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O que precisa saber sobre o stress

O que precisa saber sobre o stress
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24-02-2016 - 10:30
É cada vez mais comum ouvir a palavra «stress» em virtude do estilo de vida actual, como consequência do ritmo acelerado em que a maior parte das pessoas vive e também quando algo muda nas nossas vidas e parece que o mundo “vai desabar”.
 
Tendo por base o apontamento de José Pereira da Silva sobre saúde mental, “todos temos stress.”
 
O corpo humano está preparado para reagir ao stress, “mas o problema existe quando esse stress é excessivo.”
 
É o stress quem nos “mantém em alerta para evitar o perigo.”
 
Neste sentido, pode-se entender o stress como necessário para a própria qualidade de vida, na medida em que nos protege de situações perigosas e nos projecta para a capacidade de luta.
 
“Mas nem sempre é possível evitar ou alterar as situações que nos podem causar um excesso de stress. Sentirmo-nos presos e incapazes de alterar este sentimento.”
 
José Pereira da Silva clarifica, “quando o stress persiste, os seus efeitos criam desarmonia no corpo que enfraquece, perde resistências e pode adoecer.”
 
Por detrás das causas de stress estão naturalmente “as dificuldades de lidar com as pressões do dia-a-dia como aturar problemas financeiros, questões familiares, violência urbana, problemas no trânsito, mau relacionamento com colegas de trabalho ou chefes, entre outros.”
 
A Organização Mundial de Saúde coloca os problemas cardiovasculares, sobretudo a hipertensão, em primeiro lugar na lista das doenças profissionais. Mas logo a seguir, surgem também as perturbações psíquicas e físicas directamente relacionadas com o stress, que atingem mais de 50 por cento dos trabalhadores.
 
Esta é a realidade numa sociedade exigente e globalizada em que não há tempo a perder, em que se avaliam resultados e renovam metas diariamente. Este é o ritmo a que o ser humano está sujeito para “ter direito ao trabalho” nos dias que correm, razão pela qual aumentam significativamente as doenças profissionais relacionadas com o stress, bem como os casos de doença mental daí resultantes.
 
Para este especialista, “a chave para lidar com o stress é identificar os sintomas e as causas na sua vida e aprender formas de eliminar e reduzir este excesso de energia acumulada.”
 
Em primeiro lugar, importa reter que, “o stress é a resposta do organismo a determinados estímulos que representam circunstâncias súbitas ou ameaçadoras.”
 
O corpo humano desencadeia reacções que activam a produção de hormonas, entre elas a adrenalina, como forma de se adaptar à nova situação.
 
Desta forma, o indivíduo fica em "estado de alerta" e em condições de reagir.
 
Em poucos segundos, as hormonas espalham-se pelas células do corpo, a respiração e batimentos cardíacos aceleram; sintomas denominados "reacção de luta ou fuga". Ao acalmar-se, o corpo reequilibra- se, o que não acontece quando os efeitos do stress já são graves.
 
Basicamente, o stress “é uma reacção a qualquer mudança que requer um reajustamento ou resposta da nossa parte.” Podemos controlar o stress, porque afinal, ele tem origem na forma como lidamos e respondemos às situações “stressantes”, sublinha o mesmo especialista.
 
Há ainda quem acredite que uma certa dose de stress pode ser um bom contributo para se trabalhar melhor. O stress permitiria manter as pessoas mais atentas e estimuladas.
 
“Talvez seja verdade. Mas o stress também serve para criar angústia, tensão e receio de falhar. E quando atinge níveis excessivos, o stress pode mesmo ser o maior responsável por situações depressivas”, realça José Pereira da Silva no mesmo apontamento.
 
Para melhor controlar o stress, é fundamental ter em conta aquilo que nos “stressa” no dia-a-dia.
 
Toda e qualquer mudança provoca stress. O corpo precisa de um tempo de adaptação a uma situação nova, pelo que fica em alerta até que se sinta mais confortável.
 
“O nosso corpo reage a estas mudanças com respostas físicas, mentais e emocionais.”
 
Se é verdade que todos temos os nossos meios de reagir ás mudanças, é de anotar que, nem sempre as mudanças são encaradas de forma pacífica e à altura de fazer esse controlo no tempo devido, ou pelo menos na altura em que o sujeito gostaria.
 
Não é por acaso que cada pessoa tem o seu ritmo, tempo e forma muito própria de reagir e de lidar com uma determinada situação. 
 
O alerta acontece quando se ultrapassa o limite “do razoável”, ou seja quando o próprio sujeito já não se consegue controlar e responder a esse estímulo de forma positiva. Muitos entendidos dizem que, estamos no bom caminho quando sentimos que controlamos uma determinada situação, mas deixamos de estar na linha correcta quando se perde esse bem-estar e capacidade de resposta.”
 
Quer isto dizer que, tal como uma mãe sabe quando o filho está mesmo doente ou se trata de uma manha, também o indivíduo deve analisar os seus sintomas e ver até ponto se afastam da sua conduta e forma de estar na vida e não regressam a sua normalidade, pois estamos perante um sinal de alarme que exige apoio médico, “há tempo para estar triste, para estar enérgico em demasia, para perder as forças e para aceitar que algo correu mal, mas tem de haver o tempo para inverter esse estado e lutar.”
 
Muitos especialistas em comportamento humano afirmam que “mais de sete dias seguidos em estado de tristeza não pode ser tolerável, na medida em que o organismo começa a habituar-se a esse estado e a limitar a capacidade de inverter esse sentimento e de fazer face à vida, mesmo depois de algo muito forte que nos tenha ocorrido.”
 
As principais situações causadoras de stress na maior parte das pessoas são:
 
- A morte
- Multidões       
- Os congestionamentos de trânsito
- Casamento
- Gravidez
- Prazos
- Problemas judiciais
- Mudança de emprego
- Acidentes
- Divórcio
- Novo emprego
- Reforma
- Problemas financeiros
- Doenças
- Agressões políticas e sociais.
 
“Se não estiver certo das causas exactas do seu stress, conheça alguns dos sinais de alerta do stress. Quando conseguir identificar esses sinais, vai conhecer a forma como o seu corpo responde aos mesmos. Só assim conseguirá controlar e evitar tais situações”, sugere José Pereira da Silva rematando que, “quanto melhor conhecermos o nosso corpo, melhor estaremos a orientar as nossas acções e a prevenir doenças, pelo que devemos estar atentos a nós próprios e cuidarmo-nos diariamente.”
 
 
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