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Sabe identificar pessoas interesseiras?

Sabe identificar pessoas interesseiras?
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16-07-2015 - 00:29
Esta é sempre uma questão dúbia, sobretudo porque se pode partir do pressuposto de que “todos os humanos são interesseiros”, na medida em que se não existir uma motivação, a convivência não é possível.
 
No entanto, a amizade também é algo imperioso dentro da vida social, pelo que, é um desejo de todos viverem relações interessantes e gratificantes com outras pessoas. 
 
Neste sentido, os psicólogos alertam para a necessidade de saber selecionar as pessoas que melhor se identificam com os valores e aspirações de cada um como forma de encontrar os melhores amigos, sem esquecer que nada na vida é eterno e que se deve reformular os conceitos sempre que existam motivos para isso.
 
Na prática, é questão é delicada, sobretudo porque as amizades surgem na vida das pessoas na infância, percorrem a adolescência e, na maior parte dos casos, é na idade adulta que se faz “um balanço” entre as pessoas que ficaram e as que se perderam pelo caminho. “Mas até esse processo é fundamental para aprender a selecionar os amigos”, defende a neuropsicóloga Maria Teresa Messeder Andion.
 
No que se refere ás pessoas interesseiras, a especialista realça que, “não é complicada a tarefa de identificar as pessoas mal intencionadas que ‘nos entram pela porta a dentro’, isto porque, quase todas se apresentam da mesma forma. 
 
Tal como na adolescência desenvolvemos um alerta face ás amizades que são forçadas, também essa deve ser a base na idade adulta”.
 
Uma relação que começa muito rapidamente, “por norma é baseada num interesse, seja por saber mais acerca da pessoa, da sua família, do seu mundo profissional, estatuto social ou outro motivo”.
 
As amizades verdadeiras precisam de tempo, de vivências, de conquistas e de emoções fortes partilhadas, pelo que, tudo o que abrevia este percurso, deve ser alvo de desconfiança, sugere Maria Teresa.
 
Por norma, “as pessoas interesseiras apresentam caraterísticas comuns umas ás outras. Entram na nossa vida aparentemente por acaso, elogiam muito, mostram-se muito interessadas no nosso sucesso, concordam com todas as nossas decisões e, na maioria das vezes, visitam-nos com muita regularidade para não deixar perder o hábito.”  
 
Os interesseiros avançam na amizade com uma facilidade incrível e, aos poucos, criam conflitos, entram em assuntos delicados e desconhecidos, comentam a vida alheia para evitar falar de si e, são muito reservadas no que se refere ás suas vivências, isto porque sabem que podem entrar em contradição facilmente.
 
Para Maria Teresa Messeder Andion, “as pessoas interesseiras acabam por mostrar com relativa facilidade os seus traços de personalidade e as motivações dessa aproximação, o problema é que, os mais distraídos acreditam que é possível desenvolver uma amizade com relativa facilidade e ‘vinda do nada’.
 
Quem acredita nisso, também tem um problema comum: a falta de maturidade e quem sabe uma convivência reduzida com outras pessoas ao longo do seu percurso, já que são as experiências que determinam a maior ou menor capacidade de seleção dos amigos.” 
 
Na mesma sequência, a especialista adverte: “temos muitos conhecidos, mas amigos não conseguimos manter assim tantos.”
 
Maria Teresa Messeder Andion defende que, “os maiores ‘enganos’ em termos de personalidades interesseiras, ocorrem no mundo profissional e, entende-se porquê.
 
Naturalmente todos gostam de trabalhar num ambiente harmonioso e onde se possa manter um nível interessante de produtividade. 
 
Nesse sentido, é comum que, em pouco tempo, um colega ganhe mais expressão do que outro devido à existência de uma maior empatia, mas é preciso estar atento! Normalmente é aí que estão os maiores interesses!”
 
As pessoas interesseiras elogiam muito o nosso trabalho, desafiam a tentar outros cargos e, na hora “H”, depois de conhecerem todo o processo do outro, são elas que arriscam a promoção! É por essa razão que as maiores atenções devem recair no mundo profissional, pois também é daí que se chega à privacidade em pouco tempo.
 
É também recorrente que as pessoas interesseiras nos façam sentir mal pelas opções que fizemos (ainda que de uma forma discreta) para que possam avançar em primeiro lugar. 
 
Esta realidade acontece muito com o emprego, mas também em aspetos importantes da vida pessoal, pois os interesseiros rapidamente invadem a casa do outro e tomam partido da maior parte das decisões, até no casamento!
 
Para facilitar a tarefa, a neuropsicóloga deixa-nos alguns truques para detetar mais facilmente pessoas interesseiras:
 
1- Rápida aproximação: conquista da amizade e confiança do outro. Mostram muita empatia com o percurso do outro, concordam com tudo e elogiam. Evidenciam admiração.
 
2- Têm uma preocupação em identificar rapidamente os pontos em comum, sejam os fracos ou os fortes. Essa é uma forma de manipular o outro, de lhe permitir confidências que, em pouco tempo vão servir de chantagem para obter o que pretende.
 
3- Começa a manipulação com a informação recolhida nas conversas iniciais. Facilmente a pessoa interesseira organiza esses conteúdos e leva o outro a fazer o que pretende. Muitas vezes é o medo e a vergonha da vítima que lhe permite aceitar ser alvo dessa arte, pelo que o melhor é mesmo prevenir, pois o jogo “é baixo” e muito inteligente.
 
4- As pessoas interesseiras falam pouco de si para mostrarem que a sua vida não tem qualquer interesse. Ao mesmo tempo, colocam-se nesse papel para poderem elogiar os outros e chegar ao que pretendem. Usam uma estratégia de “coitadinhas” para que os outros se sintam obrigados a ajudá-las, a contarem-lhes tudo e a fazerem o seu jogo no sentido de alcançarem o que pretendem: dominar o outro e retirar-lhe tudo o que acham ser elas as merecedoras. Esta realidade é também comum no seio da família.
 
5- As pessoas interesseiras mostram-se solitárias e carentes. É preciso ter em conta que este tipo de personalidade existe em todas as idades, grupos ou classes sociais e que não se diferenciam por género. Tudo depende da educação, dos valores e do caráter de cada um, pelo que não se pode restringir a desconfiança face aos interesses que estão na base de uma aproximação. Maria Teresa Messeder Andion realça que, as pessoas interesseiras ficam cada vez mais isoladas, pelo que pode ser logo um ponto de partida para afastar esse tipo de “amizade”. São indivíduos com um círculo social limitado, dado que, com o passar do tempo, são muitas as pessoas que os desmascaram.
 
6- São pessoas muito artificiais. Pessoas que facilmente dizem “querida” mesmo quando mal conhecem uma pessoa, que fingem entregar-se á amizade com relativa facilidade e que parecem “ter andado sempre à nossa procura!”
 
7. Os interesseiros tendem a isolar as relações da sua vítima, pelo que lhes dão “sempre uma ocupação”. Evitam contatos sociais para impedir que a vítima desperte para o engano a que está a ser sujeita.
 
A psicóloga cognitiva Rejane Sbrissa reforça que, "Os amigos verdadeiros nutrem de um afeto real, sem esperar algo em troca, pelo que, alguém que lhe faça exigências de qualquer espécie, deve sempre ser analisado cautelosamente.”
 
8. Tentar parecer perfeito é outra “qualidade” evidenciada pelos interesseiros de forma a iludir as suas vítimas. Mostram-se ser os amigos ideais, aqueles que estão disponíveis para tudo, mas que são os primeiros a fugir quando acontece um problema ou uma alteração na vida.
 
9. Mudam de opinião conforme a necessidade: os interesseiros evitam ao máximo discordar dos outros, pois não querem gerar polémica nem animosidade. Tendem a parecer “a alma gémea”. Inventam coincidências, afinidades, crenças e daí por diante.
 
Para finalizar é de anotar que, os interesseiros fazem uma análise mais ou menos cuidadosa das suas vítimas de forma a agirem com mais segurança. As vítimas desconhecem aquilo a que estão a ser sujeitas, razão pela qual “são apanhadas de surpresa”. Uma vez detetado o interesseiro, não hesite em colocá-lo num outro plano da sua vida, pois como já se percebeu, este tipo de pessoas destrói relações, carreiras e, sobretudo, a autoestima dos outros.
 
 
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