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Sofre de dependência digital?

Sofre de dependência digital?
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16-12-2015 - 20:54
“Entende-se por dependência digital a dificuldade em se desligar das tecnologias quando e como se pretende.”
 
Tem sido fascinante o poder das tecnologias na vida humana, já que, ao sabor de um clique se torna fácil contactar com qualquer pessoa num qualquer lugar no mundo e aceder a qualquer tipo de informação contudo, o impacto demasiado rápido do processo tem levantado inúmeras questões aos investigadores e colocado sobre a mesa o “lado negativo” dessa utilização desenfriada.
 
Das crianças, passando pelos jovens, adultos e idosos, são poucos os que conseguem escapar ao ritmo alucinante que as tecnologias têm conferido ao quotidiano. 
 
Ter acesso à Internet na maior parte dos locais, ou só se deslocar quando essa ligação é assegurada, é um requisito para muitos em todo o mundo, o que revela que a ligação permanente se tem tornado muito mais viciante do que se poderia imaginar.
 
A necessidade de estar em contacto com as pessoas, de receber mensagens, de saber as últimas notícias, programas, estados de alma que se publicam nas redes sociais, tem também contribuído para muitos estados de infelicidade sem que as pessoas se apercebam. 
 
Se falamos em dependência das tecnologias, temos também de referir a depressão digital que, aos poucos vai ganhando terreno. 
 
A frustração em não conseguir dar resposta a tantas solicitações diárias, a falta de tempo para cumprir tudo aquilo a que nos propomos, o desgaste intelectual a par de um cansaço físico sem nada fazer, são os principais sintomas de quem começa o dia a sofrer pela falta de tempo para beber um café sozinho ou com um amigo, porque antes de ir para o trabalho precisa de 20 minutos para “se atualizar”, para ver a caixa de e-mails, para responder às mensagens e colocar uns “likes” no Facebook.
 
Segundo os investigadores, é aqui que tudo começa e acaba ao mesmo tempo, uma vez que, ligando o equipamento (isto para quem o desliga durante a noite), não param os sinais ao longo do dia. 
 
Depois, uma resposta pressupõe um comentário e mais conversa, o que leva a uma ligação permanente que distrai, que retira o prazer de vida e acrescenta um enorme sentimento de culpa.
 
Culpa por não ter tempo para estar livre das tecnologias, culpa pela falta de tempo para desfrutar de momentos em família, culpa por estar sempre ligado, culpa pelo cansaço e desgaste mental e, a maior culpa: a sensação de que se fez tão pouco durante o dia e para (quase) nada!
 
No fundo é difícil tomar consciência deste problema, pois os equipamentos “entraram-nos pela vida dentro” sem manual de instruções. Sem que nos fosse dito que deveríamos utilizar com “conta, peso e medida”, que deveriamos saber parar o ritmo, desligar e evitar o vício que, como qualquer outro, se torna muito difícil de ultrapassar.
 
Neste sentido, é fundamental ter em conta que, a última palavra tem de ser sua, tem de existir uma tomada de consciência dessa dependência e uma atitude assertiva para a conseguir inverter. 
 
Os filhos devem ser educados para esta regra desde que começam a utilizar as tecnologias, pois por muito que “dê jeito aos pais” que os miúdos estejam envolvidos em jogos e filmes, a dependência vai ser um problema breve.
 
Para começar, (já sabemos que o Natal não é a melhor altura para se desligar do mundo!), vamos citar os principais sintomas de dependência digital resumidos pelos investigadores:
 
O primeiro ponto constitui um grande alerta: quando os utilizadores acreditam que não conseguem viver sem essa ligação ao mundo. Quando assumem a sensação de que “estão fora da realidade e dos acontecimentos” se desligarem o telemóvel, o computador ou qualquer outro equipamento.
 
De acordo com os especialistas, este é o momento exato para parar e rever o uso das tecnologias.
 
Para prevenir e não deixar que a dependência digital assuma tais proporções, é fundamental respeitar o seu tempo e os momentos em que acede à Internet e não permitir que esta o domine. Organizar a sua vida é o primeiro ponto. Decidir as horas em que utiliza a Internet para trabalhar e por lazer e desligar nos restantes momentos.
 
Ser capaz de definir o tempo que se está ligado e completamente desligado também, sem desvios pelo meio, sem a tentação de “ter à mão” o equipamento e dar uma espreitadela.
 
Cortar mesmo a ligação. Não ceder à tentação de aproveitar aquele minuto livre para se dirigir ao computador. O “não” é mesmo a palavra que mais o pode ajudar neste processo. É quase como que reaprender a gerir o quotidiano. Fechar a porta mesmo que trabalhe em casa.
 
Com o telemóvel o procedimento deve ser o mesmo. Definir horas para trabalho e para lazer, sob pena de fugir ao PC, mas “desviar-se” para o móvel com as mesmas intenções!
 
No caso das redes sociais, o problema não é menor.
 
Já apagou a sua conta do Facebook e depois voltou? Saiba que não é o único que não consegue cumprir tal promessa.
 
A constante atualização do Facebook deixa-nos simultaneamente ansiosos e curiosos, razão pela qual se torna muito difícil desligar o nosso cérebro daquele comentário, da resposta à nossa observação e daí por diante. Isto já para não falar na “necessidade” de publicar fotos e de mostrar ao mundo onde fomos, onde estamos e para onde vamos!
 
Trata-se de um círculo vicioso esta vontade de retribuir o que vemos, o que sentimos e o que queremos mostrar aos outros. Muitos especialistas comparam este efeito a uma droga pela dependência que provoca no ser humano.
 
É provável que já tenha sentido vontade de apagar o seu perfil do Facebook, mas está provado que, na maior parte dos casos, ainda é pior, por isso, vale mesmo aprender a lidar com as situações e não fugir delas.
 
Recorde-se que, o comportamento “anti Facebook” é tão comum que até já tem nome. "Reversão de media sociais" é o termo usado para o ato de sair de uma rede social e voltar, o que quer dizer que as pessoas tomam consciência do efeito negativo das redes sociais na sua vida, mas não sabem como combatê-lo da melhor forma. Querem sair, mas depois não resistem à tentação de saber o que se está a passar.
 
A “receita” é a mesma que a anterior. Perceber que é fundamental organizar o tempo. Mandamos uma mensagem e a mesma não tem de ser lida no momento seguinte. Quando se trata de um assunto urgente, talvez essa não seja a melhor forma de comunicação, a menos que seja combinada com o recetor.
 
Depois, as publicações valem o que valem. É preciso definir a importância dos “amigos”, o que se procura, o que se mostra e daí por diante, pois é a espera, o vazio, a procura constante de algo que conduz à depressão e a estados de stress e ansiedade.
 
A espera de uma resposta que pode demonstrar horas, dias ou mesmo nem chegar, não é a melhor solução para utilizar as redes sociais, mas sim encará-las como um entretenimento com tempo marcado. “Dar uma volta” pelas mensagens, ver as novidades e, chega! Definir um tempo para este percurso como se faz noutras atividades de vida. 
 
Há muita informação disponível? Pode ler mais tarde ou noutro dia, basta programar ao seu ritmo e, muitas vezes, já nem despertam o mesmo interesse e acabam no lixo! Lembre-se de que, nada se perde na rede, pelo que mais cedo ou mais tarde, a informação vai chegar até si na mesma, nem que seja por outra fonte!
 
Procure não encontrar desculpas para estar sempre ligado e dependente e, desligue a Internet do telemóvel fora desses momentos, pois caso contrário vai estar sempre a receber alertas e a desviar o olhar, a atenção e, claro, a manter a dependência.
 
Saiba que é preciso ser mais forte que as tecnologias para poder controlar o seu papel no dia-a-dia. Pergunte a si mesmo o que é mais importante… estar com os filhos a conversar no café ou num qualquer outro local, ou a teclar com desconhecidos ou mesmo amigos com quem já falou diversas vezes e pode voltar ao contacto no momento adequado.
 
Não se esqueça de um ponto essencial. A rede social está definida para que a pessoa receba a informação, coloque um “like”, faça ou não um comentário e a partilhe com alguém. Depois, regressa-se para ver quem gostou, quem partilhou e comentou. Se fizer isto com muitas publicações, as horas do dia não lhe vão chegar para mais nada!
 
Se já perdeu o hábito de estar consigo mesmo, com amigos, em família e em contacto com a natureza, talvez valha a pena readquiri-lo, pois quer se queira quer não, as tecnologias vão estar à sua espera no momento em que estiver livre para isso, o resto é que pode não estar…
 
 
 
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