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“O dinheiro não é tudo na vida”, mas ajuda muito!

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10-09-2013 - 22:21
Esta semana vamos sonhar um pouco mais alto! Vamos percorrer a história de vida de um homem, relativamente jovem que, de um momento para o outro, se viu rodeado de dinheiro e afastado de um conjunto de prazeres que havia construído.
 
Vamos chamar César ao rapaz de 37 anos que, desde muito cedo lutou por uma vida melhor.
 
Era um de quatro irmãos e, na altura a família vivia sérias dificuldades. Não lhes faltava o sustento, mas tudo o resto tinha de ser muito bem ponderado e seleccionado, já que o orçamento familiar não permitia grandes luxos.
 
Aos 14 anos, quando começou a trabalhar, César tinha em mente procurar uma condição que lhe permitisse ajudar a família e, ao mesmo tempo, poder concretizar alguns sonhos de menino.
 
Começou por cantar em festas de aldeia e tocar acordeão, um instrumento que lhe tinha sido deixado pelo avô e que estava carregado de memórias e de momentos bem sucedidos.
 
Autodidacta, sempre acreditou nas suas capacidades musicais e queria ir mais longe, chegar onde fosse possível.
 
Um amigo de longa data que sabia muito bem desse gosto musical apurado, convidou-o para ser DJ numa das festas de aniversário que realizou em sua casa. E como era ricaço esse seu amigo!
 
Era um daqueles “fulanos” que muitos invejam, mas César acreditava que lidar com gente rica seria um passaporte para melhorar de vida, pelo que não invejava o amigo, mas sim, ajudava-o a ter mais sucesso.
 
Nessa festa, foram muitos os aplausos que recebeu e a oportunidade estava prestes a chegar…
 
Um empresário ofereceu-lhe formação como DJ e colocou-lhe um conjunto de instrumentos ao dispor.
 
Rapidamente César passou a colocar música para grandes públicos e sempre com entusiasmo. Era recebido calorosamente e, o seu primeiro desejo estava concretizado: conviver com gente rica e ganhar muito dinheiro!
 
Saiu da casa dos pais aos 16 anos e passou a oferecer-lhes uma renda mensal que bastante os ajudou a dar alguns luxos aos irmãos.
 
Dava-lhe prazer ver os irmãos a receber bons estudos, uma alimentação equilibrada e a viverem num ambiente confortável, mas exigia-lhes trabalho!
 
Nunca permitiu que algum dos seus se “encostasse” aos rendimentos, pois seria na luta que iriam encontrar também o seu caminho.
 
Aos 18 anos, César conheceu o grande amor da sua vida: Irene.
 
Dois anos mais velha do que César, Irene era tudo o que idealizava numa mulher. Iam para todo o lado juntos, inclusive para trabalhar e era ela quem lhe dava força para prosseguir naqueles dias em que o cansaço de quem perdia mais uma noite, reclamava.
 
Foi pai com 21 anos e, foi um dos dias mais felizes da sua vida.
 
Comprou uma belíssima casa nos arredores da Grande Lisboa e, o caminho estava aberto para uma vida de sucesso.
 
Dentro de César existia uma enorme paixão pela noite, muito embora se sentisse realizado em termos emocionais, mas sentia Irene cada vez mais adiante, apesar de o acompanhar em algumas situações, mas o filho exigia-lhe muito tempo e nem sempre conseguia conciliar tudo.
 
César não perdia uma boa farra, sempre pedindo desculpa a Irene por faltar uma noite em casa, mesmo que não estivesse a trabalhar, mas no seu pensamento quase juvenil, estava a ideia de que só se vive uma vez e, com tanto dinheiro, não fazia sentido estar à margem das grandes salas e momentos de diversão.
 
César dizia que, para conseguir inspiração para ganhar dinheiro, precisava de estar feliz, rodeado de gente rica e num ambiente que o cativasse para dançar e beber.
 
O filho já tinha 4 anos quando o organismo de César passou a reclamar descanso e um estilo de vida mais saudável.
 
Irene dizia-lhe que, com todo o dinheiro que tinham podiam muito bem mudar de vida, mas César resistiu até ao dia em que teve de ser hospitalizado.
 
Os seus níveis vitais estavam todos alterados e teve que ficar em observação vários dias.
 
Na carta do médico dizia-se com todas as letras que César tinha de mudar de vida urgentemente.
 
A partir desse dia, César já com mais de 30 anos, optou por sair de Lisboa e rumar ao Algarve com a mulher e o filho. Procurava um estilo de vida melhor para todos.
 
Comprou uma casa mais modesta numa quinta rural onde podiam todos estar mais descansados e contactar com a natureza e, permaneceu algum tempo sem trabalhar e a pensar no que poderia fazer.
 
Com mais tempo livre, César reparava que Irene estava cada vez mais distante, precisamente numa fase em que ele estava tão disponível para o amor…
 
César fazia de tudo para a agradar. Cuidava da casa, pagou a trabalhadores para manter aquela quintinha sempre organizada e com tudo impecável.
 
Dinheiro não era problema, pois havia juntado largos milhões enquanto trabalhou com os magnatas da música, e com a venda da luxuosa casa em Lisboa, mas o filho estava mais ligado à mãe, afinal estivera com ela desde o primeiro dia e, Irene nunca deixou o filho para ir com o marido sair ou trabalhar, já sentindo que, o seu bem mais precioso não poderia ser colocado em segundo plano numa idade tão delicada de crescimento.
 
César estava cada vez mais sozinho. Mesmo os amigos que o visitavam no Algarve, faziam-no para desfrutar de umas férias de luxo e sem custos!
 
Num dia, Irene avançou mesmo com a conversa: pediu a separação. Não estavam casados, mas tinham um percurso em comum. 
 
Foi um choque para César que acreditou sempre que seria uma fase passageira, mesmo que a crise conjugal já se mantivesse há 3 anos…
 
Irene saiu de casa e levou o filho. César não podia voltar ás discotecas e tinha mesmo de olhar para si e de criar uma alternativa de vida naquele vazio emocional.
 
Com o único amigo que mantinha por perto, decidiu percorrer alguns locais no Algarve; do Barlavento ao Sotavento e, em sociedade, criaram uma quinta de turismo rural.
 
Irene visitava o Algarve uma vez por mês com o filho e já tinha recomeçado a sua vida com uma amiga também separada e com um filho, o que foi outro golpe emocional para César que se mantinha sozinho.
 
Depressa o seu novo negócio começou a dar frutos e recebia gente de toda a parte, mas dentro de si acumulava-se a tristeza de ter perdido o grande amor da sua vida e de estar longe do filho.
 
Depois Irene não queria o filho educado com os luxos do pai e controlava muito bem todos os presentes, depositava o dinheiro para um momento mais difícil e comprava-lhe uns ténis de marca no meio de muitos outros equipamentos de linha branca, o que era uma frustração para César queria a todo o custo agradar o filho e dar-lhe presentes caros.
 
Com algumas limitações na saúde, César passou a frequentar um ginásio, a ter mais cuidado com a alimentação e a ter de respeitar os horários de sono religiosamente.
 
No seu novo modelo de vida, conheceu Kate, uma jovem irlandesa que frequentava a sua quinta para férias.
 
Começaram a namorar, mas César não vislumbrava um relacionamento duradouro, porque Kate adorava a noite, bares, discotecas e, ele mesmo com tanto dinheiro no bolso, não podia frequentar esse tipo de ambientes…
 
Com uma vida mais modesta, Irene estava muito feliz com o filho e a amiga, fazia doces para uma cadeia de restaurantes em Lisboa, organizava eventos e estava com a sua vida equilibrada, sem grandes luxos, mas muito feliz com a sua “sócia” que era o grande alicerce emocional e na empresa que formaram em conjunto…
 
César já não conseguia viver sem a ambição de ter cada vez mais dinheiro e, Irene não queria ter muito dinheiro; mais do que o necessário para o conforto e algumas sobras.
 
Esta realidade separou-os irremediavelmente e já condicionava a relação de pai e filho.
 
Por seu turno, César tinha dificuldades em encontrar amigos ou mesmo um amor duradouro porque, cada vez mais o seu modelo de vida é um “isco” para quem pouco ou nada tem…
 
Nos seus desabafos, dizia que a única solução de vida que lhe restava para se sentir minimamente realizado era ganhar mais e mais dinheiro.
 
 
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