons naturais, paisagens amplas e a ausência de estímulos intensos melhoram a atenção ao mesmo tempo que proporcionam relaxamento, onde os pensamentos desaceleram e a mente se reorganiza. Esse processo também tem um impacto positivo no corpo, reduzindo os níveis de cortisol e promovendo uma sensação real de recuperação física e emocional.

Não se trata apenas de sentir calma por alguns minutos, mas de permitir que o organismo se regenere, afirmam os cientistas.

Estar em contacto com a natureza não é um luxo, muito menos algo de que se possa abdicar, mas sim um requisito essencial ao bem-estar, sobretudo num tempo em que o ser humano é "bombardeado" com estímulos, seja através dos ecrãs, seja pelas exigências do dia a dia cada vez mais agitado e sem tempo para refletir e relaxar.

Quando decidimos ir para um espaço tranquilo, desfrutar dos sons, cheiros e de tudo o que a natureza nos proporciona, estamos a assumir um ato consciente de algo essencial para o nosso equilíbrio e para que voltemos ao nosso "eu interior", dando espaço a momentos de renovação emocional e de prazer.

Cada caminhada ao ar livre carrega mais significado do que parece. Mais do que movimento, é um reencontro com o equilíbrio interno. Quando percorremos trilhos à procura de uma planta, de uma sensação ou simplesmente acompanhamos o momento, estamos a promover o equilíbrio físico e emocional, sem relógios, sem objetivos, sem metas ou datas para cumprir. Estamos a aproveitar e a desfrutar do tempo presente no local onde nos encontramos de modo despreocupado e gratificante. Este prazer não se assemelha a nada que tenhamos no dia a dia urbano e inquieto, destacam os entendidos nesta matéria, reforçando o quanto nos faz falta para valorizarmos quem somos e a própria vida.

Estudos levados a cabo pela Stanford University mostram que o contacto com a natureza também ajuda a melhorar o foco e a concentração enquanto reduz os pensamentos repetitivos e negativos.

Mais do que uma recomendação de bem-estar, o contacto com a natureza é cada vez mais reconhecido como uma ferramenta real para cuidar da saúde mental.

Perante estes dados, faz todo o sentido que organize o seu tempo de modo a realizar uma caminhada diária, fazer exercício físico ao ar livre, ler um bom livro junto ao mar, sentar-se perto de um rio, visitar um jardim na sua cidade que ainda não conhece ou simplesmente adotar rotinas em lugares capazes de lhe dar prazer, mas não deixe, de forma alguma, de aproveitar a natureza e tudo o que encerra, recomendam os entendidos.