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António Guita (Pechão)

António Guita (Pechão)
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27-03-2014 - 23:10
Chegou a altura de prestar uma justa homenagem a uma personalidade, cujo percurso tem sido marcado por uma forte intervenção social, pelo conhecimento e experiência de vida adquiridos ao serviço da sua terra.
 
António M. de Sousa Guita, é Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Olhão e é um rosto amplamente conhecido pelas muitas funções que tem desempenhado.
 
É natural de Pechão, concelho de Olhão, nasceu a 4 de Dezembro de 1933 e a sua vitalidade denuncia uma constante luta e necessidade de estar perto de quem mais necessita.
 
Desde tenra idade que mostrou um espírito empreendedor, pelo que, aos 13 anos já era “moço de recados” na Retrosaria Romeira, passando mais tarde a trabalhar noutras casas comerciais também em Olhão, ligadas ao mesmo ramo.
 
Em jeito de curiosidade, confidenciou ao nosso jornal que, “para aprender a dar valor à vida, o meu pai colocou-me algumas noites a tomar conta de uma vaca que girava em torno de um tanque para o encher de água. Tinha de vigiar o animal para evitar que o tanque transbordasse. A partir daí, compreendi o que era a responsabilidade, pois mesmo sendo filho único, tive de me fazer à luta muito cedo”.
 
A recordar com orgulho os 25 tostões que ganhava no seu primeiro emprego a sério, António Guita não esquece a dinâmica comercial que se vivia na época na Rua do Comércio em Olhão, a ponto de, aos seus 25 anos se ter instalado por conta própria na referida rua que era um local de eleição na cidade.
 
“Fui aprendendo com os meus patrões algumas técnicas para cativar os clientes e a melhor forma de ter um bom atendimento, pelo que me posso gabar de ter tido excelentes funcionários. Sabia quais eram as preferências dos clientes e, seleccionava os trabalhadores que melhor se encaixassem nessas funções. Dava-me ao luxo de decorar a montra ao gosto das pessoas”.
 
Do ramo das retrosarias onde enaltece a Casa Argentina, António Guita ainda hoje é conhecido e recordado em Olhão como comerciante de uma casa de confecções de que foi responsável cerca de 30 anos.
 
Um homem interventivo, foi vereador municipal antes e durante o 25 de Abril de 74, tendo sido várias vezes solicitado para dar as suas ideias e opiniões. Contactou com dirigentes e, por diversas vezes, ocupou também cargos de liderança.
 
Concluiu o 7º ano de escolaridade e o antigo Exame de Admissão, sem perder o gosto pelos livros e pela leitura. Possui uma verdadeira biblioteca privada com exemplares proibidos no seu tempo de mocidade que hoje são verdadeiros marcos do tempo e um orgulho que colecciona.
 
Em 1961 iniciou a sua actividade enquanto dirigente do Olhanense “num tempo em que se trabalhava sem qualquer retorno financeiro. Estive ao serviço do clube mais de 20 anos. Conheci bons e maus momentos. Assisti à subida do clube à 1ª divisão, mas também estive ao lado dos maus resultados”.
 
Em Maio de 1982 foi convidado para integrar uma lista para Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Olhão, instituição da qual era sócio e pagava as suas quotas mensais. “Na altura ainda estava a trabalhar na minha loja e acabei por ser eleito e por ter de conciliar as duas responsabilidades, pelo que, só no segundo mandato é que comecei a dedicar-me mais a este trabalho por me ter reformado”.
 
Já conheceu diversas fases na Misericórdia e, em 32 anos ao serviço da instituição que tem por lema ajudar a comunidade, António Guita faz questão de enaltecer os funcionários, pois “Eu não poderia fazer nada sem a ajuda de quem cá trabalha, sem esta dedicação e empenho. Estão aqui a trabalhar mais de cem pessoas”.
 
Com um conjunto de valências, a Santa Casa de Olhão serve a comunidade com equipamentos como: Creche, Jardim de Infância, ATL, Lar de Idosos e Centro de Dia, num trabalho que “exige uma gestão rigorosa para que consigamos não ter dívidas, ter os vencimentos dos funcionários em dia e podermos cumprir o melhor possível a nossa missão, o que nem sempre é uma tarefa fácil”.
 
Em termos de recursos a Santa Casa dispõe de acordos com a Segurança Social, o apoio da sociedade civil e as mensalidades dos utentes, a que se acrescentam alguns valores de rendas de imóveis.
 
Para António Guita, “O mais importante de tudo é poder ter a instituição a funcionar, pois esta é a terceira maior referência do concelho e, muitas pessoas contam com o nosso trabalho e apoio”.
 
É também com enorme satisfação que, António Guita recorda que, aos 16 anos, integrou a fundação do Clube Oriental de Pechão. “Estávamos em 1949, enviamos uma série de pedidos de apoio a clubes já existentes e a funcionar, pois precisávamos de autorização para criar este na nossa terra num tempo em que era proibido criar mais clubes. Foi o Oriental de Lisboa que nos apoiou e forneceu os estatutos. Foi uma alegria enorme ver a malta a jogar contra os grandes clubes”, recorda.
 
Sempre com uma particular modéstia, António Guita recorda que foi Presidente da Assembleia Geral do Grupo Naval de Olhão, que foi Presidente do Grémio de Comércio de Olhão, Assumiu funções de Presidente da Assembleia Geral do Crédito Agrícola, integrou o grupo de fundadores do ELOS Clube de Olhão. 
 
Presentemente, para além de Provedor da Santa Casa, é Presidente do Centro de Bem-Fazer Celeiro de Amor que, não sendo uma valência da Misericórdia, recebe apoio de vária ordem.
 
Com uma estrutura ampla, o Lar de Idosos presta serviço a 76 utentes, a creche e infantário beneficiam 125 crianças, e o ATL 90. António Guita sublinha que gostaria de ver acrescentados os apoios, mas que, “a actual situação não permite grandes investimentos, pelo que temos de fazer uma gestão rigorosa dos recursos que temos e aguardar por melhores tempos”.
 
Relativamente ao panorama actual e, já tendo vivenciado diversas crises ao longo do seu percurso, António Guita confidencia que, “nesta crise há dinheiro e há vontade de investir, mas também há demasiada burocracia que, muitas vezes afasta o investidor. Penso que, o poder local deveria ter mais força para facilitar a venda de terrenos e a construção, pois um país sem construção está morto. 
 
A construção, em meu entender, é a maior fonte de criação de emprego. Mobiliza as mais diversas áreas, cria oportunidades de negócio, atrai comércio, serviços e envolve todas as profissões, pelo que, enquanto não se pensar em facilitar, dificilmente sairemos desta crise que se tem agravado nos últimos dois anos, pelo que, em casos pontuais, tivemos de alargar o serviço domiciliário a novos tipos de carência”.
 
Recentemente, foi reeleito para mais um mandato de três anos, António Guita espera poder realizar alguns sonhos que, neste momento, se encontram pendentes devido à conjuntura de contenção e rigor.
 
Com uma obra notável e equipamentos que reflectem a qualidade e o bom gosto, o Provedor da Santa Casa da Misericórdia confessa que, a maior retribuição que pode obter, “é a satisfação de trabalhadores, utentes e de poder responder o melhor possível ás necessidades de cada tempo”.
 
 
 
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