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Os pais preferem um filho ao outro

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17-08-2013 - 22:17
De acordo com alguns trabalhos que têm sido publicados na área da psicologia, parece inevitável que os pais prefiram um filho ao outro, o que nem sempre é um reflexo de ser o primeiro filho, de se tentar explicar o problema com a teoria da encarnação que indica que, naturalmente esse fenómeno acontece, mas sim pode tratar-se de um processo inconsciente uma vez que, socialmente, espera-se que os pais não façam distinção entre os filhos, logo essa preferência não pode ser manifestada de uma forma clara, muito embora exista na prática em silêncio.
 
Em alguns casos a preferência por um dos filhos pode ser mais intensa e acaba mesmo por ser consciente e bem ponderada, o que agrava a situação para o filho que não faz parte desse favoritismo. 
 
O facto de abordarmos este tema prende-se com a noção de que, o primeiro direito da criança é ser desejada e depois amada, pelo que, não é correcto que os pais a tratem num segundo plano de existência em detrimento de um filho preferido, muito embora saibamos que, este processo acaba por ser inevitável até por questões culturais, pois é um padrão que se arrasta no tempo. 
 
Por muito que possa parecer difícil, os pais devem fazer um esforço para tentar equilibrar as atenções e os afectos entre os filhos, sob pena de desencadearem relações complexas entre os irmãos e provocar problemas de personalidade em ambos, pois ser favorito também acarreta os seus problemas. 
 
Ao mesmo tempo, é típico que os pais idealizem a sua velhice apoiada pelo filho preferido, o que os leva a colocar o outro de parte para que se concentrem naquele que os irá ajudar teoricamente quando precisarem, mas esquecem-se de que, o filho protegido não será capaz de os ajudar quando precisam, pois não terá força para isso nem para se fazer à vida. 
 
Com o passar dos anos, os pais começam a perceber o erro e, muitas vezes, já é tarde demais, pois o corte emocional já ocorreu e não há volta a dar. 
 
Falou-se durante muito tempo que os filhos mais velhos eram os preferidos dos pais; em regra o primeiro filho por captar as atenções dos pais, mas as provas mostram que nem sempre é assim e que a preferência pode recair pelo último ou pelo do meio, tudo depende da disponibilidade dos pais para se dedicarem mais a um do que aos restantes e, sobretudo devido ao contexto do nascimento, pois se um filho nasce num período positivo do casal, terá mais probabilidades de ser o favorito. 
 
Geralmente existe uma tendência para considerar o filho preferido mais frágil que o outro e isso torna-o mesmo menos capaz de reagir e de se fazer à vida. 
 
Nesses circunstâncias, os pais acabam por dedicar mais amor e protecção a esse filho com a justificação de que precisa mais do que o outro, o que é mais um erro, pois essa fragilidade resulta precisamente do excesso de protecção dos pais ou da mãe. 
 
Existe um dado importante a ter em conta: os pais não conseguem amar os filhos da mesma forma, o que acaba por ser esbatido quando existe amor e protecção para todos e mais ou menos afinidade com um deles, mas na maioria das vezes, os pais acabam por reduzir a intensidade afectiva, o orgulho e a dedicação a um dos filhos em detrimento do outro sem que se apercebam que estão a provocar muito sofrimento no outro que não sabe o motivo da rejeição. 
 
É interessante entender que, muitas vezes os pais acabam por se identificar mais com um determinado filho porque o consideram ser mais fácil de lidar (o mais brincalhão ou aquele que eventualmente apresenta algum problema de saúde, que pode dar mais problemas na escola etc). 
 
E geralmente o filho que tem personalidade mais marcante acaba por ser colocado à parte como se não fosse um mérito ser adulto e responsável. Não se entende como é que se enaltece a fragilidade em detrimento da coragem ou de ser alguém mais confiante, porque em regra os pais desvalorizam esses atributos e acabam por privilegiar o desvio ao invés de tentar equilibrar as atenções. 
 
Se os pais pensassem no quanto beneficiariam o filho mais frágil se o tratassem como ao outro irmão, certamente que teríamos pessoas mais bem estruturadas psicologicamente. 
 
Depois, os filhos não preferidos percebem essa diferenciação bem como as demais pessoas em seu redor que, acabam por ou criticar esse facto ou reproduzir o comportamento discriminatório. 
 
Os pais que não conseguem estabelecer um relacionamento adequado com os seus filhos, que seria tratar os desiguais com igualdade, devem procurar a ajuda de um profissional, de forma a evitar o sofrimento daqueles que se sentem menos favoritos, pois é um erro considerar que o filho não sente essa distinção e que isso não o prejudica no seu desenvolvimento. 
 
Quando um filho se sente preferido pela mãe faz desencadear a rivalidade entre os irmãos e isso pode levá-los a ser inimigos irreconciliáveis, o que é muito comum e que, em regra é causado pelos pais pela forma de tratamento incorrecta entre os filhos. 
 
Note-se que, a preferência, na maioria das vezes, acaba por gerar proteccionismo, que, por sua vez, dá lugar a mal-estar muito grande ao filho superprotegido. 
 
As pessoas que crescem sob super protecção têm mais dificuldade em criar uma identidade, em cumprir regras, tornam-se medrosas, inseguras, sem coragem para lutar e vencer as adversidades que o mundo lhes oferece. 
 
Já o filho menos favorecido, acaba por conseguir criar mecanismos de defesa, uma maior independência, perseverança, de tal forma que, ao estabelecer uma meta, insisti em cumpri-la, até conseguir atingir o objectivo, sente-se menos pressionado para alcançar o sucesso. 
 
No entanto, o facto de se sentir menos querido pode fazer com que se torne num indivíduo amargurado, com um sentimento profundo de rejeição, propenso à depressão, fuga da realidade, baixa auto-estima entre outros aspectos negativos que os pais devem ter em conta, pois se não se sentem preparados para amar todos os filhos, devem optar conscientemente antes de os conceber. 
 
Sejam quais forem as razões que levaram os pais a proteger mais um filho do que o outro, o facto pode culminar num distúrbio emocional tanto para um quanto para o outro lado: um porque se sente fora do contexto, pela falta de amor e fica revoltado, e o outro que sofre um desajuste, pelo excesso, podendo leva-lo a uma dependência emocional, a uma personalidade mais fragilizada, de tal forma que não consegue dar continuidade às metas estabelecidas, sente-se incapaz, é instável no emprego, nas relações e nos demais cenários em que participa. 
 
Além disso, o filho mais protegido pode sentir-se responsável por trazer mérito aos pais, por faze-los felizes, e quando não consegue cumprir exactamente aquilo que os pais esperavam dele, acaba por se sentir mal, infeliz e impotente, o que pode comprometer a sua felicidade e dar mais motivos para que os pais se preocupem com ele, pois acaba por ficar muito mais dependente e sem iniciativa para viver. 
 
No caso do filho que se sentiu rejeitado pelos pais, a procura de apoio psicológico é um recurso fundamental, na medida em que o psicoterapeuta fará um processo de ajuda para que o sujeito reconheça as suas qualidades, para que se identifique enquanto pessoa e, muitas vezes para que aprenda a construir a sua personalidade e percurso à margem dos pais, já que, com estes só irá encontrar a desvalorização e a angústia de não ser igual em termos de direitos. 
 
É neste contexto que os pais devem reflectir muito bem na forma como tratam os filhos, pois mesmo sendo provado que as diferenças são naturais, as mesmas devem ser ultrapassadas com um pouco de racionalidade que coloque os filhos em pé de igualdade enquanto protecção e afectos.
 
 
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