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Pais à força!

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28-01-2014 - 21:55
É comum a ideia de interrogar os pais acerca da chegada do primeiro filho. Mal um casal dá o nó, começa logo toda a gente a perguntar: para quando o bebé?
Passam alguns meses e nem sinais de gravidez e, acumulam-se as perguntas que, por norma são respondidas com medo por não saber a qualidade da fertilidade do casal, por ainda não se ter pensado na parentalidade, por se considerar que essa deveria ser uma opção familiar e daí por diante. 
 
Mas, os familiares perguntam, os amigos chateiam, os conhecidos reclamam e, toda a gente parece ter voto na matéria que, deveria ser uma decisão exclusiva do casal.
 
Talvez não se pense muito neste assunto, mas, a maior prova de respeito que se pode dar a alguém, é o tempo e a liberdade para que tomem as suas decisões em consciência.
 
Já alguma vez pensamos que, nem todas as pessoas nasceram para procriar e que acabam por não ter força para resistir à pressão social?
 
E o que dizer de um casal que, por motivos desconhecidos não pode ter filhos? E a infertilidade que tanto pode magoar quem deseja ter filhos e é “bombardeado” pela sociedade sem qualquer culpa ou justificação?
 
Teremos consciência do número de crianças infelizes que habita no nosso mundo, muitas vezes fruto dessa imaturidade e incapacidade de dizer “não” aos outros e “sim” ás nossas vontades?
 
Um especialista dizia há dias num comentário televisivo que considera uma aberração esta forma de intrometimento na vida conjugal, pois toda a gente se acha no direito de decidir a vida dos familiares, amigos e conhecidos.
 
Este especialista não deixa de ter razão, pois dentro do seio familiar é que se definem prioridades e, não existe qualquer problema de um casal não ter filhos, muito menos num prazo estipulado pela sociedade.
 
Quintino Aires afirmava que, “temos evoluído tanto e ainda não percebemos que, há assuntos que não nos dizem respeito; que é importante que o casal deseje ter filhos para que se concretize o sonho de educar e de amar uma criança e, isso deixa de acontecer quando a pressão social supera as vontades individuais”.
 
Se no passado era fundamental “dar provas” de virilidade aos demais, hoje somos seres responsáveis que sabemos muito bem as implicações de colocar um filho no mundo. 
 
Logo, é cada vez mais imperioso reflectir de forma madura acerca da parentalidade e ter coragem para afastar os desejos dos outros que não vão beneficiar os nossos em questões tão determinantes.
 
Os familiares, amigos e conhecidos devem estar por perto quando solicitados para intervir e, não “chegar-se à frente”. Muitas pessoas pensam que, por participarem no matrimónio de alguém, já é motivo para interferir na sua vida. 
 
Dão opinião sobre a relação, sobre a chegada dos filhos, a mudança de casa, enfim, quase como se aquele jovem casal que recebeu as felicitações dos demais, ficasse obrigado a responder aos desejos de quem “abençoou o casamento”.
 
Não é possível continuar este estado de necessidade e dependência de corresponder ás expectativas dos outros, pois as consequências disso são conhecidas; casais pouco preparados, violência doméstica em silêncio, traições, crianças sozinhas e sem afecto e apoio parental…
 
Neste tempo, em que cada um tem a liberdade de escolher com quem deseja casar, torna-se um imperativo deixar a mesma liberdade de decidir a parentalidade.
 
Mas, carregados de ditos populares e sabedoria ancestral, a pressão é uma realidade a combater, senão vejamos…
 
Concretizado o desejo do primeiro filho, dois anos mais tarde… começa a pressão para o segundo filho… coitadinho, não tem um irmão; é muito triste ficar sozinho, quem cria um, também, cria dois… 
 
E, mais uma vez, os casais que não pensam por si mesmos, acabam por reconhecer que, afinal, todos os seus amigos têm “um casalinho” e, nós não!
 
Repare-se na capacidade enorme que, muitas pessoas têm de decidir a vida dos outros quando nem sabem até que ponto o casal estava preparado para um acto de tal responsabilidade, porque ter um filho, não é adquirir um novo objecto para a casa e pedir conselhos a uma amiga! Ter um filho é um compromisso para a vida que implica dedicação, tempo, capacidade financeira, afectiva, educativa e ter amor para dar, quando nem sempre temos o suficiente para nós mesmos…
 
A nossa sociedade só começará a dar sinais de mudança quando este tipo de decisões, a que se junta a do próprio casamento, passarem a ser de escolha exclusiva dos casais.
 
É imperioso sublinhar esta ideia para evitar mais casos dramáticos como aqueles a que assistimos cada vez com mais regularidade; de mães impreparadas, pais que saíram de casa por não suportarem o desgaste dos filhos, famílias sem condições, filhos maltratados e abandonados e, tudo o que a experiência já nos demonstrou que a ausência parental é um prejuízo enorme para qualquer sujeito.
 
Não nos podemos esquecer de que, “o primeiro direito da criança é ser desejada” e que, para querer é preciso sentir.
 
São muitos os casos de famílias completamente arrasadas pelo medo de reconhecer que, a relação falhou, que os filhos são um #fardo” na sua vida e que, as sabedorias ancestrais não se aplicaram ao seu caso, pois não tenhamos a menor dúvida de que, as mesmas pessoas que aconselharam o casamento, a compra da casa, o nascimento dos filhos, são aquelas que hoje não assumem, mas estão em crise.
 
Estão em crise pelas suas escolhas, estão com dificuldades pelos conselhos que deram e, sobretudo porque acreditaram sem provas reais, mas em “toques de mágica”.
 
Não existe melhor conselho neste mundo do que conferir a cada um a responsabilidade e a liberdade de escolha para o seu percurso, pois quando se sente, é mais fácil resolver os problemas e superar os momentos menos positivos.
 
 
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