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Doença que afeta mulheres que não fazem sexo

Doença que afeta mulheres que não fazem sexo
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06-08-2017 - 18:01
O tema não é amplamente conhecido na classe feminina, ainda assim tem sido muito discutido e estudado na área científica, sobretudo devido aos efeitos negativos de estar muito tempo sem fazer sexo.
 
Segundo os especialistas, não fazer sexo durante longos períodos de tempo prejudica a saúde, podendo provocar atrofia vaginal.
 
Esta doença caracteriza-se pela diminuição dos níveis de estrogénio, importantes para manter os tecidos da vagina lubrificados e saudáveis.
 
Sendo certo que, “logo a seguir à gravidez pode haver um período de atrofia porque a grávida às vezes passa algum tempo sem ter relações e porque a própria amamentação e a pílula da amamentação também provocam uma atrofia nessa altura da vida da mulher”, há situações muito prolongadas de privação sexual pelos mais variados motivos e com consequências para a saúde.
 
Os especialistas alertam que, “quem toma as pílulas normais, de baixa dosagem, durante muitos anos pode também sentir uma diminuição de lubrificação ao longo do tempo. E depois há as mulheres que entram na menopausa, muitas delas não fazem terapêutica de compensação ou de reposição hormonal e por causa da falta de hormonas podem entrar em atrofia vaginal”.
 
Sílvia Roque, ginecologista e obstetra disse no programa você na TV que, “cada caso é um caso, pelo que, as senhoras devem investir num acompanhamento regular e seguir as orientações do seu ginecologista de forma a que se reduzam muitos destes problemas”.
 
A mesma especialista alerta: “os sintomas não são fáceis de identificar, até porque se manifestam numa fase já adiantada da doença. No entanto, há cada vez mais mulheres em Portugal com atrofia vaginal”.
 
A ginecologista e obstetra afirma: “Noto imenso. Antigamente fazia-se muito a terapêutica de compensação hormonal, hoje em dia, não fazendo, assim que entram na menopausa deixam de ter vontade sexual e o resto vem por arrasto: não têm relações, não têm hormonas e ficam muito secas. A partir dos 50 anos é terrível, infelizmente”.
 
Sílvia Roque refere-se ás clientes: “tenho de educá-las a repor hormonas e dizer-lhes que não deixem de ter relações sexuais”.
 
Em relação a formas de tratamento, Sílvia Roque clarificou: “há duas formas de se tratar a atrofia vaginal atualmente, o tratamento a laser Mona Lisa Touch e a hidratação vaginal. São bastante seguros e melhoram a qualidade de vida das mulheres que têm a doença, mas não são para todas as bolsas”.
 
Clarificando, a especialista adianta: “o tratamento a laser, o Mona Lisa Touch, é caro mas é ótimo, faz o rejuvenescimento das células, dando maior elasticidade. São várias sessões. É muito bom para quem puder, custa 300 euros por sessão. Há também a hidratação vaginal, um tratamento que se faz uma vez por ano e em que injetamos com uma seringa na fúrcula da vagina para hidratar. Este é mais barato, dura entre seis a nove meses e custa cerca de 200 e tal euros“.
 
Depois de se submeterem a estes tratamentos, as mulheres têm de aguardar cerca de 15 dias para retomar a prática sexual. E nenhum delas garante que não volte a ter a doença, sublinha a mesma especialista, adiantando que, “a vigilância é fundamental para que se possa fazer o correto acompanhamento da situação”.
 
5 sinais de que pode ter atrofia vaginal:
 
Assim como a pele, os seios e outras partes do corpo, a vagina muda com o passar dos anos, por isso é preciso estar atenta e pedir aconselhamento médico perante alterações que se podem confundir com outras situações.
 
1- Secura vaginal: uma das consequências da atrofia vaginal é a diminuição das secreções normais da região íntima.
 
2- Dor e sangramento durante o sexo:além de menos lubrificado, o tecido vaginal tende a ficar mais fino, menos elástico e, portanto, mais frágil. Por isso, o atrito que ocorre durante o sexo pode provocar dor.
 
3- Mais infeções e corrimento: a atrofia causa alteração no pH vaginal, o que deixa a região mais propensa à proliferação de micro-organismos.
 
4- Incontinência urinária e ardor ao urinar: na menopausa, a vaginite atrófica pode ser acompanhada pela atrofia do sistema urinário, causando sintomas como esses.
 
5- Prurido: a falta de secreção pode causar irritação e consequente necessidade de se coçar. O quadro pode se agravar caso ocorram infeções.
 
 
 
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