O aspirante Geoparque Algarvensis, que está a preparar a sua candidatura a geoparque Mundial UNESCO, participou de 7 a 9 de setembro, na 10.ª conferência internacional sobre Geoparques Mundiais da UNESCO, evento bienal que este ano se realizou em Marraquexe.
Nesta conferência, o aspirante Algarvensis preparou uma apresentação sobre o GeoPalcos – Arte.Ciência.Natureza e celebrou um acordo de parceria com o Geoparque Mundial da UNESCO – M´Goun, o Geoparque mais antigo do mundo e o único Geoparque marroquino.
Tratou-se de um evento que reuniu membros dos geoparques de todo o mundo, cientistas, geólogos, académicos, estudantes, empresas, e mesmo pessoas em nome individual, que de alguma forma estão ligados ou interessados no património geológico.
Tendo em conta o trágico sismo que ocorreu no passado dia 8 de setembro em Marraquexe, o aspirante Geoparque Algarvensis regista em comunicado, que manifesta solidariedade para com o povo marroquino, e para com os membros do Geoparque M´goun, entidade que acolheu o evento, que mesmo em condições muito difíceis, conseguiu providenciar apoio logístico por forma a manter os cerca de 1.500 participantes juntos, atendendo à necessidade de interrupção dos trabalhos e dos programas paralelos da conferência.
O encontro organizado pela Rede Global de Geoparques Mundiais UNESCO – GGN, juntou representantes e membros das equipas técnicas dos Geoparques UNESCO de todo o mundo para troca conhecimentos e partilha de experiências sobre a constituição e gestão de geoparques.
Na partilha de experiências, foram abordados temas como a geodiversidade, biodiversidade, educação, turismo sustentável, conservação do património geológico e cultural, alterações climáticas, desenvolvimento sustentável e um espaço para os aspirantes se apresentarem, com foi o caso do Algarvensis.
No que diz respeito aos projetos a serem desenvolvidos pelos dois territórios e respetivas competências dos dois geoparques, foram identificados cinco eixos temáticos prioritários, sobre os quais se pretende desenvolver ações comum, nomeadamente: comunicação e educação sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável; troca de experientes e trabalho em rede; conhecimento científico, pesquisa, formação e suporte técnico; desenvolvimento comunitário e socioeconómico, e; turismo sustentável.
Estabelecido em 2014, o Geoparque M’Goun é o único geoparque no Magrebe, e o primeiro estabelecido no continente africano, presidindo desde 2019 à Rede Africana de Geoparques das Nações Unidas (AUGGN).