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Preocupa-se com o que os outros pensam a seu respeito?

Preocupa-se com o que os outros pensam a seu respeito?
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21-08-2015 - 21:44
Esta é uma questão que provavelmente interessa a muitas pessoas, dado que o ser humano integra um grupo social e, mesmo sem se dar conta, acaba por se deixar influenciar pelo que os outros dizem ou pensam a seu respeito.
 
Num primeiro ponto, importa esclarecer que este processo é natural quando vivido dentro de limites saudáveis e enriquecedores, mas que passa a ser problemático em situações extremas que podem mesmo conduzir a fobias.
 
Tendo por base os conhecimentos apresentados pela psicóloga Marisa de Abreu ao APCD Jornal, 
 
“A necessidade em ser aceite pelos outros pode ser o centro das preocupações de muitas pessoas e, em muitos casos, de forma preocupante.” Há quem se preocupe com detalhes tão elementares como a forma de vestir, de se comportar, a escolha de um prato no restaurante, as opiniões que emite e as que evita para não desagradar aqueles com quem convive nas mais variadas situações.”
 
Não se pode considerar um problema grave que uma pessoa tenha algum cuidado perante algumas pessoas cujo grau de convivência não é muito próximo ou que tenha alguma atenção em locais que assim o exijam, pois “esse esforço pode beneficiar a ideia geral que os outros têm a nosso respeito numa situação pontual, mas é preciso ter em conta que, uma coisa é aprender normas e uma postura interessante em determinados momentos sociais, outra totalmente diferente é fazer disso um hábito e uma forma de vida.”
 
É desse exagero face aos pensamentos dos outros a nosso respeito que vale a pena incidir, pois aí é que residem a maioria dos problemas que se tornam limitações na qualidade de vida de muita gente.
 
É importante reter que, o preocupante é o valor que se dá aos pensamentos e considerações dos outros que, em muitos casos, chega a inibir a personalidade e a própria convivência social. “Há quem não participe em situações pelo medo da crítica, quem use um determinado tipo de roupa só porque a maioria dos seus conhecidos usa e porque as revistas o exibem como moda e daí por diante.”
 
As pessoas com esta preocupação podem tentar a todo o custo cumprir as expectativas alheias em detrimento das suas próprias necessidades. “São pessoas que podem, por exemplo fazer as coisas mais estranhas e desajustadas só para agradar e porque acreditam que recebem a aprovação dos outros. É comum que acabem por cometer disparates, por dizer o que não queriam e por praticar atos de que se vão arrepender mais tarde, pois acabam por não saber como se posicionar em função da sua personalidade e conduta de vida.”
 
Segundo Marisa de Abreu, “estas pessoas estão tão focadas nos outros que se esquecem de si mesmas; dos seus sentimentos, interesses e gostos e, facilmente entram num processo complicado pois tudo começa a desmoronar na sua vida.”
 
Para a psicóloga, “ não há como ter este tipo de atitude sem causar prejuízos na sua própria vida, como por exemplo aspirar relacionamentos que não se concretizam, empregos sem crescimento profissional, e uma vida social completamente estagnada e sem interesse.”
 
Por detrás dos motivos que levam as pessoas a se preocupar tanto com o que os outros pensam a seu respeito estão medos provenientes da infância, fraca auto-estima e, muitas vezes, uma educação baseada na comparação com os outros e numa certa submissão.
 
“Ao observar muito atentamente o que os outros pensam, podemos acabar por perder a nossa espontaneidade assumir comportamentos que imaginamos aprovados pelos outros, quase que em forma de máquinas comandadas.”
 
Marisa de Abreu alerta: “Mas, não vamos ser radicais, se por um lado a preocupação exagerada em agradar as outras pessoas pode ser algo prejudicial à nossa auto estima, o excesso de postura do tipo: “o que os outros pensam não me afeta”, também pode indicar outro tipo de problemas.”
 
Quer isto dizer que, mais uma vez, o segredo é aprender a dosear as coisas.
 
“Nada impede que a sociedade nos exija alguns tipos de postura e comportamentos em situações onde existem protocolos, como por exemplo num templo, num momento cultural, numa ida ao cinema ou numa biblioteca, pois o comportamento desviante vai prejudicar os demais e cortar com as regras dos espaços, mas é preciso separar as exigências quando se entra na vida quotidiana.”
 
Marisa de Abreu aponta como consequências para o excesso de preocupação para com as expetativas dos outros sobre nós, “o medo de não se saber comportar que pode ganhar dimensões preocupantes e dar lugar à Fobia social.”
 
Segundo a psicóloga, “esse medo vai impedir a natural convivência social mesmo nas situações mais simples. Vai impedir o acesso a determinados locais pela sensação de inferioridade, bem como afetar toda a vida social.”
 
Ao mesmo tempo é de realçar que, “as pessoas que se preocupam excessivamente com o que os outros pensam a seu respeito, deixam de ser criativas, livres e felizes, já que vivem condicionadas pela opinião e desejos dos outros.”
 
Este medo condiciona todo e qualquer tipo de ações, já que a pessoa se considera incapaz de escolher uma peça de roupa, um livro, um local para visitar e daí por diante.
 
Para finalizar, “Talvez este comportamento tenha sido iniciado em situações muito precoces de vida. Quando uma criança é chamada à atenção sem que perceba o fundamento dessa crítica, pode por exemplo ficar com medo de reproduzir o mesmo mais tarde.”
 
Marisa de Abreu sublinha ainda que, muitas crianças registam frases como: “não incomodes os adultos”, “não te sabes comportar em lado nenhum” e acabam por crescer com a ideia de que terão de imitar os outros para aprender a ser aceites. Os pais devem facilitar a tarefa desde cedo e explicar qual o comportamento mais correto a adotar nas mais variadas situações, pois ajuda ao desenvolvimento sadio. Uma criança que sabe que não pode fazer barulho numa biblioteca, facilmente a frequenta com gosto e sem medo de ser repreendida.”
  
Ao mesmo tempo, existem marcas que se vão acumulando nas pessoas que as desvalorizam erradamente como situações em que foram ridicularizadas ou gozadas num determinado momento ou grupo. É fundamental que se entenda o que aconteceu e em que contexto, para evitar sentimentos de inferioridade e desvalorização pessoal.
 
“Outras possibilidades são mesmo as características de personalidade que são inatas, mas que se podem alterar com novas aprendizagens acerca de si mesmo.
 
Marisa de Abreu resume a sua experiência deixando dicas que, não sendo uma “receita” para todas as pessoas, podem constituir uma ajuda preciosa em muitos casos, ou pelo menos, despertar para um pedido de ajuda profissional.
 
- Não se acomode aos seus pensamentos, - Não considere a opinião alheia uma verdade inquestionável. 
 
- Crie as suas referencias e construa a sua personalidade com base tanto nas opiniões dos outros como nas suas conclusões. 
 
– Acredite que a diferença é, e será sempre um ponto a favor num grupo. Aprenda a tirar partido das suas particularidades ao invés de imitar as dos outros.
 
- Não confunda sentir-se bem e confortável numa determinada ocasião (e com uma roupa que lhe agrada) com a necessidade de receber elogios alheios. 
 
- Caso receba uma critica, entenda que isto faz parte da convivência social e que não pode nem deve agradar a todos.
 
- Aprenda a retirar das críticas apenas aquilo que o pode valorizar e beneficiar e, olhe em frente para a vida que tem ao seu dispor!
 
 
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