Segundo a empresa, a região enfrenta atualmente desafios estruturais na gestão de resíduos, incluindo a necessidade de aumentar a recolha seletiva de biorresíduos e de preparar alternativas à deposição em aterros, cuja capacidade poderá esgotar nos próximos anos.
De acordo com comunicado da Algar, a reunião "visa promover a partilha de conhecimento, a articulação institucional e a reflexão conjunta sobre os principais desafios associados à gestão de biorresíduos no Algarve, num contexto de exigência crescente ao nível ambiental, técnico, legal e financeiro, alinhado com as metas nacionais e comunitárias para 2030".
A sessão contará com uma mesa de abertura composta pelo presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Luís Encarnação, pelo presidente da comissão executiva da Algar, Miguel A. Silva, e pelo coordenador do grupo de trabalho da AMAL, Sérgio Inácio.
Ao longo do dia serão abordados temas como o ponto de situação dos Planos Estratégicos para os Resíduos Sólidos Urbanos e o enquadramento técnico e legal dos biorresíduos, assim como a partilha de experiências dos municípios, com destaque para a apresentação da Câmara Municipal de Lagoa, que superou as metas locais de recolha de biorresíduos.
Em 2024, o concelho de Lagoa conseguiu uma taxa de captura de biorresíduos de 27 %, valor 11 pontos percentuais acima do objetivo definido (16 %) no plano de ação do PAPERSU de Lagoa.
A reunião inclui ainda uma visita técnica ao Centro de Deposição de Resíduos de Lagoa, permitindo observar as operações de valorização de biorresíduos e outras frações.
"A iniciativa reforça o compromisso com a sustentabilidade, a economia circular e a preparação da região para os desafios da transição ambiental, promovendo soluções concretas e partilha de boas práticas entre municípios e operadores", adianta o documento.