"Ecologia Quotidiana" explora a intuição, a "coscuvilhice", o trabalho de campo, o artesanato comunal e a imaginação coletiva como modalidades que fomentam o companheirismo, elemento fundamental da sua prática artística.
Numa nota enviada ao Algarve Primeiro sobre o trabalho da artista, revela que, cada peça apresentada desempenha uma dupla função: "por um lado, constitui evidência material de relações contínuas, enraizadas numa solidariedade íntima e criativa; por outro, funciona como ferramenta ou ação que articula o conhecimento coletivo incorporado com uma linhagem de manualidade feminina e de cuidado interespécies. A exposição entende que as plantas recolhidas estão intimamente ligadas às mãos que as entrançam, que os ingredientes são inseparáveis da imaginação que os reúne, que toda a voz é sempre um coro, e que toda a prática artística precisa de uma aldeia inteira para florescer".
Além da exposição, está agendado um programa de atividades paralelas, que inclui caminhadas botânicas, oficinas e refeições coletivas, ativando a exposição como espaço vivo de encontro e partilha.
De entrada livre, a exposição estará patente até ao dia 23 de maio.
No dia 27 de março, entre as 18h00-20h00, haverá uma instalação comestível em colaboração com Inés Ballesteros e Alicia Monreal Ortega (durante a inauguração da exposição haverá um beberete/instalação organizado pelas artistas).
No dia 28, das 10h00 às 12h30, está prevista uma caminhada botânica com Fernanda Botelho e das 15h00 às 17h30 um workshop de bordado de plantas com Inês Coelho da Silva.
Mais informações sobre as atividades através dos e-mails: [email protected] / [email protected])