Dicas

A felicidade no mundo moderno

Foto - Depositphotos  
Vivemos num tempo em que tudo se compra e tudo se vende, mas será que a felicidade faz parte dessas trocas?

PUB

De acordo com um apontamento do Provocações Filosóficas, «a felicidade assumiu muitas formas ao longo da história, mas, no mundo moderno, parece que se transformou em mais um produto de consumo. Tudo, inclusive a alegria, ganhou uma etiqueta e um preço».

Nos nossos dias, «raramente paramos para refletir sobre o que realmente significa ser feliz. Basta ligar a TV, folhear uma revista ou olhar para um outdoor e somos bombardeados com fórmulas mágicas: a felicidade está num carro novo, num corpo perfeito ou em algo que se pode comprar».

Segundo a mesma publicação, a palavra que define a felicidade moderna é consumir. Comprar transformou-se num sinónimo de progresso, mesmo que não leve a lugar algum. Todos os dias, recebemos sugestões de como deveríamos viver, pensar e desejar, enquanto o essencial é esquecido: descobrir o que realmente nos faz felizes. Com a correria e as obrigações, quase não nos sobra tempo para olhar para dentro, para pensar em quem somos e no que queremos.

É mais fácil aceitar uma felicidade pronta, moldada e vendida em massa. Talvez seja exatamente esse o objetivo: manter as pessoas ocupadas, distraídas, sem tempo para questionar. O sonho da casa nova, do carro novo, do corpo escultural… são realmente os seus sonhos ou apenas repetições do que viu por aí?, questiona o Provocações Filosóficas.

Pergunte-se: o que me faz feliz? Reflita um pouco todos os dias. Logo perceberá que uma boa parte do que lhe venderam era ilusão. E, ao acreditar nessas ideias, muitos afastam-se de quem realmente são e do que poderia trazer-lhes contentamento.

O Provocações Filosóficas deixa então algumas sugestões para que possa inverter aquilo que parece inalterável: assuma-se como responsável pelas suas escolhas e decisões, pois só essa tomada de posse é que pode impedir que seja arrastado por tudo o que o envolve e que parece ter um preço, uma marca, uma etiqueta. É fundamental começar a admitir os nossos desejos sem quaisquer influências externas, isto porque, segundo o Provocações Filosóficas, «a vida não será perfeita, mas será autêntica. Não existe felicidade plena, muito menos aquela que vem de bens materiais».

E lembra o mesmo apontamento que «o brilho do carro novo acaba quando ele entra na garagem. Vivemos num mundo feito para não durar, mas ainda podemos escolher viver de forma consciente».

Talvez a verdadeira felicidade esteja em investir em si mesmo, em sabedoria e autoconhecimento. Afinal, há alguém dentro de nós que precisa de ser ouvido — e talvez seja ele quem saiba, de facto, o que é ser feliz, salienta o mesmo artigo que convida o leitor a refletir e a reagir para que possa (re)encontrar-se.