Segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) que o Turismo do Algarve deu a conhecer, a região registou, em setembro, cerca de 2,39 milhões de dormidas, mais 0,6% do que no mesmo mês de 2025, mantendo a liderança nacional, com 27,5% do total de dormidas do país. O crescimento foi sustentado pelo mercado internacional, que gerou 1,83 milhões de dormidas (+1,4%), enquanto o mercado nacional contabilizou 554,7 mil pernoitas (-2,0%). O número de hóspedes aumentou 2,1%, impulsionado tanto pelos residentes (+3,8%) como pelos não residentes (+1,4%).
Entre os mercados internacionais, destacaram-se os desempenhos do Reino Unido, com crescimentos de 6,5% no número de hóspedes e de 3,5% nas dormidas, de Espanha (+12,6% e +10,9%, respetivamente) e dos Estados Unidos da América (+2,7% e +4,4%).
A região voltou igualmente a destacar-se pela duração das estadias, com uma média de 3,92 noites, a mais elevada de Portugal continental e acima da média nacional de 2,57 noites. Esta posição verificou-se tanto entre os residentes (3,45 noites) como entre os não residentes (4,08 noites).
Os indicadores económicos confirmam também a evolução positiva da atividade. Em setembro, os proveitos totais do alojamento turístico cresceram 4,5% face ao período homólogo, enquanto o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) aumentou 1,2% e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) subiu 3,4%, atingindo 155,6 euros, o segundo valor mais elevado do país. O Algarve concentrou ainda 27% dos proveitos totais registados a nível nacional.
Entre julho e setembro, o Algarve registou aproximadamente 8,6 milhões de dormidas, um crescimento homólogo de cerca de 1,3%. O resultado reflete a evolução positiva da procura ao longo dos três meses do trimestre, com aumentos de 1,8% em julho, 1,3% em agosto e 0,6% em setembro, revelam os mesmos dados.
Nos primeiros nove meses do ano, o Algarve registou um crescimento de 1,6% nas dormidas, o número de hóspedes aumentou 2,3%, com evoluções positivas tanto no mercado nacional (+3,1%) como nos mercados internacionais (+2,0%). Também as dormidas registaram crescimento em ambos os segmentos, de 1,8% entre residentes e 1,5% entre não residentes.
O desempenho económico foi particularmente expressivo, com os proveitos totais do alojamento turístico a crescerem 6,6%, acompanhados por aumentos de 2,4% no RevPAR e de 4,2% no ADR.
Em setembro, o Aeroporto de Faro movimentou 1,235 milhões de passageiros, um crescimento homólogo de 1,9%, completando o sétimo mês consecutivo de evolução positiva. No acumulado de janeiro a setembro, passaram pelo aeroporto 8,79 milhões de passageiros, mais 3,7% do que no mesmo período de 2025.
O Reino Unido manteve-se como principal mercado, com mais de 3,94 milhões de passageiros, seguido da Alemanha, com cerca de 905 mil, e da Irlanda, com aproximadamente 859 mil.
Entre os mercados com maior dinamismo, destacaram-se a Polónia, Itália e Espanha, refletindo a evolução positiva das ligações aéreas a diferentes mercados europeus
Quanto à atividade turística nos municípios, Albufeira manteve-se, em setembro, como o segundo município do país com maior número de dormidas, totalizando 893,2 mil, o equivalente a 10,3% do total nacional, com um crescimento homólogo de 2,2%.
Lagoa destacou-se entre os dez principais municípios turísticos do país, ao apresentar, a par do Porto, o maior crescimento das dormidas (+5,6%), impulsionado pela procura internacional (+7,3%). Tavira registou igualmente uma evolução expressiva, com aumentos de 10,9% no número de hóspedes e de 5,9% nas dormidas.
Entre os 15 municípios nacionais com maior volume de dormidas, sete pertencem ao Algarve: Albufeira, Portimão, Loulé, Lagoa, Lagos, Vila Real de Santo António e Tavira.
Para André Gomes, presidente do Turismo do Algarve, “Os resultados de setembro e dos primeiros nove meses de 2026 confirmam a solidez do turismo algarvio. Continuamos a liderar as dormidas a nível nacional, com um crescimento consistente dos proveitos e uma evolução positiva da conectividade aérea, indicadores que demonstram a atratividade e a competitividade do destino. O nosso objetivo é continuar a transformar este desempenho em valor para a região, apostando na diversificação de mercados e produtos, na qualificação da oferta e na redução da sazonalidade. Queremos um turismo cada vez mais sustentável, que fortaleça a economia regional e contribua para a qualidade de vida de quem vive e trabalha no Algarve”, sublinha.