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Socialização infantil

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20-08-2013 - 16:13
Muito se fala de socialização e da importância de criar hábitos de convívio desde a tenra idade, mas afinal, qual é a melhor altura para iniciar esse processo?
 
É de ter em conta que, a socialização ocorre desde que o bebé nasce e contacta com a sua família, começando pelo núcleo; pais e irmãos quando existem e passando para os demais elementos da família com maior ou menor regularidade. 
 
Através desses contactos, o bebé dá início ao processo de interacção com os outros e começa a apercebe-se da sua presença. 
 
Um album de fotografias pode, por exemplo ajudar no processo, explicando quem são as pessoas mesmo quando a proximidade não é muita. 
 
Depois, pensa-se no processo de socialização fora do ambiente familiar, o que ocorre com a entrada para o infantário, creche ou pré-escolar. 
 
Durante o processo de socialização na família, a criança começa a se dar conta de que não é o centro do universo e que há regras para uma convivência saudável, que precisam de ser obedecidas e respeitadas. 
 
É com os pais que ouve os primeiros ¨nãos¨ e aprende a obedecer, seja para impedir que se magoe nas brincadeiras, ou por não poder satisfazer os seus desejos mais imediatos. 
 
É depois deste processo em que a criança sabe os seus limites, que está pronta para um novo desafio: o contacto com outras pessoas fora do seio familiar que poderá encontrar na instituição equivalente ao seu estágio de desenvolvimento. 
 
A escola ou equivalente é a base mais importante para iniciar o processo de interacção social por ser uma sociedade em miniatura. 
 
Esta etapa traduz um desafio enorme para a criança, na medida em que, se vai deparar com um novo mundo; com novos colegas, auxiliares, educadores, os pais das outras crianças e todos aqueles que desempenham as suas funções na instituição que passa a frequentar. 
 
A criança passa a estar longe dos pais e dos irmãos, tendo que se adaptar a novas regras, limites e horários, muitas vezes mais rígidos. 
 
Se os pais escolheram uma instituição educativa dentro da comunidade em que vivem, provavelmente os valores morais e sociais serão semelhantes aos que eles adoptam, facilitando o entrosamento infantil no novo grupo social. 
 
Na escola, a criança formará novas amizades que lhe vão servir de influência e onde igualmente dará o seu contributo como elemento integrante do grupo. Vai adquirir uma maior autonomia e novos hábitos, aprenderá a assumir algumas responsabilidades pelos seus actos, de acordo com a fase em que se encontra. 
 
Depois, é de anotar que, evidentemente, a criança também vai imitar aquilo que é menos correcto e, para evitar excessos, os pais deverão manter-se atentos para prevenir situações que se afastem das regras de conduta instituídas na célula familiar. 
 
Eis a razão pela qual os pais devem participar no processo educativo em qualquer idade ou fase de desenvolvimento, pois atempadamente podem fazer as devidas correcções, pois a socialização acarreta tanto de positivo como de negativo, mas é um processo essencial para o desenvolvimento equilibrado. 
 
Rapidamente vão surgir conflitos entre aquilo que os pais ensinaram e o que aprendeu com os seus amiguinhos, e os pais têm mesmo de estar preparados para intervir nas alterações relevantes para assegurar que, os valores estabelecidos em família vão permanecer mesmo com o conhecimento e a intervenção de outras pessoas. 
 
No ambiente escolar a criança também terá contacto com as diferenças culturais, sociais, económicas, de raça, credo, opiniões e pontos de vista, possivelmente pela primeira vez, o que oferece a oportunidade ao professor de implementar a noção de respeito, compreensão, tolerância e inclusão. 
 
É natural que as crianças se organizem em grupos mais pequenos e que não se identifiquem com o grande grupo, o importante é que convivam e que saibam aprender a diferenciar as suas preferências. 
 
Apesar de o professor ser uma figura de autoridade, os pais não devem pensar que é da responsabilidade dele ou da instituição, a educação de seu filho. 
 
A educação familiar, como o próprio nome sugere, é função da família. Obviamente que o professor procura estabelecer ordem, disciplina, exige obediência, evita que as crianças se agridam, fortalece as regras morais e sociais conforme os eventos se sucedem no grupo, além de ministrar habilidades escolares. 
 
É de anotar que, as crianças iniciam a socialização fora do lar cada vez mais cedo. De qualquer forma, dependem exclusivamente de uma boa preparação feita pelos pais, para que não entrem em choque com a nova realidade e não se sintam rejeitadas e abandonadas pelas pessoas que mais amam e de que necessitam. 
 
Para que o processo decorra com normalidade, os pais devem suportar-se de palavras convenientes à compreensão de seu filho para lhe explicar os motivos pelos quais terá de iniciar o seu percurso escolar, o que inclui a creche ou o infantário, pois dessa forma, terão a certeza de que, aos poucos, a criança vai entender a nova escolha dos pais e que a mesma não interfere na relação que existe em família, simplesmente o tempo passa a ser gerido de uma forma distinta. 
 
A força e determinação dos pais, aliada ao carinho e ao tipo de relação que vivem com os filhos, vai fazer toda a diferença ao longo da vida, pois é nesses momentos que se vão construindo os laços afectivos, o respeito e a relação saudável entre membros de uma mesma família. 
 
Também será a educação o factor que vai fazer toda a diferença entre as crianças na comunidade, pelo que é mesmo um ponto fulcral. 
 
Segundo os especialistas, não existe uma idade para que se inicie o processo de socialização fora da família, pois naturalmente as crianças vivem momentos com outros no seu dia-a-dia quando vão ao parque, ás compras e daí por diante. No entanto, é a partir dos dois anos de idade que a criança está preparada para iniciar o seu contacto com os outros e mais receptiva à brincadeira conjunta. 
 
O processo é gradual e implica aprendizagem, mas estão reunidas as primeiras condições para que tal ocorra, pois até então, a criança brinca sozinha ou com os adultos sem que se aperceba da importância de dividir os seus brinquedos e brincadeiras com outras crianças. 
 
Tendo por base este ponto, os pais não se devem preocupar demasiado em ter de colocar os filhos muito cedo no infantário, nem optar por ter a criança em casa até ao ensino pré-escolar, mas em ambos os casos, devem apoiar os filhos naquilo que é essencial para que a criança se sinta confortada, com condições de aprendizagem e a desenvolver competências adequadas à sua idade. 
 
Os pais devem estimular, incentivar e elogiar os filhos desde muito pequenos, pois está provado que, essa é a base para uma aprendizagem mais rápida e eficaz. 
 
Depois é importante olhar para a criança nos olhos, conversar com ela e permitir que tente exprimir-se, sem esquecer que, com amor é tudo muito mais fácil e duradouro! 
 
Os pais não devem temer a “perda” dos filhos com a ida para a creche ou infantário, mas sim preparar-se para manter uma relação consistente que dê sentido ao valor da família a que pretendem. 
 
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