O presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve – AMAL e do Comando Regional de Emergência e Proteção Civil, criticou o facto de a região ainda não ter uma escola de formação de Bombeiros. «Isto é não só um incómodo financeiro, é também na vida destes homens e mulheres que iniciam a carreira e que têm de se deslocar à capital do País durante vários meses», sublinhou.
Aproveitando a presença da secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, nas
comemorações do 100º aniversário da Associação Humanitária de Bombeiros de Faro - Cruz Lusa, que se realizaram esta manhã, o também autarca de Olhão disse ser «inaceitável que isto continue; a região exige que esta questão burocrática, seja rapidamente ultrapassada, porque havendo dinheiro, havendo terreno, não é possível justificar aos algarvios que esta capacidade formativa não exista no Algarve», reforçou.
António Pina avançou que a região tem duas novas ambições na área de Proteção Civil. Aproveitando o próximo Quadro Comunitário de Apoio (QCA) e, em coordenação com a CCDR Algarve e o Comando Regional da Proteção Civil, há o objetivo de garantir videovigilância em todo o território florestal da região, «é um mecanismo determinante para a diminuição dos grandes fogos, já que é fundamental combater o fogo logo em fase inicial uma vez que é mais fácil extingui-lo». É também ambição implementar um sistema de alerta de tsunamis, «para que os algarvios e quem nos visita, saibam que temos uma região bem preparada, até num projeto transfronteiriço que inclua o Algarve e a Andaluzia», explicou.
Referindo-se ainda ao novo programa comunitário, o responsável disse ser importante que sejam criados novos quartéis para as corporações e que outros sejam renovados.