«A Idade Média não foi uma época de trevas, mas não deixou ainda assim de ser um período de violência constante, de guerra como parte do quotidiano. Mas como se equipava o guerreiro português nos derradeiros séculos da Idade Média? Sem artefactos materiais que nos permitam estudar as evoluções do armamento defensivo, as fontes documentais tornam-se vitais para esboçarmos respostas a esta questão», regista nota do Município de Loulé enviada ao Algarve Primeiro.
Segundo a mesma fonte, esta conferência parte de informações contidas na documentação concelhia de Loulé (os Livros de Receita e Despesa e o Fundo dos Órfãos), «únicas a nível nacional», para ilustrar a primeira grande transformação das armas corporais no reino de Portugal, no final do século XIV e inícios do século XIV, e enquadrá-la no contexto maior do armamento medieval europeu.
António Oliveira é doutorando em História Medieval na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, com um projeto de tese intitulado “O Arnês em Portugal (1370-1495)”. Tem como foco preferencial o estudo do armamento tardo-medieval, a recriação histórica e as realidades materiais da vida quotidiana nos séculos XIV e XV, com vários trabalhos publicados em revistas e monografias da especialidade. É conselheiro científico do Museu Militar de Lisboa e membro da Associação Ibérica de História Militar.
Esta conferência, integrada no ciclo “LOULÉ na linha do tempo”, tem entrada livre.