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Doença meningocócica

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16-10-2013 - 22:54
Entende-se por doença meningocócica, uma infecção bacteriana aguda, de elevada gravidade e que pode ser rapidamente fatal.
 
Por detrás desta infecção está uma bactéria designada por Neisseria meningitidis.
 
Esta infecção está associada ás “doenças de viajantes”, na medida em que, é comum o seu contágio por parte de pessoas que mudam de continente com alguma regularidade, sendo que, esta bactéria se encontra mais activa em países menos desenvolvidos.
 
Descrição:
 
 Esta bactéria pode causar inflamação nas membranas que revestem o sistema nervoso central (meningite) e infecção generalizada (meningococcemia). Existem 13 sorogrupos identificados de N. meningitidis, porém os que mais vulgarmente provocan a doença são o A, o B, o C, o Y e o W135. 
 
Incidência:
 
Estima-se a ocorrência de pelo menos 500 mil casos de doença meningocócica por ano no mundo, com cerca de 50 mil óbitos. É uma doença de evolução rápida e com alta letalidade, que varia de 7 até 70%. 
 
Esta doença acomete essencialmente crianças e adultos jovens, mas em situações epidémicas, pode atingir pessoas de todas as faixas etárias. 
 
É de realçar que, mesmo em países com assistência médica adequada e em tempo útil, a rapidez da progressão da doença pode ser fatal e limitar qualquer acção clínica reversível.
 
Transmissão: 
 
A doença transmite-se entre humanos, sendo que, cerca de 10% dos adolescentes e adultos são portadores assintomáticos da bactéria na orofaringe ("garganta") e podem transmitir a bactéria, mesmo sem adoecer. 
 
A bactéria transmite-se pela secreção respiratória (gotículas de saliva, espirro, tosse). Geralmente, após a transmissão, a bactéria permanece na orofaringe do indivíduo receptor durante um curto período e acaba sendo eliminada pelos próprios mecanismos de defesa do corpo.
 
Apesar do portador, nestes casos, não apresentar sintomas, a bactéria pode estar activa durante vários meses ou mesmo um ano e ser um pólo de transmissão.
 
Em alguns casos raros, a bactéria consegue penetrar na corrente sanguínea e provocar a doença.
 
A invasão geralmente ocorre nos primeiros cinco dias após o contágio. 
 
Causas:
 
Os factores que determinam o aparecimento de doença invasiva ainda não são totalmente esclarecidos. 
 
A doença meningocócica pode ocorrer em pessoas de qualquer faixa etária, porém é mais comum em crianças até aos cinco anos e mais rara em idosos. 
 
Em geral, a incidência da doença é maior em países em desenvolvimento, especialmente em áreas com grandes aglomerados populacionais. 
 
A história de infecção recente pelo vírus influenza (gripe) e o tabagismo aumentam a probabilidade de contrair a infecção meningocócica. Além disso, algumas pessoas por condições de doenças de base têm um maior risco de desenvolver esta patologia, bem como as submetidas à retirada cirúrgica do baço (esplenectomizados), ou as portadoras de disfunção do baço (asplenia funcional da anemia falciforme, da talassemia), ou aquelas com deficiências de imunoglobulinas e do complemento.
  
Sintomas:
 
A doença meningocócica tem início abrupto e evolução rápida, podendo levar ao óbito em menos de 24 a 48 horas. As manifestações iniciais da meningite são febre alta, prostração, dor de cabeça, vómitos, aparecimento na pele de pequenas manchas violáceas (petéquias) que inicialmente são semelhantes às picadas de mosquitos mas que rapidamente aumentam de número e de tamanho, dor e dificuldade na movimentação do pescoço (rigidez de nuca).
 
Em crianças com menos de um ano de idade, as manifestações da meningite podem ser mais inespecíficas como febre, irritação, choro constante e abaulamento da fontanela (“moleira”) sem rigidez de nuca. 
 
Se não for rapidamente tratada com antibióticos, a doença pode evoluir com confusão mental e coma. A meningococcemia é a forma mais grave de apresentação da infecção pela N. meningitidis e as manifestações iniciais são semelhantes às da meningite, excluindo-se a rigidez de nuca. 
 
O risco maior da doença meningocócica é a evolução rápida para o choque (diminuição acentuada da pressão arterial), o que resulta em funcionamento inadequado de órgãos vitais (como os rins, coração e pulmão) e morte. 
 
Cerca de 15 a 20% dos casos apresentam meningococcemia sem meningite, que tem letalidade próxima de 70% em países em desenvolvimento.
 
Tratamento:
 
Quando há suspeita clínica, o início do tratamento deve ser imediato e não deve aguardar resultados de exames. O tratamento é feito com antibióticos por via endovenosa e medidas de suporte (como hidratação). 
 
Cerca de 5 a 10% dos indivíduos evoluem para óbito apesar do tratamento. Das pessoas que sobrevivem, 9 a 11% ficam com algum tipo de sequela permanente (surdez, paralisias, convulsões, amputação de extremidades). 
 
A administração de antibiótico profilático para os contactantes próximos dos indivíduos doentes deve ser feita rapidamente, pois reduz significativamente o aparecimento de casos secundários.
 
 

 

 
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