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Os pais sabem o que é melhor para os filhos?

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06-03-2014 - 11:12
A perspectiva de que, quanto mais nos conhecermos, melhor viveremos, nunca fez tanto sentido, já que é preciso colocar “padrões” do passado em causa para poder encontrar novas interpretações para a realidade e encontrar o bem-estar.
 
Nesta dimensão, é importante colocar a nós próprios a questão” Os pais sabem o que é melhor para os filhos?” e tentar perceber o verdadeiro sentido da pergunta, pois uma coisa é educar e orientar para os princípios morais e culturais da família, incluir a criança na sociedade, outra situação distinta é, os pais querem comandar as escolhas dos filhos e impedi-los de seguirem o seu percurso com base naquilo que lhes foi transmitido e em função do que precisam de descobrir.
 
É na infância que as influências externas têm maior impacto sobre a formação de nosso “EU”.
 
À medida em que se processa o desenvolvimento, o sujeito vai-se sentindo mais independente e capaz de questionar aquilo que apreendeu nas etapas anteriores, pelo que, é natural a ocorrência de alterações e adaptações à sua personalidade.
 
Quer isto dizer que, uma parte será a influência parental e a outra, estará disponível para ser descoberta e colocada em causa. 
 
Daí que sejamos todos diferentes uns dos outros e não meras réplicas dos pais e demais familiares.
 
Se é algo linear a forma como se explica o processo, é muito complexa a forma como pais e filhos aceitam esta realidade sem dramas profundos, pois já dizem os entendidos que, “Amar o igual é fácil, é algo que simplesmente acontece, flui.” Já no caso das diferenças: 
 
“Amar o diferente, isso sim podemos chamar de amor. Amar o que não compreendemos, amar o que não conhecemos, amar aquele com o qual muitas vezes não concordamos.”
 
E o grande problema surge através das expectativas; dos sonhos que os pais têm para os filhos e que, não se concretizam por um simples motivo: esses não são os sonhos deles! 
 
E o problema começa por uma luta de poder entre o autoritarismo de que se julga “dono” dos filhos e das suas escolhas e de quem não aceita ser comandado como se não tivesse direito a ser um sujeito com vontades e sentimentos próprios.
 
É fácil aplaudir e incentivar quando os filhos cumprem exactamente aquilo que lhes exigimos, mas e quando eles mudam de opinião?
 
O desafio é compreender que deve existir uma distância saudável e protectora entre os sonhos dos pais e as escolhas dos filhos, que precisam de algo muito precioso para se tornarem quem ambicionam ser.
 
Acima de tudo, o respeito é o principal requisito para que a relação conheça equilíbrio e harmonia.
 
Respeito pelo papel de cada um , respeito pelas escolhas e confiança nos valores que se transmitem ao longo da vida, sem esquecer o exemplo, pois não podemos de forma alguma idealizar aquilo que também não demonstramos enquanto adultos e referências para os mais novos.
 
O grande desafio é mesmo conseguir respeitar, aceitar e amar os filhos sem exigir que estes lhes sigam fielmente os passos. Para tal, basta ter em conta a mudança dos tempos, o respeito pela individualidade e sentimentos, mas também a clara noção de que os pais não são perfeitos ao ponto de quererem que os filhos os imitem em tudo.
 
É fácil e acessível a todos viver uma relação feliz entre pais e filhos, sobretudo quando se pensa que, cada ser que nasce é livre de desenvolver as suas particularidades e potenciais, pelo que, os pais devem proporcionar-lhe a oportunidade de fazerem as suas descobertas, sem conduzir o percurso, mas sim orientando e alertando para os perigos. 
 
Deixar a cargo dos filhos a escolha dos desportos na infância e permitir que se aborreça na semana seguinte, é uma prova de respeito e de liberdade que, aos poucos terá de ganhar consistência através da sua própria escolha, pois não deverá mudar de opinião todos os meses porque os pais não podem suportar os custos e vai obrigar o mais pequeno a escolher a actividade de acordo com as suas preferências, não em função dos pais.
 
Claro que, a tarefa não é fácil, afinal muitas vezes os pais têm plena convicção de que sabem o que é melhor para os filhos, pelo que, as suas intenções são as melhores, no entanto, é preciso que eles cheguem a essas conclusões por si mesmos. 
 
É muito normal que, os filhos mais tarde reconheçam que os pais estavam certos, mas para isso é fundamental que consigam alcançar essa consciência através das suas experiências.
 
Pode também ocorrer o inverso porque os pais também se enganam e, achar que a filha será uma bailarina brilhante quando a menina não tem jeito nenhum para a arte… ou querer um craque de futebol numa criança com vocação para outro tipo de actividade, são realidades que desvendam qualquer sonho dos pais.
 
Deve-se separar muito bem o sonho daquilo que é a realidade, pois essa será sempre a forma mais equilibrada de respeitar os nossos filhos.
 
Assim, os pais devem concentrar-se mais na educação e na protecção, no desenvolvimento emocional, do que nas escolhas.
 
De realçar que, em cada idade a palavra proteção ganha um significado diferente. Aos 3 anos, protegemos os nossos filhos de se queimarem na porta quente do forno. Aos 7 temos cuidado para que não sejam atropelados ao atravessar descuidadamente uma rua. 
 
Aos 14 anos, avalia-se a maturidade para sair sozinho com os amigos, as músicas que ouve e as melhores formas de aconselhar sem perder de vista que a última palavra ainda deve ser a dos pais e, aos poucos, chega a idade adulta que, nem sempre traduz maioridade ou maturidade, pelo que a protecção deve prolongar-se até que os pais percebam que o processo de amadurecimento e de responsabilização se realiza em conformidade com os comportamentos.
 
Cumprida a tarefa protetora, precisamos permitir que, os filhos vivenciem as suas próprias experiências, que abram as asas e arrisquem os seus voos, mesmo que caiam de vez em quando, mesmo que errem, que se firam. 
 
Com certeza isso acontecerá, e enquanto pais, estaremos lá, ao seu lado, prontos a incentivá-los para prosseguirem os seus sonhos, ajudando-os a avaliar e a aprender com o que lhes ocorre, porque nesta base é que está o grande segredo: apoiar, ouvir, aceitar, respeitar e aconselhar para que sigam o seu percurso com aprendizagens, felicidade, inteligência, capacidade de organização, maturidade, auto-confiança e trocas afectivas.
 
Para finalizar, é de recordar que, quanto mais confiança depositarmos nos nossos filhos, mais livres e felizes eles serão, pois a segurança torna o sujeito mais responsável, maduro e consciente das suas acções, sem esquecer que, os pais que confiam, recebem muitas mais provas de afecto e amizade por parte dos filhos e, esse processo deve começar no berço…
 
 
 
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