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Sabe com que idade começa a perder amigos?

Sabe com que idade começa a perder amigos?
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11-06-2016 - 00:23
Esta é talvez uma questão que passa despercebida para a maioria das pessoas, mas que é real.
 
Com a agitação do quotidiano e as muitas solicitações, não se pensa muito nas pessoas que passaram pela nossa vida e com as quais não mantemos contacto, tudo porque, a partir de uma determinada idade, passamos a ser mais selectivos e a optar por amigos que nos “satisfaçam as necessidades”.
 
Tendo por base os resultados de um estudo conduzido por cientistas da Universidade de Alto na Filândia e pela Universidade de Oxford na Inglaterra, o nosso grupo de amigos começa a diminuir depois dos 25 anos.
 
A principal explicação é a necessidade de constituir família e de dedicar mais tempo a esse objectivo.
 
De certa forma, esta orientação de vida é encarada com naturalidade já que a maior parte das pessoas acaba por ter de passar por este processo. É muito delicada a tarefa de dar resposta a tudo ao mesmo tempo, razão pela qual, os contactos entre amigos diminuem consideravelmente neste período e até que algo se consolide.
 
Durante o mesmo trabalho de investigação, as equipas analisaram os dados de telemóvel de 3 milhões de pessoas para identificarem o número de indivíduos que contactaram bem como a sua interação nas redes sociais.
 
Até aos 25 anos, tanto os homens como as mulheres parecem ter um elevado número de amigos e contactos, que começam a perder depois dessa idade. 
 
A maioria das mulheres com 25 anos contactam, em média, 17.5 pessoas por mês. Os homens mostram-se mais sociais, contactando 19 pessoas.
 
De acordo com os investigadores, é a partir dos 25 anos que fazemos uma selecção mais apertada e investimos naqueles amigos que acreditamos ser essenciais para a fase seguinte. Muitas vezes, essa escolha envolve o apoio que os amigos podem dar à relação e aos filhos do casal.
 
“As pessoas focam-se mais em certas relações e mantêm essas relações”, disse à CNN, a coautora do estudo, Kunal Bhattacharya. “Com o surgimento de uma relação, o sujeito tem novos contactos familiares, mas o seu círculo de amigos encolhe”.
 
Segundo Bhattacharya, é com esta idade que as mulheres se focam mais em assentar e em começar uma família. Por isso, estão mais preocupadas em encontrar um parceiro e quando encontram, investem mais tempo nessa relação e começam a dar menos valor aos amigos. “Uma vez que tomou decisões e encontrou as pessoas apropriadas, pode ser muito menos social e investir o seu tempo nessas pessoas”, continuou Robin Dunbar, também coautor do estudo.
 
Segundo os mesmos resultados, as mulheres constroem grupos mais pequenos de amigos, onde sabem com quem podem contar. Por norma, o sexo feminino aposta em pessoas “úteis”, especialmente depois de quererem ter filhos. “A mulher faz um esforço em troca de alguns benefícios”, explica Dunbar. “Mães, sogras, amigos próximos e membros da família, passam a ser as pessoas mais contactadas para ajudar nos momentos mais delicados.”
 
Há também mulheres que “poupam” os amigos dessa tarefa, seja por necessidade de construir a sua vida à margem da opinião da ‘melhor amiga’, seja para ‘fugir à crítica’ e acabam por cortar os laços até que se sintam mais seguras na nova vida que escolheram.
 
Alguns anos mais tarde, por volta dos 40, é quando regressa a vontade de estar descontraidamente com os amigos “perdidos pelo caminho”.
 
Segundo o estudo, aos 39 anos, a maioria dos homens contacta, em média, 12 pessoas e as mulheres 15. “São as mulheres que decidem muito cedo recuperar as amizades talvez por se sentirem mais preparadas para iniciar uma nova fase”, justifica Dunbar.
 
Em muitos casos, as amizades do passado não se reencontram devido à distância ou ao estilo de vida de cada pessoa, mas em regra, os amigos permanecem no tempo e regressam ás nossas vidas uns anos mais tarde e noutro formato mais elaborado e enriquecido.
 
Muitos especialistas acreditam que, é muito difícil construir amizades completamente novas após os 40 anos de idade, pelo que, por norma, há uma recuperação dos laços do passado que ganham uma nova expressão e que envolvem o conhecimento conquistado no tempo.
 
 
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