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O que é ser amigo/a?

O que é ser amigo/a?
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16-01-2016 - 21:43
Todos pronunciamos a palavra amigo/a desde muito cedo.
 
No infantário conhecemos os primeiros amigos, na escola segue-se a conquista das amizades que, ao longo dos vários níveis de ensino, vão assumindo um papel nas nossas vidas. 
 
Há aqueles que permanecem no tempo, há os que se perdem a meio do percurso, há os novos que surgem e, na maioria dos casos, há um pequeno grupo de pessoas a quem chamamos amigos após a escolaridade.
 
Se há quem diga que os verdadeiros amigos se conquistam na infância; na fase em que estamos mais despertos para essas conquistas, há quem não tenha dúvidas de que se podem construir amizades ao longo da vida, já que basta um pequeno pretexto para que duas pessoas se conheçam, para que partilhem algo em comum, para que encontrem um conjunto de interesses para desenvolver em conjunto e daí por diante.
 
Teoricamente, o mundo das amizades é muito mais facilitado que os demais, pois o amigo é aquele que não tendo uma relação familiar, assume um  papel específico na vida humana. 
 
É uma pessoa que faz parte da nossa vida de forma “gratuita”, que não cobra, que não pressiona, que não exige o que quer que seja e, acima de tudo, que nos aceita em troca do mesmo respeito, o que nem sempre acontece nas relações familiares.
 
É ainda de realçar que, se as amizades fossem assim tão lineares, provavelmente nem teríamos capacidade de receber e de manter tantas relações ao longo do nosso percurso, pelo que não se pode deixar de ter em conta que, um amigo é mesmo alguém muito especial, é alguém que nos faz bem só por existir, só por ser nosso amigo!
 
Segundo Marina Barbieri, “as amizades são entendidas de diferentes formas em cada etapa de vida, muito produto das experiências individuais, mas também devido ao natural processo de desenvolvimento e envelhecimento. 
 
Não dispomos da mesma tolerância nos vários períodos de vida, tal como não encaramos as pessoas e as relações que estabelecemos da mesma forma que noutras etapas anteriores.”
 
Por isso, “acabamos por ser mais selectivos, por nos tornarmos mais exigentes e, muitas vezes, incapazes de dar resposta a tantas solicitações. Vejamos a disponibilidade natural que temos antes de um casamento, antes de assumirmos a parentalidade e depois de acumularmos essas funções…”
 
Talvez não seja por acaso que nos adaptamos a umas pessoas e “dispensamos outras” que nos exigem mais. “Isso não quer dizer que os outros sejam melhores ou piores, simplesmente deixamos de ter energia e capacidade para manter um determinado laço fisicamente por ele superar a nossa capacidade de resposta.”
 
Um amigo que nos exige tempo, que cobra atenção, que reclama a nossa falta de disponibilidade, certamente que não será uma pessoa a manter na nossa vida quando não possuímos essa capacidade. “Por muito que se goste de outra pessoa, o sufoco, a sensação de sacrifício em alimentar uma amizade, acaba por destruí-la mais depressa do que pensamos.”
 
A explicação é simples: “as pessoas que não compreendem as nossas escolhas em determinado momento de vida, acabam por se tornar ‘venenosas’ e prejudiciais à nossa felicidade, por muito que já tenham sido fantásticas, amorosas e excelentes ouvintes.”
 
O problema resulta da falta de compreensão do outro, de alguma inveja face ás suas escolhas e de pouco interesse pela sua própria vida, pelo é mais fácil manter amizades com percursos paralelos do que pessoas muito diferentes e com opções muito afastadas das nossas.”
 
Com o passar do tempo, “existe como que um ‘refinamento’ das nossas escolhas. Uma pessoa que fazia parte da nossa vida sem sabermos muito bem como e porquê, passa a assumir um papel secundário quando de um novo desafio se trata. 
 
No fundo tal acontece porque os amigos, na maior parte dos casos, não surgem por escolha, mas pela partilha de sensações positivas nos mais variados momentos e contextos de vida. 
 
Quando se perde essa capacidade, são os sentimentos negativos que tomam conta da relação, não deixando espaço para os momentos maravilhosos que a caracterizaram no passado.”
 
Para Mariana Barbieri, “é fundamental rodearmo-nos de pessoas que nos fazem bem, que nos ajudam a desfrutar de boas sensações, só pelo facto de aceitarem aquilo que temos para retribuir e, isso não é uma tarefa fácil porque requer empenho e naturalidade ao mesmo tempo.”
 
Uma amizade que “inclui sofrimento, maus-tratos de qualquer ordem, inveja, ciúme ou traição, efectivamente não é uma relação saudável.”
 
Ao longo da vida também vamos tentando compreender o que é ser amigo, razão pela qual não se esgota a procura, o encontro e a conquista, simplesmente vamos sendo mais exigentes e, logo menos disponíveis para encetar relações que à partida não nos suscitem confiança.
 
“Um amigo pode magoar-nos, mas com delicadeza, sob pena de deixar de assumir esse papel. Pode e deve dizer o que sente e o que pensa, mas com esse cuidado para não ferir o outro, pode acompanhar a nossa vida, manifestar-se nas nossas opções e escolhas, mas com subtiliza, sem autoridade ou arrogância, cobrança ou qualquer tipo de pretensão, pois caso contrário, o limite da relação será ultrapassado.”
 
Desvendar a amizade é mesmo um processo longo e que só acontece no tempo, “na maioria dos casos, podemos conviver longos anos com uma pessoa e não conhecer a maior parte das suas características negativas, pois a delicadeza utilizada na relação, também tem esse ponto nocivo: ocultar aspectos que, um dia ‘pesam’ na balança e afastam as pessoas.”
 
As amizades com “prazo de validade” são as que se revestem de sentimentos negativos que, efectivamente são “proibidos” nas relações que se querem abertas, honestas e sinceras é a posição de Mariana Barbieri.
 
A mesma especialista sublinha a importância de “não arrastar relações que se escondem por detrás de uma amizade e que nos prejudicam, magoam e deprimem.”
 
Muitas vezes, a palavra amizade serve de pretexto para a crueldade, para a má intenção, para o julgamento, para a maldade, para a manipulação e até chantagem para com aquilo que se sabe e se viveu em comum, “por isso é preciso estar atento, disponível e não permitir essa ‘acumulação de lixo tóxico’ nas nossas vidas. Sem nos darmos conta, saímos com pessoas que nos proporcionam mau-estar e incómodo, que nos ‘desafiam’ os limites, mas que a troco de uma amizade, se sentem livres para nos ferir.”
 
É preciso reavaliar as amizades de vez em quando, pois “apesar dos muitos momentos já experienciados, uma pessoa pode surpreender-nos pela positiva ou negativamente numa qualquer ocasião. Há quem seja capaz de, na presença de outros, se revelar um amigo completamente diferente daquilo que conhecíamos, tal como há pessoas que fingem amizades e sentimentos, sem esquecer a coragem para desmentir, para gerar conflitos muitas vezes graves.”
 
Nem sempre a amizade é sentida da mesma forma pelas duas partes. “Isso acontece, faz parte da vida, mas não podemos aceitar ou arrastar!”
 
Tenha ainda em conta que, “não existem segundas oportunidades em qualquer tipo de relação e, na amizade essa realidade assume maiores proporções pela essência do próprio conceito. Uma pessoa que mostra não ser sua amiga uma vez, não mais conseguirá conquistar a sua confiança (por muito que faça de conta ou que queira acreditar nisso), logo não vale a pena procurar um sentimento que não existe naquela pessoa. 
 
No entanto, não tem de cultivar inimigos, basta que não os coloque numa posição próxima da sua vida e com o estatuto de amigo.
 
 
 
 
 
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