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Roncopatia

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08-08-2013 - 17:17
Talvez este seja um nome pouco conhecido do grande público que, na maioria das vezes, se debruça pouco sobre o problema, seja por medo de constatar que se trata de uma patologia, seja pela vergonha de assumir que ressona.
 
É nesse sentido que vamos ajudar a clarificar a roncopatia e, quem sabe abreviar uma ida ao especialista que pode melhorar substancialmente a qualidade de vida de muitas pessoas, sobretudo nos casais. 
 
Como ponto de partida, importa frisar que o ressonar é uma perturbação do sono e apesar de ser frequente, não deve ser ignorada, mas sim avaliada e tratada em caso patológico. 
 
Para que se perceba a dimensão do problema, estima-se que, cerca de 30% dos adultos ressonam e que, embora na maior parte isto não signifique um problema, sério, estima-se que em 5% dos indivíduos o ressonar está associado a uma doença: a apneia de sono.  
 
Grupos-alvo: 
 
De um modo geral, o acto de ressonar ocorre em ambos os sexos, ainda assim e, embora o recurso ás consultas nem sempre demonstre esta diferença, o ressonar é quase duas vezes mais frequente no homem do que na mulher. 
 
Causas: 
 
Por detrás do ressonar ou do roncar, como é mais conhecido o acto, estão diversas causas, sendo que a posição para dormir pode fazer toda a diferença, tal como a presença de um problema de saúde, razão pela qual, o ressonar deve ser avaliado pelo especialista e ser despistada a causa que certamente proporcionará noites mais tranquilas a quem ressona. 
 
É importante ter em atenção que, alguns indivíduos ressonam durante o sono porque dormem de costas, estão constipados ou tomam determinada medicação, mas não há dúvida de que se trata de uma situação incomodativa para os outros que com eles convivem. 
 
Ao mesmo tempo, pode-se afirmar que, para além do parceiro, o ressonar prejudica também o próprio ressonador, na medida em que pode acontecer que acorde com a sensação de não ter descansado o suficiente. Ao mesmo tempo e, tratando-se da apneia do sono, o paciente deve procurar uma consulta da especialidade de forma a assegurar que está a reduzir os riscos para a saúde. 
 
Descrição: 
 
Entende-se por ressonar o ruído provocado pela passagem do ar através das vias respiratórias que podem provocar uma obstrução ao seu fluxo por razões diversas. 
 
Se por outro lado, o sono for intenso e interrompido por pausas, o ressonar pode ser um dos primeiros sintomas da existência de apneia de sono, uma condição que requer uma avaliação médica e um acompanhamento em caso afirmativo. 
 
Recorde-se que a apneia do sono, de uma forma resumida, é uma perturbação caracterizada por paragens respiratórias com duração superior a 10 segundos que se repetem durante a noite e é significativa se acontecer mais de cinco vezes por hora. 
 
Esta perturbação provoca a fragmentação do sono durante a noite, dando lugar a uma alteração da sua qualidade. 
 
À medida em que o sono se torna mais profundo verifica-se um relaxamento muscular e inclusivamente dos músculos necessários à respiração. 
 
Este processo normal não causa problemas na maioria dos indivíduos, mas noutros os músculos relaxam demasiado ou simplesmente ao relaxar podem provocar um agravamento da obstrução inicial dificultando a passagem do ar, o que poderá dar lugar a complicações. 
 
É ainda relevante anotar que, em alguns casos o problema reside a nível cerebral, a área controladora da respiração, em que os mecanismos reguladores estão alterados dando assim origem a uma apneia de natureza central. 
 
Podemos pois dizer que um doente com apneia de sono adormece, pára de respirar, acorda, reinicia a respiração, torna a adormecer, mais uma vez pára de respirar, e assim por períodos sucessivos ao longo da noite, o que conduz a um cansaço físico e a um enorme desgaste intelectual. 
 
Consequências: 
 
O cansaço acima descrito pode ter como consequência uma diminuição da rentabilidade intelectual e física durante o período de trabalho devido ao adormecimento durante a condução de veículos motorizados, com aumento da sinistralidade rodoviária entre outras complicações resultantes de não ter ocorrido um sono reparador. 
 
No mesmo contexto, os pacientes queixam-se de sintomas generalizados como sendo a sensação permanente de esquecimento de coisas simples do quotidiano ou sentimentos negativos e fraca auto-estima que devem ser encarados como algo de suspeito numa primeira fase e descritos ao médico. 
 
Sintomas: 
 
Refira-se que, o acto de ressonar deve ser avaliado quando ocorrem sinais que podem indiciar apneia do sono, condição em que se torna fundamental que o parceiro alerte para essa condição sob pena de estar a prejudicar a qualidade de vida da relação e do outro. 
 
Assim, os primeiros sinais de cuidado são, o 
ressonar intenso e incomodativo, com pausas a acompanhar um sono agitado e geralmente com forte transpiração. 
 
Sinais de sonolência durante o dia com facilidade em adormecer em circunstâncias impróprias, tais como a ver televisão, a trabalhar, a conversar com os amigos, a conduzir, nos transportes públicos e nas mais variadas situações em que supostamente não se justificaria tal comportamento nesse período do dia. 
 
A dificuldade em se concentrar é um outro ponto a ter em conta em quem provavelmente não dormiu bem a noite e apresenta esta condição com alguma frequência. A par desta realidade podem estar a irritabilidade, a ansiedade, a depressão, as insónias, a falta de apetite sexual bem como a sensação de um mal-estar generalizado e aparentemente inexplicável. 
 
Outros sintomas que podem acontecer e que merecem ser registados são a sensação de acordar cansado, com a boca seca, de se levantar a meio da noite para urinar com alguma frequência, ter azia, dores de cabeça recorrentes e a tensão arterial elevada. 
 
Riscos: 
 
É essencial ter em conta que o acto de ressonar pode dar lugar a um conjunto de interpretações que devem ocorrer, pois mais vale saber qual o problema em concreto do que estar a arrastar uma situação que pode reduzir consideravelmente a qualidade de vida ou mesmo ser fatal. 
 
Nunca é demais reforçar que existem riscos durante a noite na medida em que, cada vez que a respiração pára, o nível de oxigénio no sangue baixa e o coração tem de trabalhar mais intensamente, levando a um aumento da tensão arterial e por vezes com arritmias cardíacas durante o sono. 
 
Diagnóstico: 
 
Um passo importante é a procura do médico assistente que, perante o relato das queixas do paciente fará o devido encaminhamento. 
 
Tratando-se de uma suspeita clínica, o doente deverá ser enviado a uma consulta de sono ou a um otorrinolaringologista, acompanhado do seu/sua parceiro(a) pois é importante saber o que se passa de noite quando o doente pensa que está a dormir, bem como a causa do ressonar. 
 
Refira-se que é crucial o relato do cônjuge, na medida em que o próprio não tem percepção do que se passa enquanto dorme apesar de não estabilizar o sono com tranquilidade. 
 
Segue-se a necessidade de fazer um registo de sono durante uma noite, o que actualmente já pode ser feito comodamente na casa do doente. Assim se fará o diagnóstico preciso e a avaliação da sua gravidade para que se escolha o tratamento mais adequado a cada caso. 
 
A ter em atenção: 
 
Como em muitas outras patologias, existem factores que agravam a doença e que como tal devem ser evitados. Assim, não fumar é um ponto fundamental para reduzir os riscos da doença, isto devido à irritação das vias respiratórias e á maior dificuldade em respirar devido á inalação do fumo do tabaco. 
 
Também a obesidade é considerada como um factor de risco, a que se junta a tensão alta, o colesterol elevado, o consumo de álcool e a falta de vigilância médica. 
 
Tratamento: 
 
Em cada caso o médico irá recomendar o melhor tratamento, sabendo no entanto que as medidas gerais passam pela redução dos factores de risco acima descritos. 
 
Assim, o paciente pode ser incentivado a perder peso, no caso deste ser excessivo, uma vez que essa redução pode ajudar muito o tratamento da apneia de sono. 
 
Refira-se que a perda de cerca de 5% do peso pode melhorar francamente a respiração nocturna, tornando o sono mais reparador e diminuindo em muito os sintomas diurnos já descritos. 
 
Ao mesmo tempo, adoptar alguns cuidados diários, sobretudo ao jantar, também pode merecer a consideração e a orientação do especialista. Neste sentido, deve ser evitado o álcool pelo menos duas horas antes de ir para a cama, isto porque o álcool deprime a respiração tornando as apneias mais frequentes e graves. 
 
Devem também ser evitados os medicamentos para dormir, pois a grande maioria agrava a apneia do sono. Procurar dormir de lado, é mais uma estratégia eficaz nestes casos sendo recomendável também o sono para o lado esquerdo uma vez que facilita a oxigenação. 
 
Ao mesmo tempo, o médico pode recorrer à Pressão positiva contínua nasal (CPAP) que é actualmente a terapêutica mais eficaz e que consiste na aplicação de uma máscara no nariz durante a noite. 
 
Este aparelho exerce uma pressão de ar contínua forçando o ar a passar através das vias respiratórias, não deixando que a apneia ocorra e permitindo que o indivíduo respire normalmente sem que o sono seja perturbado. 
 
Na mesma sequência também existem aplicações dentárias que podem ajudar permitindo uma melhor abertura das vias aéreas superiores com projecção anterior da mandíbula, língua e palato mole. 
 
Relativamente a tratamentos cirúrgicos, existem técnicas que podem corrigir alterações físicas que prejudicam a respiração durante a noite. 
 
Estas incluem amígdalas ou adenóides aumentadas, pólipos nasais, um desvio do septo nasal e malformações da mandíbula ou do palato mole que, ao serem alteradas, podem apresentar resultados satisfatórios ou mesmo muito eficazes. 
 
Também se deve considerar a uvulopalatofaringoplastia (UPPP) e a uvulopalatofaringoplastia assistida por laser (UPPL) que são técnicas em que o cirurgião remove o excesso de tecido na parte posterior da garganta (úvula e parte do palato mole) que poderá estar a bloquear as vias respiratórias durante o sono. 
 
Noutros casos extremos, com uma apneia do sono muito grave pode ser necessário efectuar uma traqueotomia, técnica que consiste em abrir um orifício na traqueia, colocação de uma cânula de traqueostomia que se encerra durante o dia e é aberta para dormir, o que permite que o ar circule directamente para os pulmões sem ter que passar por uma via aérea obstruída. 
 
A nova técnica dos três pilares (PPP) é mais uma opção cirúrgica no tratamento do ressonar e da apneia do sono que igualmente deve ser ponderada pelo clínico. 
 
Nota:Entenda este artigo como um ponto de partida e um despertar para uma situação que pode ser um problema de saúde grave se não for tratado atempadamente. 
 
Nunca é demais recordar que o preconceito em falar abertamente dos problemas pode ter consequências perigosas, pelo que não é de todo uma opção. 
 
O médico especialista é efectivamente o primeiro recurso face à suspeita de doença, pelo quem não se deve adiar uma consulta importante.
 
 
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