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Os filhos “ajudam” a aproximar ou afastar os casais?

Os filhos “ajudam” a aproximar ou afastar os casais?
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13-01-2017 - 10:33
A questão continua a inquietar os casais e a dar lugar a um conjunto de dúvidas no que se refere à parentalidade propriamente dita.
 
Desde logo, os filhos não aproximam nem afastam os casais. O que interfere na relação é a falta de consciência dos parceiros para iniciar esse percurso. O ato de desejar um filho deve estar presente antes de o conceber e por ambos, pois só assim os casais se preparam para fazer os necessários ajustes, para que de forma alguma a criança se sinta culpada por ter nascido, por separar os pais ou por motivar discussões.
 
Cabe aos adultos que namoram e que se unem de alguma forma, a tomada de consciência da responsabilidade que é ter um filho e, quando tal não é assumido por ambos, algo vai correr mal e muito depressa.
 
Há casais que não sabem muito bem a razão pela qual são pais. Entendem que faz parte do casamento, que é uma imposição social e ainda há quem nem sequer pense acerca do assunto e que arrisque engravidar.
 
Na posição de Quintino Aires, psicólogo clínico, “tudo acontece com relativa rapidez na vida das pessoas. O encantamento da união entre duas pessoas, rapidamente passa ao casamento ou à partilha da vida conjugal. Em pouco tempo, a sociedade começa a questionar para quando o nascimento do bebé…” Na posição do mesmo especialista, “se a relação tiver consistência, um filho acaba por ser a ‘cereja em cima do bolo’, mas se não se encontrar essa solidez afetiva, os pais não aguentam os ‘embates’ inerentes ao nascimento de uma criança.”
 
Para o mesmo especialista, “é fundamental decidir de forma consciente se queremos mesmo ter um filho, se isso vai acrescentar a vida familiar e se é amor que se sente pela outra pessoa.”
 
No mesmo apontamento televisivo, Quintino Aires recupera que, “quando o nascimento de um filho é um ato consciente, um reflexo do amor entre duas pessoas, todos os problemas se conseguem superar, pois existe também uma clara consciência de que um filho é para toda a vida e não por alguns momentos e que se tem de dialogar e pensar nas melhores soluções para os problemas.”
 
A questão é que se criam os problemas em sucessivas “camadas” e perde-se a noção das soluções. “Rapidamente se passa para o ataque do outro e para a culpabilização. “O filho é quem acaba por suportar todas as culpas quando os pais já não se entendem e não conseguem compreender que é da sua responsabilidade amar e educar.”
 
A mulher passa para segundo plano depois do nascimento da criança, em casos em que o marido “não sabe muito bem o que fazer e, aquele pai entusiasmado em assumir essa tarefa, acaba por se afastar da célula familiar e por construir um caminho paralelo. Está com o filho de vez em quando e “ataca” a mulher que não teve capacidade de amar nos momentos mais exigentes, sem qualquer compreensão para a necessidade de ela se sentir acarinhada pelo companheiro. Em pouco tempo, o casamento está desfeito” e na posição do mesmo psicólogo, “faltou a responsabilidade conjunta de assumir que um filho exige mais tempo, atenção e cuidados e, a mulher tem de os cumprir, enquanto que muitos homens se sentem livres para se afastar dessa condição nova.”
 
O psicólogo clarifica que existem muitos problemas em torno da parentalidade nos casais, sendo que o central é a paixão inicial que se confunde com amor e que, nas várias etapas do desenvolvimento da criança vai “fazendo abanar uma estrutura frágil.”
 
Sem esquecer que, “uma grande percentagem de casais dorme com os filhos na cama e que isso revela muito bem como está a saúde íntima do casamento, Quintino Aires afirma que, “como não se sabe muito bem como posicionar o filho no casamento, a criança acaba por ser o centro da culpa pela falta de interesse entre os parceiros, pela falta de tempo e de disponibilidade e até de criatividade para manter a sexualidade após o nascimento de um filho.”
 
O homem sente ciúmes da relação da mãe com o bebé, a mulher canaliza para o filho a dedicação que o marido não lhe devolve e, em pouco tempo, o casal não consegue encontrar os motivos que os uniram num projeto de vida afetiva.
 
“Ninguém tem culpa disto”, diz Quintino Aires, “mas estamos longe de conseguir valorizar a beleza que é o casamento, o fascínio que é colocar um filho no mundo e acarinhar esse projeto conjunto como algo único e que precisa de ser bem vivido.”
 
O psicólogo acredita que, “nem sempre o amor entre os pais é suficiente para assumir a responsabilidade de ter um filho e que é por detrás disso que ocorrem a maior parte dos problemas.”
 
Com a conclusão de que, “um filho precisa dos pais em todas as etapas do desenvolvimento e, destacando que há períodos mais críticos como sendo os dois meses do bebé, os dois anos, os sete e os doze, Quintino Aires adianta que, “nem todos os pais resistem a estas exigências em conjunto.”
 
O mesmo especialista em comportamento humano diz que os homens se habituaram a culpabilizar as mulheres que, “depois da maternidade se desinteressam por eles, mas na prática, a mãe entrega-se ao filho pela falta de afeto do marido, pelo seu ciúme e ausência em momentos importantes.”
 
O mesmo especialista recupera que “os homens se desleixam e facilmente atribuem as responsabilidades de tudo à mulher para justificar as ‘fugas’ à intimidade. É mais fácil dizer que a mulher está cansada do que assumir que se perdeu o interesse por ela depois de ter o projeto parental concretizado. Esta é a posição de muitos homens que passam mais tempo com amigos e no seu mundo do que a ajudar em casa e a ser o companheiros.”
 
O psicólogo recupera que, “o homem não tem sabido ser capaz de alimentar o amor e que isso se torna mais visível com o nascimento de um filho. O marido não consegue, em muitos casos, ser carinhoso e compreender que a mulher tem muitas tarefas e responsabilidades na casa e com a criança e que, se não se sentir amada pelo marido, vai procurar a atenção do filho. Quando não sabe como ajudar, o homem acaba por se afastar em vez de se aproximar e de dar conforto e atenção à companheira.”
 
Classificando este último ponto como o mais importante de tudo, o mesmo especialista sublinha que, o amor se perde com a falta de alimento e que, “quando a mulher não consegue dar, o homem que ama também deve fazer o seu papel, o que não acontece na maior parte das situações.”
 
Tratando-se de um projeto conjunto, faz sentido que o casal se una em torno da educação do filho; cada um à sua maneira, para que a criança cresça equilibrada e saudável. “Não há filhos felizes e bem estruturados em casais que não se entendem, não se amam, não namoram e não alimentam também o seu relacionamento enquanto adultos.”
 
A melhoria deste tipo de tensões conjugais passa só pelo afeto que se partilha entre os parceiros. Ou existe e o casal resiste às situações, ou não há amor e trocas de carinho e cada um terá de seguir o seu destino.
 
É a falta de compreensão que coloca um ponto final num relacionamento, não o nascimento de um filho. Alguém terá de ajudar a criança a crescer. Se o homem não se aproxima, é na maior parte dos casos, a mulher quem acaba por fazê-lo. Tudo porque não se estava preparado para passar pelas horas sem dormir, pela necessidade de ir ao médico, pela importância dos afetos que se trocam com os filhos, pela limitação que o casal tem de contornar para ter mais tempo e espaço para a sua vida íntima e, no fundo aceitar que se arriscou um projeto fabuloso e que se tem de reunir forças para o desenvolver.
 
O homem tem de aprender a ser mais afetuoso para que mantenha o casamento e a mulher tem de conseguir aguentar a sua inexperiência no ato de educar e ajudar no desenvolvimento de um filho. Só com esta harmonia, onde o amor esteja como pano de fundo é que se consegue ter sucesso nesta belíssima tarefa que é ser mãe e pai!
 
Algarve Primeiro
 
 
 
 
 
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