As sessões, dinamizadas pela arqueóloga Angelina Pereira, da Câmara Municipal, "proporcionaram um enquadramento sobre o contexto histórico do território, destacando as vias que o atravessam desde épocas antigas e a relevância do património arqueológico local" com a Calçadinha de São Brás de Alportel, antiga via de origem romana e imóvel classificado de interesse público, com o principal foco das atividades, lê-se numa nota da autarquia.
Em contexto de sala de aula, os jovens estudantes perceberam a ordem cronológica da história do território e evolução do concelho até à atualidade. Foram também apresentadas as principais etapas do trabalho arqueológico, desde a prospeção no terreno às escavações e ao registo das descobertas. As sessões incluíram ainda a observação de artefactos arqueológicos dos períodos romano e medieval islâmico, provenientes de trabalhos de campo, permitindo o reconhecimento de objetos do quotidiano de outras épocas e a sua contextualização histórica, explica a missiva.
O projeto integrou também uma visita ao Centro Explicativo e de Acolhimento da Calçadinha de São Brás de Alportel, onde foi abordado o papel das vias romanas à escala regional e nacional. A visita prosseguiu no local, com a exploração direta da Calçadinha e dos seus diferentes troços atualmente visíveis: o troço A, com cerca de 100 metros, correspondente a remodelações do século XIX, provavelmente ordenadas pelo Bispo D. Francisco Gomes do Avelar; e o troço B, cujo pavimento é, muito provavelmente, de origem romana, regista a autarquia.