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O que nos impede de ser (mais) felizes?

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14-01-2014 - 11:34
A felicidade é sempre relativa e um ponto a atingir em qualquer fase de vida, contudo, se existem aspectos que podem reforçar a definição de felicidade, igualmente existem pontos que a condicionam e que nem sempre são tidos em conta.
 
É nesse sentido que, apontaremos algumas ideias que, seguramente podem melhorar a nossa forma de encarar a vida e, abrir portas a um caminho mais feliz.
 
Em primeiro lugar, temos a questão das expectativas; seja aquelas que criamos em relação aos outros, seja o que os outros esperam de nós e, aquilo que lutamos por conquistar e desafiar em nós mesmos.
 
Quer isto dizer que, perdemos grande parte do nosso tempo a tentar corresponder àquilo que os outros esperam de nós, sem que encaremos a nossa própria condição e que lutemos pela concretização dos nossos objectivos.
 
São muitos os entendidos em comportamento humano que, defendem a importância de uma auto-estima consistente como primeira condição para a felicidade, já que isso implica determinar objectivos pessoais, amor-próprio e, acima de tudo, uma consciência do nosso valor e daquilo que somos capazes de concretizar com as nossas características e potencialidades.
 
Esperar os resultados das expectativas que os outros criam a nosso respeito é pura perda de tempo, já que, é demasiado subjectivo e traduz contar com aquilo que não sabemos se existe ou se é possível concretizar. Basta que se tenha em conta que, com uma atitude podemos ganhar e perder o nosso valor para outra pessoa. 
 
O mesmo se estende a uma vida prisioneira daquilo que esperamos dos outros ao invés de sermos os protagonistas da nossa própria vida.
 
Um outro ponto limitativo da felicidade assenta no ciúme e na inveja que são uma característica humana que deve ser superada como forma de libertação interior. 
 
Ninguém consegue ser verdadeiramente feliz a “fisgar” o sucesso dos outros e a “cobiçar” o que conseguiram em detrimento daquilo que não se tem.
 
Assumir uma postura individual capaz de delinear planos e de seguir em prol dos seus objectivos, é sempre o ponto de partida para negociar as oportunidades e nunca ao contrário! 
 
Primeiro temos de saber o que somos, o que queremos e o que conseguimos fazer, só depois podemos integrar-nos no grupo e afirmar a nossa identidade.
 
Saber lidar com a frustração é outro ponto que se deve apreender desde os 12 anos de idade. 
 
É fundamental compreender que, o erro existe, que se corrige e supera para que se consiga lidar com a frustração de forma temporária e nunca instalada.
 
Os sentimentos negativos são importantes para nos fazer crescer e dar novas respostas à nossa vida; não devem impedir-nos de prosseguir pelo medo de voltar a tentar, pois é na correcção que amadurecemos e somos mais capazes de elevar o nosso conhecimento.
 
Um outro truque que se encaixa bem sempre que procuramos mudar algo em nós, é ter em conta que, mesmo que tenhamos alguma idade, podemos sempre transformar o que quisermos. 
 
Ter uma infância delicada, uma adolescência difícil, menos oportunidades ou afecto, não significa que tenhamos de nos condenar a vida inteira por uma “partida do destino”. 
 
Podemos sempre alterar aquilo de que não gostamos em nós e, o primeiro alicerce começa na tomada de consciência.
 
Só evoluímos quando reconhecemos que fizemos algo errado ou que se afastou daquilo que somos ou que queríamos fazer. Se algo não nos satisfaz, podemos e devemos ultrapassar e transformar essa forma de vida.
 
Temos variadíssimos exemplos disso, se um casamento nos faz infelizes, devemos optar pela mudança e, em casos extremos, pela separação, se queremos um novo emprego, devemos tentar procurar, candidatar-nos e, mais cedo ou mais tarde, podemos conseguir…
 
Não se pode compatibilizar a felicidade com a ilusão, muito menos com o passo de mágica que, naturalmente nos torna felizes.
 
A felicidade requer luta diária: a coragem de mudar, de afirmar, de mostrar, de encarar as situações e de transformar aquilo que é necessário. 
 
Ninguém chega ao topo dos seus sonhos se não lutar por isso e, sobretudo, se não souber aquilo que é gerador de felicidade.
 
Depois, o que nos faz felizes, não é propriamente o que faz as outras pessoas plenas e vice-versa. Todos somos seres únicos, com a nossa história de vida, os nossos medos, sonhos, ideais, objectivos, valores, pelo que é muito complicada a tarefa da comparação, da vida em função do outro, da espera que alguém nos dê algo…
 
Neste início de ano, temos mesmo de pensar de forma diferente, para podermos chegar mais longe e, de forma pessoal!
 
É fundamental ter desejos realistas e não procurar que a felicidade seja a concretização de sonhos irrealizáveis…
 
O que é realizável é aquilo que depende de nós, os demais sonhos, podem ou não acontecer…
 
Assim, fica o conselho:
 
“Aprendi a procurar a felicidade limitando os desejos, em vez de tentar satisfazê-los.” 
Stuart Mill
 
 
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