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Quem são os pedófilos?

Quem são os pedófilos?
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11-04-2015 - 15:51
Um tema que tem vindo a despertar cada vez mais curiosidade e preocupações nas nossas sociedades devido aos impatos negativos que acarreta, a pedofilia pode ser entendida como um transtorno bipolar associado à dependência de álcool e drogas.
 
Muitos especialistas já haviam descrito os pedófilos como pessoas com baixa autoestima, com complexos devido ao seu corpo, com medo de se relacionarem com pessoas da mesma idade devido à hipótese de falha, de perda de ereção e de incapacidade de satisfazer o parceiro. 
 
Mas a pedofilia parece ir muito mais longe do que isso.
 
Segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde, a pedofilia é classificada como uma desordem mental e de personalidade do adulto, bem como um desvio sexual.
 
Muitos estudos desenvolvidos sobre o assunto, demonstraram a relação entre psicopatologia e parafilias, especialmente pedofilia. Alguns trabalhos sugerem que, os agressores sexuais possuem déficits em processos cognitivos e que esses são sintomas fundamentais de grave psicopatologia e transtornos de personalidade.
 
A principal dificuldade em descrever um pedófilo passa precisamente pela constatação de que cada caso é particular, no entanto, diversos estudos já encontraram traços comuns entre agressores sexuais, o que, para os serviços de psiquiatria, pode representar uma perspetiva de tratamento.
 
Na opinião dos psicólogos da Escola de Medicina John Hopkins (Baltimore, Maryland), nos Estados Unidos, “nenhum psiquiatra na história foi capaz de apontar uma razão sólida que leve um homem a ter atração sexual por crianças. Mas isso não significa, no entanto, que os casos não possam ter uma solução, já que existem avançadas psicoterapias que podem ter um efeito positivo.”
 
De um modo geral, são encontrados nos pedófilos, transtornos de humor, de ansiedade e transtornos relacionados com o uso de substâncias químicas, pelo que, se pode afirmar que, dentro dos casos estudados, os agressores sexuais se podem enquadrar neste perfil.
 
Também são relatados casos de impulsividade e hipersexualiadde no grupo dos pedófilos, o que pode ser mais um dado a incluir na construção do perfil deste tipo de agressor.
 
A pedofilia é definida como intensa atração sexual, fantasias sexuais ou outros comportamentos de caráter sexual por pré-adolescentes. 
 
Os pedófilos são geralmente homens imaturos emocionalmente, com diversos conflitos e sem a assertividade necessária para relações sexuais com mulheres maduras, e que geralmente referem ter sido sexualmente abusados durante a infância. Ainda assim, são raros os casos de adultos que demonstram este tipo de fragilidades, uma vez que, em termos sociais, os pedófilos são pessoas “normais”, extremamente “bem educadas” e simpáticas, pelo que se torna difícil “apontar o dedo” a este tipo de comportamentos que se escondem em “momentos de loucura” ou “delírio”. É também de realçar que, maioritariamente se fala em homens, mas que também há mulheres enquadradas no perfil e nos comportamentos pedófilos.
 
Os especialistas referem que existem diversas fases ao longo do processo, pelo que, mais cedo ou mais tarde, o desvio irá dar sinais, seja através da sexualidade, da agressividade ou de outro tipo de comportamentos desviantes. 
 
Neste sentido, um contato mais próximo pode esclarecer algumas dúvidas e receios dos pais face à presença de um adulto. O consumo elevado de álcool pode ser um primeiro indicador de que algo não está bem com uma determinada pessoa, seja ela do género masculino ou feminino. O mesmo se passa com alterações de humor, comportamentos “estranhos” e, acima de tudo, a forma como se relaciona com crianças.
 
Apesar dos pedófilos “esconderem essa faceta a sete chaves”, os psicólogos alertam para alguns traços de personalidade que, num espaço de tempo relativamente curto, podem indiciar algo que não está bem. Não quer isto dizer que se deve partir para a desconfiança “cega” de tudo e de todos, mas um adulto excessivamente afetuoso ou que se quer fazer amigo à força e à pressa, pode ser um sinal de alerta de que existe perigo para uma criança.
 
O pedófilo gosta de oferecer presentes, elogios e amizade, pelo que é importante perceber o grau de proximidade dessa pessoa à família.
 
Para os investigadores, o problema central coloca-se na família, uma vez que é o local onde se passam a maioria dos abusos, o que talvez possa merecer o mesmo tipo de cuidados para com os membros desse grupo que deveria ser o mais seguro do mundo, mas que não é. 
 
Os pedófilos são ansiosos por natureza, pelo que um “bom teste” é fazê-los esperar por algo e ver o que acontece.
 
De um modo geral, este tipo de agressores sexuais apresenta um estilo de vida normal; com um companheiro/a adulto/a, o que dificulta a suspeita de se tratar de alguém que alimenta fantasias sexuais com crianças.
 
Uma forma de proteção passa também pelo cuidado com fotografias, mesmo no seio da família e a exposição das crianças a pessoas em quem não se confia à partida.
 
Os pais devem ter um papel presente e ativo nas relações dos filhos com os outros, não só os adultos, uma vez que, os adolescentes, desde que tenham cinco anos a mais que as crianças, serão pedófilos se praticarem qualquer tipo de abusos.
 
Vigiar sem ser notados pode ser o primeiro passo para não assustar a criança e para detetar se há perigo. Depois falar sobre sexo e sexualidade com os filhos é “o maior instrumento de defesa que podemos transmitir aos nossos descendentes”. 
 
Na posição de Quintino Aires, psicólogo, “só com uma boa educação sexual é que as crianças podem saber distinguir o que é certo do errado. Não devemos ter problemas em dizer claramente que as crianças não têm relações sexuais, muito menos com adultos, sejam eles quem forem”. Desta forma, os mais novos, “vão construir uma posição crítica face a determinados comportamentos e a desabafar com os pais perante algo novo que lhes possa surgir”.
 
Assegurando que “nunca ninguém vai conseguir acabar com a pedofilia, mas ajuda muito preparar as crianças para uma sexualidade sadia, no tempo certo e da forma mais equilibrada, satisfatória e como opção no tempo devido”, Quintino Aires sublinha a importância de abordar o tema com as crianças a partir dos 6/7 anos de idade, pois “quando chegarem à adolescência já possuem um conjunto de informações necessárias para o seu futuro sexual”.
 
 
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