Para o urbanista e organizador do evento, António Nóbrega, Albufeira será o primeiro município do país a implementar o SIPRS, «representando um mecanismo simples, mas transversal, de salvaguarda e proteção de vidas e bens».
O sistema prevê a avaliação da vulnerabilidade sísmica de edifícios públicos e privados, infraestruturas críticas e equipamentos de emergência. Entre as medidas propostas está a elaboração de Relatórios de Avaliação da Vulnerabilidade Sísmica (RAVS) para hospitais, escolas, estruturas de socorro e emergência, entidades públicas e autoridades policiais e, eventualmente, militares.
O projeto contempla ainda a avaliação urgente da prontidão das organizações e dos equipamentos de emergência, incluindo geradores e redes de comunicação digital por satélite, abrangendo a prevenção, a resposta imediata, as operações de socorro e salvamento e a reconstrução.
Outra das vertentes passa pela colaboração com a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) na implementação de seguros específicos, destinados a incentivar a avaliação técnica da resistência sísmica dos edifícios e a reforçar a segurança e as garantias para as seguradoras.
«Após a catástrofe, não faz qualquer sentido enaltecer o papel dos seguros na recuperação das infraestruturas críticas, na proteção das famílias ou na reconstrução do edificado, sem reconhecer que a sua maior utilidade reside na prevenção e redução do risco», afirma António Nóbrega.
O urbanista considera que a atividade seguradora deve assumir uma função essencial de interesse público e contribuir para o reforço da resiliência coletiva, objetivos que pretende desenvolver através deste sistema integrado.
A conferência pretende ainda recolher informação «preciosa» a partir das experiências de entidades e profissionais envolvidos na prevenção e que estiveram no terreno antes e imediatamente após catástrofes.
Entre as entidades convidadas a participar estão a AICCOPN – Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas, a Ordem dos Engenheiros, a Ordem dos Médicos, a Ordem dos Arquitetos, a Ordem dos Geógrafos, a Cruz Vermelha Portuguesa, a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), a ANACOM, o Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), a Direção-Geral do Território, a ASF, e representantes de municípios localizados em zonas sensíveis.
A conferência abordará também o papel da inteligência artificial na prevenção e reação a sismos.