Os Bombeiros André Cabrita, Cláudio Marujo e o cão Axe dos Bombeiros de Albufeira, regressaram este sábado, ao Algarve, depois de 48 horas consecutivas de trabalho intensivo na Turquia, juntamente com os colegas espanhóis.
Segundo uma publicação na página de Facebook dos Bombeiros de Albufeira, lê-se que os operacionais que chegaram "cansados, mas com o sentimento de dever cumprido". Participaram em 15 missões de busca e deteção em edifícios, na procura de sobreviventes, na localidade de Elbistan, no sudeste da Turquia, próximo do epicentro do sismo.
A publicação descreve que a equipa "encontrou um cenário de catástrofe de morte, com grandes dificuldades logísticas e temperaturas que chegaram a atingir os 11 graus negativos". Destaque também para o cão Axe, que "portou-se bem, revelando maturidade para a missão que foi treinado", adianta a nota publicada.
A corporação de bombeiros de Albufeira agradece todas as mensagens que tem recebido: "Foram fundamentais para dar força à nossa equipa, nesta missão".
Recorde-se que os operacionais partiram na terça-feira para a Turquia, na sequência do sismo registado no país com milhares de mortos, feridos e desalojados. A equipa algarvia juntou-se a um grupo espanhol que já estava no terreno, numa missão ibérica.
Ao Algarve Primeiro, o Comandante dos Bombeiros de Albufeira, explicou que os dois operacionais e o cão, fazem parte de uma rede de centros de formação designada "Método Arcon", que forma binómios para resgate e salvamento de pessoas soterradas com vida, que tem sede em Málaga, Espanha, e que após a tragédia, disponibilizou ajuda junto da embaixada turca. Ao todo, foram acionados oito operacionais com quatro cães, entre a equipa de Albufeira e de Espanha.
Sublinhou também, que a corporação tem investido na formação nesta área, com uma equipa de busca e resgate em estruturas colapsadas e uma outra de busca canina que é constituída por seis operacionais, certificados com o "Método Arcon": "Estamos a falar de uma formação de alta intensidade quer para o operacional, quer para o cão que decorre ao longo de um mês e meio, sendo um método utilizado, por exemplo, em forças de socorro e militares em mais de 30 países, onde somos exemplo único em Portugal", explicou.