Sociedade

6 mil anos de Quarteira à vista de todos para perpetuar memórias

Mostra inaugurada no Dia da Cidade, 13 de maio.

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Seguindo a filosofia da exposição emblemática “LOULÉ - Territórios, Memórias e Identidades”, a Câmara de Loulé em parceria com a Direção Geral de Património Cultural e a Direção Regional de Cultura do Algarve, inaugurou esta quinta-feira, no edifício da antiga lota de Quarteira, a exposição “Com os pés na terra e as mãos no mar – 6 mil anos de História de Quarteira”.
 
A mostra inaugurada no Dia do Município de Loulé que este ano coincidiu com o Dia da Cidade de Quarteira, contou com a participação da população e de dezenas de investigadores, sob a coordenação do comissário-geral Rui Parreira, Chefe dos Serviços Arqueológicos da Direção Regional de Cultura do Algarve.
 
Na inauguração estiveram presentes Ângela Ferreira - Secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Jorge Botelho - Secretário de Estado da Descentralização e da Administração Local, Adriana Freire Nogueira - Diretora Regional de Cultura do Algarve, Vítor Aleixo - Presidente da Câmara Municipal de Loulé, Hugo Nunes - Presidente da Assembleia Municipal de Loulé, além de Telmo Pinto - Presidente da Junta de Freguesia de Quarteira, entre outros convidados.
 
Visivelmente satisfeito, Vítor Aleixo, disse tratar-se de uma exposição «que marca um dia importante para Quarteira, para as nossas gentes, para aumentar o conhecimento pela nossa história e reforçar a nossa autoestima coletiva e o nosso orgulho comunitário». 
 
 
O autarca aproveitou o momento para anunciar que apenas 10% do acervo reunido, encontra-se nesta exposição, mas é intenção do município, criar em Quarteira um polo museológico mais abrangente, «que permita a quem nos visita conhecer a nossa História e valorizar a nossa terra». 
 
Nos próximos dois anos, serão realizadas atividades para a população e para as escolas, com o objetivo de criar um repositório de histórias e memórias dos séculos XX e XXI, anunciou ainda o edil. 
 
A Secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, afirmou por seu lado, que a exposição de Quarteira «é indissociável da especial relação que ao longo de milénios as suas populações foram desenvolvendo no mar, tanto nos mais remotos vestígios como nos dias de hoje, e esta mostra escreve a identidade coletiva deste lugar».
 
Ângela Ferreira realçou como «exemplo paradigmático» os resultados obtidos com esta mostra, através de uma parceria entre o governo, município e sociedade civil, «em redor da preservação e da divulgação do património cultural». 
 
Numa visita guiada aos jornalistas, o comissário-geral da exposição, disse que a mostra está dividida em quatro partes: o território, a ocupação e as vivências do território, a atividade em terra e a atividade no mar. Rui Parreira destacou o «mural das emoções», uma área fundamental que representa a História de Quarteira dos últimos 100 anos, até à elevação a cidade. Confessou que ficou surpreendido com a quantidade de documentação, objetos e pela «espessura histórica de Quarteira». 
 
Refira-se que nas quatro mesas que representam cada período documentado, está incluída animação multimédia, onde consta por exemplo, «desde quando Quarteira está no mapa, com um conjunto de arquivos nacionais e estrangeiros que nos permitem conhecer a representação de Quarteira nos mapas, com destaque para uma animação que documenta a evolução do território, que ganhou água, que perdeu água, que ganhou terra, que perdeu terra, ao longo de 6 mil anos».
 
No final da cerimónia, o presidente da Junta de Freguesia de Quarteira, falou ao Algarve Primeiro de uma cidade com uma dinâmica muito forte, «além das infraestruturas que estão a ser criadas, mais este tipo de projetos culturais, ganham todos os quarteirenses, a economia local e os visitantes. Posso dizer que Quarteira está diferente, é uma grande cidade, uma urbe que inclui Vilamoura e este projeto hoje inaugurado é fabuloso, é do melhor que existe em termos técnicos a trabalhar no país, cujo resultado final é surpreendente». O autarca confirmou que no novo Mercado Municipal, a ser construído de raiz, haverá espaço para incluir esta exposição de forma permanente, acrescentando mais material. Telmo Pinto não tem dúvidas que Quarteira, «destaca-se como cidade referência do Algarve».