Sociedade

43 famílias de Albufeira já podem cultivar na Horta Comunitária de Alpouvar

43 famílias de Albufeira foram selecionadas, no âmbito de um concurso que terminou no passado mês de outubro, para serem os futuros hortelãos da Horta Comunitária de Alpouvar, projeto que irá beneficiar cerca de 129 pessoas, considerando uma média de 3 pessoas por família, e algumas instituições de cariz social.

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A horta tem uma área total de 2.450 metros quadrados destinados ao cultivo, distribuídos por 49 talhões, de 50 metros quadrados cada. Na passada terça-feira foram entregues 40 talhões a famílias particulares, 2 talhões a entidades de cariz social e 1 talhão a um particular referenciado pelos serviços sociais da autarquia, ficando ainda outros 6 reservados para futuros projetos de cariz social ou pessoas carenciadas, informou a autarquia.
 
 
As Hortas Comunitárias destinam-se a todas as pessoas que, vivendo em meio urbano, e não tendo qualquer terreno, queiram cultivar os seus próprios produtos hortícolas, permitindo-lhes o consumo de alimentos, cultivados por si, sendo ao mesmo tempo, uma forma de apoiar o orçamento familiar. Aos produtores será disponibilizada água, um local para armazenar as ferramentas e um compostor partilhado.
 
Os futuros hortelãos receberam das mãos do Presidente da Câmara Municipal de Albufeira as chaves do portão de acesso à horta e ao arrumo de ferramentas, bem como um saco contendo um par de luvas, um chapéu, uma fitaporta-chaves, uma cópia do regulamento de funcionamento das hortas e informação sobre o processos de compostagem, a plantação de culturas de acordo com a época do ano e como fazer a consociação de diferentes plantas.
 
José Carlos Rolo felicitou as 43 famílias, tendo sublinhado a relevância do projeto nas suas várias vertentes. “Estamos conscientes da importância da criação de bolsas de terreno agrícolas na área urbana do concelho, não só pelo papel que têm ao nível da economia familiar, especialmente neste período de dificuldades provocadas pela pandemia, mas também no âmbito da saúde e da qualidade da alimentação - uma das exigências do projeto passa precisamente pela proibição de se utilizarem fertilizantes químicos na produção das culturas - mas também como recurso lúdico, de recreio e terapêutico que potencia o espírito de comunidade e de partilha entre os hortelãos”.
 
O autarca referiu que as hortas comunitárias são espaços que fazem parte da estrutura ecológica do concelho, “com importância relevante no que respeita à manutenção da qualidade dos solos e a preservação da biodiversidade”. Chamou ainda a atenção para o problema das alterações climáticas e a importância de sensibilizar a população para a adoção de medidas tendentes a combater o problema.
 
Refira-se que o projeto tem também uma componente educativa, estando previstas ações de informação e sensibilização dos utilizadores das hortas, nomeadamente na área da preparação do solo e das sementeiras, métodos naturais de controlo de infestantes e de pragas, rotação e consociação de culturas, compostagem e agricultura biológica.
 
José Carlos Rolo acredita que o projeto será bem sucedido, e que futuramente poderá ser alargado a outras zonas do concelho.
 
Os utilizadores da Horta Comunitária da Quinta de Alpouvar vão ter acompanhamento constante por parte da equipa técnica do Município responsável pelo projeto, sendo que já no próximo sábado estarão no local para tirar dúvidas e ajudar a quem está a dar os primeiros passos nesta aventura.