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“Podemos ser melhores pessoas todos os dias”

“Podemos ser melhores pessoas todos os dias”
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11-04-2016 - 17:47
A frase estende-se a todas as áreas de vida e, naturalmente que ganha mais expressão quando de educação se fala.
 
É possível sermos melhores pessoas, melhores pais e conviver com filhos melhores também. 
 
Esta é a posição defendida num artigo da revista Pais&Filhos e que dá conta da importância de ocorrerem transformações profundas na forma de atuação dos pais para que se possa educar com mais rigor, afeto e disciplina.
 
Sabendo que os pais são cada vez mais permissivos com os filhos, sobretudo pelo medo de se confrontarem com as suas próprias culpas e lacunas na educação dos mais novos, faz sentido alterar esta postura e melhorar a convivência familiar.
 
Muitos pais não gostam de brincar com os filhos e, a forma que encontram para compensar essa fragilidade é a oferta de recompensas, bem como a necessidade de evitar ou mesmo suprimir o“não” mesmo em situações que o exigem.
 
Para Magda Gomes Dias, Coach Parental citada pela mesma publicação, “os pais não conseguem dizer ‘não’ aos filhos devido também às suas próprias fragilidades enquanto pessoas. As suas frustrações e medos acabam por se refletir na educação que transmitem aos filhos, o que não beneficia a relação parental, já que é preciso amadurecer essas fragilidades de adultos para melhor assumir a educação das crianças.”
 
Evidenciando que o processo é longo, mas contínuo e que produz resultados, a mesma especialista realça a importância de se começar a entender a educação das crianças como uma responsabilidade de todos os intervenientes no processo, incluindo os mais novos.
 
Muitos pais andam perdidos sem saber se imitam a educação que receberam dos pais e, ao mesmo tempo a querer fugir dessa forma amais autoritária de transmitir valores onde os afetos e a negociação escasseiam. 
 
Mas na prática, sentem dificuldades, já que as crianças exigem muito esforço, tempo e compreensão. É fundamental entender que educar é mostrar aquilo que somos através do exemplo, como também exigir que as crianças aprendam a conviver com os demais e a respeitar os outros para que igualmente conquistem esse respeito.
 
Ao mesmo tempo, educar é fornecer as ferramentas elementares para que a criança tome consciência das suas responsabilidades enquanto aluno, ser social e pessoal, o que não é fácil conciliar, mas é um imperativo começar.
 
O processo é difícil porque as crianças não têm a maturidade pretendida, mas esta só se conquista com o empenho dos pais. Quer isto dizer que, quando os pais exigem, os miúdos aprendem e seguem um determinado modelo de vida desde pequenos.
 
É evidente que “as crianças amuam porque os pais se apresentam com essa postura, que as crianças gritam em resposta ao falar alto dos pais e agridem em função do modelo mais ou menos agressivo que recebem”, esclarece a mesma especialista em relações parentais.
 
Desde logo se percebe a importância do exemplo, mas isso não chega! Para os especialistas desta conceituada publicação, “os pais devem definir a forma como desejam conviver diariamente em família, dando espaço ás regras, aos afetos, à correção quando necessária e à negociação que deve suportar a interpretação de todo o processo.”
 
Pais que usam e abusam da palmada “entram num beco sem saída, já que cada vez mais aumenta o tom da violência e os resultados não melhoram”, afirma o pediatra Paulo Oom realçando, “assisto a cenários dramáticos nas urgências com lesões graves provocadas por pais que perderam a paciência, que não encontraram outra forma de estabelecer os limites aos filhos e que aumentam a gravidade da relação, chegando a uma forma de violência perigosa e assustadora.”
 
À medida em que a criança não cumpre as orientações, estes pais vão subindo de tom seja nos gritos, seja na agressão física. “Não educam, não obtêm resultados e a relação entre pais e filhos degrada-se a cada dia. Na adolescência, quando os jovens têm mais força física, enfrentam os pais e retribuem a violência a que se habituaram”.
 
Para o mesmo pediatra, “não pode existir educação exclusivamente permissiva, já que há uma pequena margem a que os pais devem recorrer em situações limite e em que se torna necessário reforçar a autoridade.” Sendo fundamental compreender a que se refere a permissividade, o pediatra acrescenta, “é possível e desejável que os pais conversem com os filhos, que lhes expliquem as situações antes que o erro ocorra. O mesmo se passa com as regras que, ao serem entendidas, mais facilmente são cumpridas, mas temos de ter em conta que, há sempre um espaço que não resulta e em que é preciso que os pais assumam a autoridade e coloquem os limites quando os miúdos se afastam deles.”
 
Paulo Oom sublinha que, “uma palmada quando ocorre uma situação muito grave, vai mostrar à criança que, de facto fez algo que não pode repetir e que era muito perigoso. Esta é uma situação extrema, mas que impede que a criança repita a ação.”
 
Os pais que naturalmente conversam com os filhos e que, num momento particular elevam o tom de voz, estão “a chamar a atenção da criança para algo que se passou e que não deveria ter acontecido.”
 
Realçando que “não há pais perfeitos, mas que é possível refletir acerca dos nossos comportamentos para educar melhor, “ Paulo Oom acrescenta que, “fazer regras é uma arte que deve ser construída quando todos estão tranquilos e a conviver em família.”
 
É nesses momentos que o pai ou a mãe deve aproveitar para dizer que “não se atravessa a rua sem ser na mão dos pais, que não podem ser permitidos atos de agressão entre os irmãos e daí por diante.” É quando tudo está bem que as regras surtem mais efeito. “Quando a criança se depara com esse mau comportamento, aceita muito melhor que os pais a chamem a atenção do que quando recebe a regra em ambiente de tensão” e sem um apontamento prévio sobre o assunto.
 
Num ambiente descontraído fala-se na escola, na importância do bom comportamento “e todos participam na elaboração das regras e devidas punições”, alerta o mesmo especialista.
 
“Todos se envolvem no processo e se responsabilizam pelo seu correto funcionamento” esta é para Paulo Oom, uma orientação para educar de forma disciplinada, mais harmoniosa e onde se aceitam imperfeições, já que “ninguém consegue não errar, mas podemos melhorar todos os dias a nossa forma de encarar a relação com os nossos filhos.” 
 
Magda Gomes Dias reforça que, “os pais de hoje não querem repetir os erros que viveram dos seus progenitores, por isso existe uma maior preocupação em educar melhor, mas nem sempre se encontra o equilíbrio e a linha de orientação que se afaste da violência e que promova uma educação harmoniosa.”
 
Para a Coach parental habituada a receber pais “em verdadeiro estado de desespero, “não é permitindo o erro que se educa. Os pais têm de alertar a criança para o comportamento incorreto, pois só assim a ajudam a corrigir e a melhorar. Esta base será para tudo. A criança que é chamada á atenção e que compreende o que aconteceu, vai ficar mais atenta aos seus comportamentos e evita os erros desde cedo.”
 
O mesmo se passa com os castigos que sobem de tom à medida em que não surtem resultados. “Se a criança não é responsabilizada pelos seus comportamentos, o castigo, tal como a palmada, não surtem qualquer efeito ou benefício para a educação.”
 
Quando a criança tem um mau resultado e quer ir a uma festa de aniversário, “vais se conseguires saber bem a matéria antes de ir à festa.” Esta forma evita o castigo e coloca a criança no centro da responsabilidade, enquanto que reforça que a escola está acima da festa enquanto prioridade.
 
“Se a criança ou jovem souber a matéria vai à festa tranquilamente, pois cumpriu a sua parte do objetivo. Se não estudar e não tiver aprendido o que lhe foi exigido, certamente que não vai, mas aceita a razão pela qual foi impedida.”
 
Envolver a criança no seu próprio processo de aprendizagem é a posição destes dois especialistas citados pela revista Pais&Filhos.
 
Magda Gomes Dias remata que, “o desejo dos pais é serem melhores pessoas todos os dias”, para isso, “é essencial alterar aquilo que se fez menos bem, pois as culpas de ter sido injusto numa determinada situação, não vão permitir que se faça melhor.”
 
A partir do momento em que pais e filhos conversam sobre tudo, também os pais podem dizer que falharam numa determinada situação e que vão melhorá-la, pois esta abertura também dá lugar a que os filhos sigam o exemplo, que é um pilar precioso na educação.
 
Melhorar é corrigir, é tentar outra forma, é assumir o erro e seguir em frente com uma nova postura.
 
 
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