De acordo com as estatísticas rápidas da atividade turística do Instituto Nacional de Estatística (INE), no acumulado dos primeiros oito meses do ano, os proveitos de aposento (apenas referentes às dormidas) cresceram 4,8%, somando 3.951,9 milhões de euros.
Considerando apenas o mês de agosto, o setor do alojamento turístico registou 3,9 milhões de hóspedes (+1,9%) e 10,9 milhões de dormidas (+1,7%), tendo os proveitos totais ascendido a 1.058,9 milhões de euros e os proveitos de aposento a 846,6 milhões de euros, correspondendo a um crescimento de 4,6% em ambos os indicadores.
Em agosto, o crescimento das dormidas foi sustentado tanto pelos residentes como pelos não residentes: face ao mesmo mês de 2025, as dormidas dos residentes aumentaram 1,5% para 3,9 milhões, abrandando face à subida de 4,1% de julho, enquanto as dormidas de não residentes aceleraram, crescendo 1,9% para 7,0 milhões, após o aumento de 0,8% em julho.
Os proveitos concentraram-se, sobretudo, no Algarve, que respondeu por 36,3% dos proveitos totais e 36,4% dos proveitos de aposento, seguido da Grande Lisboa (18,6% e 19,0%, pela mesma ordem) e do Norte (14,4% e 14,6%, respetivamente).
Os maiores crescimentos homólogos registaram-se na Madeira (11,6% nos proveitos totais e 11,5% nos de aposento) e no Alentejo (10,6% e 10,4%, pela mesma ordem), tendo a Grande Lisboa sido, novamente, a única região a apresentar decréscimos (de 1,6% nos proveitos totais e 1,9% nos de aposento).
Em agosto, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) fixou-se em 119,1 euros (aumento homólogo de 1,5%), enquanto o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 163,2 euros (subida de 3,0%).
Os 10 principais mercados emissores concentraram 79,2% do total de dormidas de não residentes, mantendo-se o mercado britânico como principal emissor, com uma quota de 17,1% e um crescimento de 3,4% (2,4% em julho).
Espanha foi o segundo principal mercado emissor em agosto (15,6% do total), aumentando 5,0% (2,0% em julho), seguida do mercado francês, com uma quota de 10,1%, mas que manteve a trajetória de decréscimo e recuou 7,6% (-5,1% em julho).
Entre os 10 principais mercados emissores em agosto, o INE destaca o polaco e o canadiano com os maiores crescimentos (11,7% e 11,2%, respetivamente).
Para além do mercado francês, apenas o mercado dos Países Baixos registou também uma diminuição, de 1,1%.
Em agosto, os maiores aumentos no número de dormidas registaram-se no Norte (4,5%) e no Alentejo (2,6%), enquanto os Açores foram a única região a apresentar um decréscimo (de 1,7%), tendo o Porto sido novamente o município com maior crescimento neste indicador.
O Algarve (30,1% do total), a Grande Lisboa (19,3%) e o Norte (18,2%) concentraram, em conjunto, 67,5% do total de dormidas.
O INE detalha que as dormidas de residentes cresceram, sobretudo, na Grande Lisboa (+4,0%), na Madeira (+2,6%) e no Centro (+2,5%), tendo os Açores registado a única quebra, de 6,8%.
Já nas dormidas de não residentes, a evolução foi maioritariamente positiva nas diferentes regiões, com o Norte a protagonizar o maior crescimento (6,3%), seguido do Alentejo (5,8%).
Em sentido contrário, verificaram-se ligeiros decréscimos no Oeste e Vale do Tejo (0,4%), nos Açores (0,2%) e no Centro (0,1%).
Em agosto, a estada média nos estabelecimentos de alojamento turístico foi de 2,81 noites, correspondendo a um decréscimo de 0,2%, após um aumento de 1,0% em julho.
Já a taxa líquida de ocupação-cama fixou-se em 66,8%, diminuindo 0,7 pontos percentuais face ao mesmo mês do ano anterior (-0,6 pontos percentuais em julho), e a taxa líquida de ocupação-quarto situou-se em 73,0%, correspondendo a um decréscimo de 1,1 pontos (-1,0 pontos em julho).