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Vaginose

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15-01-2014 - 21:43
Como o próprio nome sugere, trata-se de um problema ginecológico feminino que pode afectar uma em cada três mulheres ao longo da vida.
 
A Vaginose bacteriana é uma síndrome clínica resultante de um desequilíbrio da flora vaginal, correspondendo à principal causa de corrimento vaginal.
 
Descrição:
 
A Vaginose Bacteriana é uma infeção feminina que nem sempre apresenta sintomas e que reflecte um crescimento anormal de bactérias na vagina, devido geralmente a desequilíbrios na sua flora, o que leva à alteração do corrimento vaginal, nomeadamente na sua cor (que passa a ser acinzentada) e principalmente ao nível do seu cheiro.
 
Apesar de metade das mulheres infectadas não apresentar quaisquer sintomas e, consequentemente, não seguir nenhum tratamento para o problema em particular, os especialistas alertam para a necessidade de se dar importância à infecção, já que pode acarretar problemas no futuro.
 
Uma visita regular ao ginecologista; onde se realizem os exames sugeridos pelo especialista, é uma forma de prevenir complicações.
 
Causas:
 
Até ao momento, desconhece-se o factor desencadeante da Vaginose, porém é conhecida uma diminuição dos lactobacillus e um crescimento polimicrobiano exagerado de bactérias anaeróbicas, Gardnerella vaginalis e Mycoplasma hominis.
 
Grupo-alvo:
 
A vaginose ocorre com maior frequência em mulheres com vida sexual activa. Entretanto, também pode acometer crianças e mulheres virgens. É de realçar que, a Vaginose não é considerada uma doença sexualmente transmissível, à semelhança de outras, mas que, ainda assim requer alguma vigilância, sobretudo pelo desconforto provocado durante o coito.
 
Sintomas:
 
Cerca de metade das mulheres com Vaginose não apresenta quaisquer sintomas.
Noutros casos, o sintoma mais característico é o corrimento vaginal com odor fétido, semelhante a "peixe podre", que piora durante o coito e a menstruação. Este odor é devido à volatização de aminas (cadaverina e putrescina) produzidas pelos microorganismos.
 
O corrimento vaginal tem coloração branco-acinzentado ou amarelado, fluido, homogéneo, e pode formar microbolhas. É pouco comum a presença de prurido (comichão) local.
 
Prevenção:
 
Numa vagina saudável, é normal estarem presentes bactérias, nomeadamente Lactobacillus, que ajudam a proteger contra infeções. No caso da vaginose bacteriana, a vagina é infetada por bactérias anaeróbias (sobrevivem sem oxigénio), incluindo a Gardnerella que leva a um odor característico e desagradável. 
 
Este desequilíbrio bacteriano pode dever-se ao uso de sabonetes ou géis de banho agressivos, ao uso do dispositivo intra-uterino, mais conhecido como DIU, como método contraceptivo e ao uso de alguns produtos de higiene, nomeadamente desodorizantes.
 
 A maioria dos episódios de vaginose bacteriana, apesar de algumas causas conhecidas, aparece sem motivo aparente, pelo que não é possível a sua prevenção.
 
Contudo, podem ser adoptados alguns comportamentos preventivos que ajudam a reduzir o risco de infeção, tal como evitar lavar demasiadas vezes a vagina, usar produtos de higiene que possam interferir com o pH vaginal (como sabonetes perfumados ou espumas de banho) e ainda evitar o uso de detergentes agressivos na lavagem da roupa interior.
 
Apesar de não ser uma doença sexualmente transmissível e de não estar provada a sua transmissão por parte de mulheres a parceiros sexuais masculinos, esta é mais comum nas mulheres com mais de um parceiro sexual ou com um novo parceiro sexual, que fumam e/ou que têm sexo com outras mulheres.
 
Tratamento:
 
Apesar de não apresentar sintomas, esta patologia, não tratada, pode ter consequências para a saúde.
 
A candidíase vaginal e a clamídia são o exemplo de duas infeções (a primeira por fungos e a segunda de origem bacteriana) que alteram tal como a vaginose bacteriana a consistência do corrimento vaginal.
 
No caso da vaginose, o odor desagradável e o desconforto nas relações sexuais, devem dar o mote para uma visita ao médico.
 
As alterações no equilíbrio vaginal podem ser gradualmente ultrapassadas com o passar do tempo, especialmente se os sintomas forem ligeiros ou se não se apresentarem sintomas de todo. 
 
Contudo, em situações mais específicas como no caso do sistema imunitário comprometido, gravidez ou numa exacerbação dos sintomas, que torne a infeção muito desconfortável para a mulher, pode recorrer-se à administração de antibióticos prescritos exclusivamente pelo médico.
 
 
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