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O que fazer à tosse das crianças?

O que fazer à tosse das crianças?
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20-07-2015 - 15:18
A tosse das crianças é sempre um motivo de inquietação dos pais, sobretudo devido ao desconhecimento das suas causas e de não saberem como agir perante um cenário tão incomodativo para todos.
 
Importa reter que a tosse é um sintoma muito frequente e que, durante os meses de outono e inverno, é mesmo o principal motivo pelo qual os pais levam os filhos ao pediatra. 
 
Apesar de todas essas inquietações nem sempre a tosse constitui um problema.
 
A tosse é uma defesa natural do aparelho respiratório e serve para expulsar secreções ou pequenas partículas que se acumulam nas vias aéreas. Assim, a tosse impede que as secreções se acumulem nas vias aéreas e possam causar obstrução e dificuldade em respirar, ou mesmo infeção.
 
A tosse é, assim, um mecanismo protetor muito importante e um dos principais reflexos de defesa do corpo da criança. 
 
Com a tosse, as impurezas das vias aéreas são expulsas e a criança ou as deita para fora, através do nariz ou da boca, ou acaba por as engolir, passando-as para o estômago.
 
Segundo a informação pediátrica publicada na revista Pais& Filhos, a principal causa de tosse nas crianças são as infeções virais das vias aéreas superiores (constipações, rinites, inflamações dos adenoides, etc.), ou seja, as viroses que atacam principalmente o nariz e a garganta. 
 
Nestas situações, há uma inflamação das vias respiratórias com aumento da produção de secreções e a tosse é um mecanismo fundamental para a sua remoção, mantendo as vias aéreas desobstruídas para que a criança possa respirar normalmente.
 
«Estas crianças estão constipadas e têm tosse. Mas, para além disto, não têm mais nada. Brincam normalmente, estão bem dispostas, comem razoavelmente e, principalmente, não parecem doentes.»
 
É neste cenário que surge a tosse a meio da noite, a tal que não deixa ninguém dormir em casa e para a qual é preciso observar que, durante o dia, com a brincadeira e o facto de estar a maior parte do tempo de pé ou sentada, a criança tem menos tosse. 
 
À noite, quando a criança se deita, as secreções começam a escorrer para trás, acabando por se acumular na região da garganta. 
 
Para se defender, a criança tosse. É por esta razão que ela se deita bem e que, passado algum tempo (o tempo que as secreções levam a cumularem-se) começa a tossir, esclarece o pediatra citado pela Pais&Filhos.
 
De acordo com a mesma publicação, «por vezes, a tosse é rouca, irritativa, que surge por ataques e a que muitas vezes se chama tosse ‘de cão’. A sua causa é uma infeção viral da laringe (uma laringite), geralmente sem consequências.
 
É uma situação que pode ser muito incómoda para a criança e provocar alguma ansiedade nos pais, porque tem ‘ataques’ durante os quais não consegue parar de tossir.»
 
Antes de recorrer no imediato aos cuidados de saúde, é importante avaliar a gravidade da situação. Segundo a revista Pais&Filhos, estas são as situações em que não se deve preocupar: 
 
- a tosse começou gradualmente;
- a tosse mantém-se há alguns dias, mas já está a melhorar;
- a criança não tem aspeto doente;
- brinca como habitualmente;
- dorme bem à noite;
- não tem febre ou vómitos;
- mantém o apetite;
- não tem dificuldade em respirar.
 
Há no entanto, situações em que se deve procurar a ajuda do médico assistente ou do pediatra da criança: em casos de uma bronquiolite, asma ou pneumonia. 
 
É de ter em conta que, «em algumas crianças, principalmente nas mais pequenas e nas que vão pela primeira vez para o infantário, a tosse pode manter-se por períodos longos, por vezes superiores a um mês.»
 
Para ajudar a “acalmar” a tosse, os mesmos especialistas da revista Pais&Filhos recomendam o que se pode fazer em casa.
 
«É muito importante que a criança esteja bem hidratada, pelo que a ingestão de líquidos se torna no primeiro passo essencial para que as secreções fiquem fluidas e possam mais facilmente ser removidas pela tosse. 
 
Se existem secreções no nariz, ou uma obstrução nasal, pode ser necessário colocar soro fisiológico no nariz. Por vezes, pode ajudar a realização de aerossóis com soro fisiológico.
 
É também importante ajudar a criança a remover as secreções que estão a provocar a tosse. Para isso, deve ser aspirado o nariz com frequência e, nos casos mais graves, fazer cinesioterapia respiratória.»
 
Se a criança sofre de algum tipo de alergia, «principalmente ao pó ou aos ácaros, há que ter muito cuidado e não deixar que o pó se acumule no quarto para que não haja surpresas durante a noite. 
 
É fundamental que a criança evite ambientes poluídos, nomeadamente aqueles em que existe fumo de tabaco. 
 
O tabaco deve ser proibido em casa, sobretudo no quarto da criança, e quando esta anda de carro.»
 
Os pais também sabem avaliar quando a criança está mesmo doente e precisa de ajuda médica, por isso, não se deve hesitar quando:
 
- a tosse começou de repente, com a criança a engasgar-se quando leva alguma coisa à boca;
- a criança tem um aspeto doente;
- não quer brincar;
- não consegue dormir à noite;
- tem febre alta;
- tem vómitos persistentes;
- recusa alimentar-se;
- tem dificuldade em respirar ou pieira;
- a tosse se agrava de dia para dia ou se se mantém por mais de 10 dias.
 
«Muitas vezes, basta ao médico ouvir a tosse para perceber logo o que se passa e a gravidade (ou não) da situação. 
 
Noutros casos, a criança tem de ser observada e pode mesmo ser necessária a realização de alguns exames, como uma radiografia.»
 
A mesma publicação faz ainda alusão aos xaropes para a tosse que causam também tantas dúvidas aos pais…
 
«Existe muito a noção de que, se a criança tosse, é porque precisa de um xarope,» mas na realidade as coisas não são bem assim e, nunca é demais acrescentar o conhecimento acerca desses medicamentos.
 
«Os xaropes ou medicamentos para a tosse podem ser de três tipos:
 
- supressores ou antitússicos,
- expetorantes ou mucolíticos;
- misturas dos dois.
 
Consoante o tipo de tosse, podem ser usados diferentes medicamentos. 
 
Um antitússico vai fazer com que a criança deixe de ter a capacidade de tossir. Só em situações de tosse muito seca (sem expetoração) é que devem ser administrados.»
 
O pediatra alerta, « não se esqueça de que, a tosse é um mecanismo protetor e serve para a criança desobstruir as vias respiratórias. Sem a tosse, as secreções podem acumular-se nas vias respiratórias e a criança ficar com dificuldade respiratória, ou mesmo uma infeção.
 
Por isso, uma criança com muitas secreções não deve tomar um xarope antitússico. Pela mesma razão, este tipo de xaropes não tem qualquer interesse se a criança está apenas constipada.»
 
Na sua publicação, o pediatra aconselha: «em muitos casos, os xaropes podem fazer ainda pior, como muitos pais já tiveram ocasião de perceber.
Os xaropes expetorantes, pelo contrário, servem para tornar as secreções mais líquidas, para que possam ser mais facilmente eliminadas com a tosse. 
 
Como é lógico, só devem ser usados na criança com tosse e expetoração espessa, difícil de expulsar, e não têm qualquer interesse se a tosse é seca. Estes xaropes nunca devem ser dados a crianças pequenas, principalmente se com menos de um ano.»
 
É de anotar que, deve ser o médico a decidir se a criança necessita de um xarope para a tosse e qual o xarope mais indicado em cada situação.
 
Para finalizar, o pediatra citado pela revista Pais&Filhos recorda:
 
«a tosse é muito frequente em crianças e pode ter muitas causas;
- o seu tratamento deve ser o tratamento da doença que a provoca;
- as medidas mais úteis são simples e consistem principalmente em dar líquidos à criança; fazer aerossóis com soro fisiológico, desobstruir o nariz e evitar o fumo de tabaco;
- os xaropes para a tosse não são geralmente necessários e, se forem necessários, devem ser sempre indicados pelo médico e por curtos períodos.
- sempre que tiver dúvidas, fale com o seu Pediatra.»
 
 
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