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Servirá o namoro para conhecer uma pessoa?

Servirá o namoro para conhecer uma pessoa?
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17-04-2015 - 22:32
Quanto tempo deve durar o namoro?
 
Esta é uma questão que tem sido colocada sobre a mesa num tempo em que disparam os casos de violência doméstica e mortes daí resultantes. Segundo os dados mais recentes, desde Janeiro deste ano, onze mulheres já perderam a vida na sequência de companheiros agressores. O número motiva uma séria reflexão e com ela, a questão do namoro.
 
Quanto tempo deve durar o namoro?
 
No passado dizia-se que era preciso alguns anos para conhecer uma pessoa, uma vez que a convivência era condicionada pelos pais e demais familiares. 
 
O namoro arrastava-se tanto que se chegava a temer que “o casal se aborrecesse” e terminasse o relacionamento. Mesmo com esse tempo de envolvimento, “o casamento era encarado como uma carta fechada”, uma vez que os momentos a dois não mais permitiam que pequenas trocas de características. 
 
Como resultado, muitas mulheres vítimas de violência doméstica fazem parte da geração dos 65 anos, o que revela que o tempo de namoro não é o único requisito para conhecer uma pessoa.
 
Na posição de muitos especialistas em comportamento humano, “o namoro serve para as pessoas se conhecerem, para se aceitarem ou rejeitarem”. Num programa televisivo Quintino Aires referiu que, “o namoro não é um compromisso para a vida. Uma pessoa que se aperceba nesse tempo que está a cometer um erro em prolongar a relação, deve terminar o namoro enquanto é tempo e não deixar avançar para o casamento”. Para o psicólogo e comentador, “o problema é que muitas vezes se percebe que aquela não é a pessoa certa para construir um projeto comum, mas o medo ou a vergonha de terminar uma relação a faz prolongar no tempo e nas consequências. Passa-se isto com o namoro e com o casamento. Quantas pessoas estão infelizes nos seus relacionamentos por falta de coragem para os terminar?”
 
O namoro é mesmo um tempo que serve para conhecer o outro e para avaliar até que ponto as personalidades e planos de vida se encaixam, “caso contrário não fazia sentido namorar. Depois é preciso ensinar as pessoas a terminar as relações. Tal como se inicia um projeto de vida, temos que aprender a terminá-lo de forma responsável. Isto aprende-se, ninguém nasce ensinado”, adianta o mesmo psicólogo.
 
Para António Pinto Pereira, “não se sabe se o aumento de casos de violência doméstica se devem em parte à rapidez com que se vive o namoro nos dias de hoje. 
 
Este século XXI é muito acelerado e temos de fazer face aos tempos. Não se compreende como é que uma pessoa vai viver com outra ao fim de poucos meses de se conhecerem, muito menos como se entregam os filhos a um padrasto que se conheceu no mesmo período de tempo”.
 
Para este advogado, “o namoro deveria durar o tempo suficiente para perceber se aquela pessoa está em consonância com o nosso projeto de vida e isso precisa de tempo, de viver diversas situações e de estar alerta para sinais que possam denunciar algum tipo de violência”.
 
Para Quintino Aires, “um indivíduo que agride uma vez, não vai deixar de o fazer noutras situações nem com outras pessoas sem que seja alterado o seu comportamento com uma terapia. 
 
O problema é que na maioria das situações, a situação se arrasta sem qualquer intervenção e o pior, uma mulher sabe que o marido é agressor, tem medo dele e não faz nada para mudar a sua vida”.
 
É precisamente neste ponto que se deve refletir acerca de dois aspetos: nem o namoro nem o casamento são para a vida e, muito menos neste tempo acelerado em que as pessoas “mal se conhecem” e já “juntaram os trapinhos”. Pela rapidez que não se está a inverter, ainda existem mais motivos para estar conscientes do fim de uma relação quando as coisas não funcionam bem em conjunto. “É preciso parar antes de chegar á agressão”, alerta António Pinto Pereira.
 
Nos novos tempos, a facilidade com que os jovens se relacionam e convivem, rapidamente faz com que se constitua uma família. 
 
Os parceiros em escassos meses de convivência assumem uma vida a dois e, com a mesma facilidade surgem os filhos e os enteados na segunda relação dos pais sem que se perceba onde “se vai com tanta pressa”!
 
De um modo geral, os namoros demasiado curtos e os namoros demasiado longos acarretam alguns riscos, que não devem ser menosprezados.
 
Alguns especialistas comparam o casamento ou união de facto sem namoro a uma competição de Fórmula1. 
 
“Entramos no carro sem qualquer preparação, conduzimos a alta velocidade e, na primeira curva, o despiste é inevitável. Para tudo na vida é preciso um treino e, o namoro é propício à aprendizagem, e esta advém, também, dos erros cometidos”. 
 
Como todos sabem, é mais fácil lidar com as primeiras discussões quando há a oportunidade de cada um dos membros do casal ir para a sua própria casa e, aí, “arrefecer a cabeça”. Se estes primeiros erros ocorrerem depois do casamento, a idealização dá rapidamente lugar a sentimentos de frustração, o que em pouco tempo conduz á destruição dos sentimentos. Em muitos casos, é nesta fase que começa a violência seja ela física ou emocional.
 
Por outro lado, é sabido que no início das relações tendemos a sobrevalorizar as qualidades da pessoa amada e a escamotear os seus defeitos.
 
Ao longo do namoro temos tempo e espaço para nos confrontarmos com esses defeitos, aprender a viver com eles e a negociar cedências. Se optarmos por ignorar estes “treinos”, sentiremos mais dificuldades de adaptação na vida a dois e passaremos a achar que a pessoa com quem casámos mudou de personalidade.
 
Os namoros demasiado longos não são maus por si só. Mas, então, por que é que tantos casais se separam ao fim de pouquíssimo tempo de casados, tendo havido namoros duradouros? Nestes casos o que acontece é que o casamento não é tanto um projecto/ sonho vivido a dois, mas uma cartada utilizada para salvar uma relação estagnada.
 
Assim, os casais que namoram há muito tempo só são “casais em risco” se não houver a construção de um projecto de vida a dois (que até pode não incluir o casamento, enquanto acto oficial). Quer isto dizer que, um casal que namore e desenvolva sonhos em conjunto, não vai perder a motivação para constituir uma família nem que seja ao fim de mais tempo.
 
É caso para perguntar se faz sentido ultrapassar etapas essenciais para a felicidade humana…
 
Para Quintino Aires, “só uma boa educação sexual pode esclarecer dúvidas e preparar as crianças e jovens para a vida, pois jovens mais informados, são mais tranquilos e responsáveis”.
 
No que se refere “ás dormidas na casa dos pais”, o mesmo especialista alerta que, “os jovens não têm de começar a dormir juntos desde cedo, muito menos na casa dos pais. Instalou-se esse hábito que parece acelerar tudo na vida. Não. Os filhos namoram na idade própria e juntam-se quando as condições estão reunidas para o casal, tendo em conta a maturidade e a sua autonomia”. O mesmo psicólogo esclarece: “Os pais não têm de concordar com tudo e sim alertar mais os filhos para os perigos e para a vida. Os jovens bem informados não tendem a  iniciar a sua sexualidade precocemente, muito menos a viver em estado de ansiedade para ultrapassar etapas. São mais tranquilos, responsáveis e tomam decisões mais ponderadas e acertadas”. 
 
 
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