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Viver melhor: o perdão começa e termina em si!

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18-02-2014 - 22:41
Existe no ser humano uma forte tendência para culpabilizar tudo e todos por aquilo que se sucede dentro e fora de casam dentro e fora de si mesmos, porquê?
 
A vida é constituída por momentos, por relações entre as pessoas, por comportamentos e atitudes, dando forma a um sistema infinito de pensamentos.
 
No meio das ligações que estabelecemos, existem conflitos; a base para a evolução; para a transformação daquilo que somos e para uma maior aproximação para com quem nascemos para ser.
 
Dentro de nós existe sempre algo por ser descoberto e, esse processo só ocorre a partir desses conflitos com os outros e com o meio ambiente. São essas as bases que nos motivam a luta e a progressiva descoberta de potencialidades e também de limites.
 
Não existe uma fórmula mágica para nos tornarmos melhores pessoas, seres mais evoluídos e capazes de responder mais eficazmente aos desafios da vida. Somente a partir das experiências e das vivências é que conseguimos analisar a realidade e melhorar a nossa conduta.
 
Perante esta constatação, é natural que, por vezes nos sintamos desconfortáveis com as nossas actuações e com as dos outros. Nesse sentido, o primeiro passo para o bem-estar começa sempre dentro e a partir de nós mesmos.
 
É através da tomada de consciência dos erros; das situações menos felizes que tivemos, de um comportamento indesejado que, seremos capazes de reflectir e de procurar uma justificação para o sucedido.
 
Há situações em que nos sentimos culpados, outras em que culpabilizamos os outros por nos terem desiludido, contudo, só ultrapassamos esse impasse difícil de explicar e até de compreender, analisando a nossa posição, reconhecendo as nossas falhas e seguindo em frente.
 
Muitos especialistas na matéria afirmam que, grande parte das doenças do foro mental, são uma consequência desses mal-entendidos que rejeitamos analisar e superar, pelo que se dá uma enorme acumulação de pensamentos, na sua maioria negativos, que nos destroiem.
 
Assim sendo, viver melhor com os outros, pressupõe estar em conformidade com os nossos valores e com aquilo que nos fornece boas sensações. Para isso é preciso aprender a gostar de nós mesmos e não fugir das situações.
 
É nessa análise pessoal, nesse tempo de encontro connosco; com a pessoa com quem vamos viver durante toda a nossa vida que, reside mesmo esse equilíbrio.
 
Nem sempre pensamos nesse detalhe: podemos mudar o visual, separar-nos dos outros, mudar de cidade, mas teremos sempre de viver connosco próprios, pelo que, se a relação não é pacífica, interessante e evolutiva, corremos o risco de nos odiarmos e de perdermos a razão de viver…
 
Na maioria das situações, o problema não está nos outros, nem nas situações, está na nossa forma de analisar a realidade, pelo que, uma mudança simples de atitude, pode fazer uma enorme diferença na nossa qualidade de vida.
 
Quantas pessoas carregam uma culpa durante anos, quando nem pensaram no que realmente aconteceu?
 
É fundamental ir ao fundo das questões, sem medo de ter de assumir um erro, uma palavra mal medida ou mesmo assumir que uma determinada pessoa não gosta de nós, tal como não temos capacidade de gostar de toda a gente. Nem sempre existe culpa ou culpados. 
 
Existe desinteresse, falta de empatia, etc. Reconhecer esta condição, não tem problema algum e, pode ajudar-nos muito a encontrar sensações positivas noutras situações. Nunca nada está completamente fechado, pode é não nos dizer algo que motive uma acção.
 
Resta-nos então aprender a olhar-nos por dentro e a cuidar de nós carinhosamente, sabendo que não somos culpados de tudo, mas que, cada vez que atribuímos culpas, estamos a desviar-nos das emoções e das sensações positivas, o que é enorme perante a pequenez de assumir um erro e de o tentar corrigir da melhor forma.
 
O perdão, vulgarmente conhecido como a nossa capacidade de perdoar as falhas dos outros, deve ser sempre aplicado a nós mesmos, através desse reconhecimento de falhas e de encontro de alternativas. Depois, devemos perceber que importância tem para o nosso bem-estar, o facto de perdoarmos alguém.
 
Assim, quando praticamos algo indesejado, devemos primeiramente compreender o motivo e, ao invés de carregar culpas que nos massacram psicológica e emocionalmente, devemos agir. Esforçarmo-nos por mudar e encontrar o caminho que mais nos conduz ao equilíbrio interior. Depois, quando estamos bem connosco, mais facilmente conseguiremos transmitir aos outros o nosso intuito de mudança e de arrependimento.
 
Note-se que, quem não se arrepende do que faz de errado, não terá capacidade para corrigir essa falha.
 
Não é por acaso que se alimentam zangas durante anos… Não há capacidade para assumir o erro e, desgastamo-nos a compensar esse erro com mais problemas em nosso redor.
 
Ao mesmo tempo, depois dessa reflexão, pode acontecer que nos tenhamos arrependido, mas que não queiramos alimentar uma relação com a pessoa em causa. 
 
Nesses casos, ficamos em paz para connosco e passamos para a indiferença, já que aquela pessoa deixa de fazer parte dos nossos pensamentos. E é preciso que deixe de estar presente na nossa vida para que nos sintamos mais capazes de experimentar outras sensações, logo não precisamos de alimentar culpas.
 
Há pessoas que, por qualquer motivo, ou mesmo sem razão, não nos preenchem, pois não podemos gostar de toda a gente, nem da mesma forma, por isso, devemos também saber colocá-las num lugar emocional sem inquietações e com a tal indiferença; sem alimentar conflitos, sem “ditos e bocas” sem qualquer sentido, pois essa é a melhor forma de nos respeitarmos e de oferecermos ao outro também o respeito que merece.
 
Seria muito complicado relacionarmo-nos com todas as pessoas que conhecemos ao longo da nossa vida. Não teríamos capacidade para tanto, nem emoções verdadeiras, logo, o nosso amor-próprio também tem de ser capaz de seleccionar cautelosamente quem realmente dá algum sentido à nossa vida.
 
Mais uma vez, só conseguimos essa construção através do nosso bem-estar interior.
 
Aceitar a vida com simplicidade, mas sendo exigentes e rigorosos para connosco mesmos, obriga-nos a reformular comportamentos, a melhorar atitudes e a sermos mais livres e felizes com aqueles que amamos e que merecem a nossa dedicação, sem esquecer que, cada um de nós deve desenvolver um sentimento de amor-próprio muito especial, pois só com uma auto-estima estável é que se pode construir a vida e as relações.
 
 
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