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Portugueses continuam a valorizar os laços familiares

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25-03-2014 - 22:59
Num tempo em que as críticas relativamente ás novas gerações crescem, num período em que parece que tudo se coloca em causa e que os mais novos sofrem de uma sensação de abandono e de falta de esperança, eis que a família continua a ser o espaço de todos os encontros e onde se valida o amo e a compreensão entre as pessoas.
 
Para nos ajudar a compreender o que tem mudado na sociedade portuguesa na última década, apresentamos a análise e os resultados de um estudo levado a cabo pela Universidade Católica Portuguesa.
 
“Os portugueses estão mais individualistas, não morreriam por nada, nem por ninguém, senão pela sua própria família.”
 
Os resultados de um inquérito levado a cabo por esta instituição de ensino superior revelaram que, quase 80 por cento dos portugueses constatam que "a sociedade está a perder valores importantes".
 
Designado como Dez Anos de Valores em Portugal, este trabalho de investigação “permite perceber o que é que mobiliza as pessoas e a partir daqui desenvolver um quadro de competências para a educação", explica Lourenço Xavier de Carvalho, investigador responsável pela análise dos dados. 
 
Apesar de, os resultados serem relativos a 2009, este inquérito da Universidade Católica Portuguesa, abarca uma década, tendo sido feitos inquéritos a 2975 pessoas, presencialmente; dez anos depois foi realizado por telefone e responderam 937 pessoas, dos 15 aos 65 ou mais anos de idade. Mais de metade dos inquiridos são do sexo feminino (57 por cento). 
 
O número de licenciados aumentou de dez para 26 por cento, ao passo que os com menos de quatro anos de escolaridade caíram de 13 para seis por cento.
 
Neste trabalho, verifica-se que, “Se fosse há dez anos, para oito em cada dez pessoas fazia sentido morrer para salvar a vida de alguém. Hoje, apenas 46 por cento respondem que morreriam nessas circunstâncias.”
 
De realçar, entretanto que, se, por um lado, os portugueses estão mais individualistas, por outro mostram ter menos preconceitos e ser mais tolerantes. Por exemplo, à pergunta "Se pudesse escolher, aceitava ser vizinho de...", quase a totalidade responde que não se importaria de viver ao lado de pessoas de raças diferentes, de imigrantes ou de indivíduos de outra religião. Também revelam uma maior tolerância relativamente a vizinhos com sida ou homossexuais.
 
Apesar de a maioria dos inquiridos ser casada pela Igreja - 56,2 por cento (mais sete do que em 1999), 2,2 por cento vivem em união de facto e 6,5 por cento são divorciados -, o número dos que concordam totalmente que "o casamento está ultrapassado" sobe de 15 para 36 por cento.
 
Para os portugueses, o casal prevalece ao casamento, já que 80 por cento respondem que "uma criança precisa de um pai e de uma mãe para crescer feliz".
 
"Cada qual cuide de si" Para Lourenço Xavier de Carvalho é a noção de individualismo na sociedade e não o egoísmo que faz os portugueses responderem que concordam em parte ou totalmente que "cada qual cuide de si". 
 
De anotar que, em 1999, mais de metade concordava, mas este ano o número subiu para 63 por cento. A expressão "olho por olho, dente por dente" mobiliza mais de metade - eram 36 por cento em 1999.
 
"É possível que o contexto social de individualismo e a importância da família conduzam a uma falta de solidariedade para além das fronteiras do núcleo familiar", interpreta.
 
Sobre as questões de sexualidade, os portugueses mudaram muito pouco e os valores variam apenas um a dois pontos percentuais. Quando se lhes pergunta se concordam que se faça nudismo nas praias ou se veja filmes pornográficos, são evasivos e dizem que não acham "nem bem, nem mal". No entanto, reprovam que se pratique relações sexuais com vários parceiros ou relações extraconjugais: sete em cada dez inquiridos acham "mal".
 
Ter uma família sólida, amar e ser amado, ser um profissional competente, ser honrado e ter amigos leais são os principais objectivos. Ser famoso e rico são das suas últimas prioridades. Nas tomadas de decisões, o que mais os influencia é a consciência e a família. A Bíblia e os líderes religiosos pesam mais do que a ciência ou a comunicação social.
 
O inquérito tem um grau de confiança de 95 por cento e 2,75 de margem de erro.
 
Perante este cenário, quase que se poderia afirmar que, “as mudanças na sociedade portuguesa, na sua maioria, são para melhor”, isto porque se passaram décadas a olhar para o outro, a manifestar sentimentos negativos pelas suas conquistas e a manter conflitos de vizinhança sem qualquer fundamento.
 
Relativamente à diminuição do preconceito, é manifestamente realista que, um número significativo de pessoas se desligou desse tipo de pormenores e passou a olhar mais para o ser humano.
 
No entanto, naquilo a que se chama a “lei da selva”, a mudança tem dado lugar a situações muito negativas de luta pelo poder, em tempos em que o trabalho e os direitos sociais escasseiam.
 
Quando muitas vezes se diz, “Ó tempo volta para trás”, seguramente que não nos estamos a referir a esta forma clara de viver os relacionamentos e a família, pois este estudo pode surpreender na medida em que, uma larga percentagem de portugueses enaltece a sua família, o casamento e os laços afectivos, o que poderia estar em desuso com o aumento do divórcio, das famílias monoparentais e a desvalorização do casamento.
 
Quer isto dizer que, se mudaram as mentalidades, mas se vincou claramente os centros de interesse na maioria da população portuguesa.
 
Com estes dados de 2009 que ainda estão actualizados, pode-se reforçar que, nas redes sociais se verifica um aumento de publicações que fazem “apelos emocionais”, o que reforça a ideia de que, o plano afectivo continua muito evidenciado numa cultura que tem conhecido mudanças profundas, quer em termos pessoais, quer em termos sociais. 
 
O facto de se valorizar os sentimentos e aqueles que se ama, revela que “se pode ter perdido a noção de grupo alargado, para se passar a viver numa dimensão mais restrita”, mas onde há espaço para as vivências de amizade e união entre as pessoas.
 
 
 
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