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Obesidade infantil: é preciso envolver toda a família no problema

Obesidade infantil: é preciso envolver toda a família no problema
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24-11-2016 - 23:11
A obesidade infantil tem vindo a ganhar proporções preocupantes em todo o mundo, sendo que Portugal não é exceção.
 
Para os especialistas, apesar do muito trabalho que tem sido desenvolvido junto das crianças e jovens nas escolas, a família acaba por não lhe dar continuidade, razão pela qual os números têm aumentado e as preocupações acompanham essa tendência.
 
O consumo excessivo de sal, de doces, o abuso nas gorduras e o sedentarismo, são desde logo, as principais causas da obesidade infantil e do excesso de peso.
 
Para os especialistas, o problema é de tal forma extenso que a solução tem forçosamente de passar por todos os que têm responsabilidades no processo educativo da criança.
 
“É essencial chamar os pais e avós à realidade atual e mostrar-lhes que ‘um miminho’ para os mais novos pode ser desastroso em termos de saúde.” É a posição resumida dos técnicos empenhados em mudar mentalidades e em mostrar que, os excessos fazem mesmo muito mal à saúde.
 
A ideia de que as crianças são mais felizes com os ditos ‘miminhos’, tem levado a alimentação a afastar-se do saudável para se colocar num plano prejudicial para a saúde e que compromete o próprio desenvolvimento.
 
A título de exemplo, uma lata de refrigerante comum, contém em média sete carteiras do açúcar que se coloca num café.
 
Feitas as contas, basta ingerir uma lata por dia para estar a prejudicar gravemente a saúde dos mais novos.
 
Ao mesmo tempo, os produtos hortícolas têm sido afastados das refeições nos últimos anos, quando são eles a base para o equilíbrio alimentar a par da fruta.
 
A forma como os alimentos são confecionados também faz toda a diferença. Evitar os fritos e apostar nas caldeiradas aromatizadas com ervas e pouco sal, são um contributo precioso para um desenvolvimento saudável.
 
Evitar os produtos processados como salsichas, pizzas e os tradicionais “panadinhos” que, apesar do peixe, acumulam um conjunto de nutrientes calóricos e pouco benéficos para a saúde, é outra opção importante. Isto para não falar nos produtos oferecidos pelas marcas de pré-industrializados, cujas embalagens atrativas escondem os prejuízos na alimentação.
 
Quando se pensa em chamar toda a família para a alimentação das crianças, assume-se a importância de educar quem prepara as refeições em casa, de forma a dar continuidade ao trabalho que está a ser feito nas escolas em que as ementas se aproximam da alimentação equilibrada.
 
Nesse sentido, pais e avós devem estar presentes em sessões de esclarecimento sobre a Roda dos Alimentos e hábitos de vida saudáveis, alertam os especialistas.
 
As avós têm a responsabilidade de transmitir os conhecimentos culinários tradicionais, como sendo a deliciosa sopa de legumes, a confeção dos hortícolas no acompanhamento dos pratos, a escolha do melhor peixe e das frutas mais saborosas para os intervalos das refeições.
 
É essencial ter em conta que, os ditos ‘miminhos’ para as crianças devem passar pelo tempo que se lhes dedica e pela alimentação saudável que se lhes oferece!
 
Cabe à família o exemplo de uma alimentação equilibrada para que os mais novos incutam esses hábitos e previnam “desvios” no futuro.
 
Claro que se pode comer um doce de vez em quando, tal como beber um refrigerante em dia de festa. A questão é não tornar esses produtos como base diária na alimentação das crianças e jovens.
 
Todos os sumos apresentam doses excessivas de açúcar; mesmo as formas ‘light’ ou ‘zero’, sem esquecer a cafeína e outros componentes prejudiciais a todos. O melhor ponto de partida, é suprimir a compra e gerir o consumo, optando por oferecer mais água às crianças e fazer um sumo de frutos em casa.
 
No mercado existe uma vasta oferta de produtos industrializados a que todos devem passar cada vez mais ao lado e, optar por uma extravagância num dia de festa. Os números mostram que não se tem sabido lidar com a oferta e com a forma como se compra pontualmente um produto menos saudável.
 
Cerca de 20% da população europeia é obesa e estas tendências são particularmente preocupantes entre as crianças e nos estratos socio-económicos mais desfavoráveis.
 
Portugal encontra-se numa das posições mais desfavoráveis do cenário europeu, apresentando mais de metade da população com excesso de peso e sendo um dos países do espaço da Europa em que é maior a prevalência de obesidade infantil, já que 30% das crianças apresentam sobrepeso e mais de 10% são obesas.
 
Estima-se que 1 em cada 5 crianças, na Europa, tem excesso de peso e sabe-se agora que esta afecção está relacionada com problemas físicos e psicológicos na infância e com um maior risco de contrair outras doenças e morrer prematuramente. Por conseguinte a prevenção e tratamento da obesidade infantil constituem uma prioridade em matéria de saúde pública.
 
Para além dos cuidados alimentares, a família deve proporcionar o exercício físico para todos.
 
As crianças e jovens necessitam em média de 60 minutos de exercício físico por dia. Tal como os adultos, é fundamental sair do sofá e aproveitar o tempo livre com atividades que promovam o movimento.
 
Brincar em família, é um ponto a favor da saúde de todos, pelo que é tempo de regulamentar o tempo frente ao televisor e com suportes digitais e ir para a rua aproveitar o tempo de forma saudável! 
 
Algarve Primeiro
 
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