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Neide Laranjo (Santa Luzia)

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14-05-2015 - 15:21
Neide Laranjo directora técnica do Centro Infantil da Cruz Vermelha de Moncarapacho, falou ao Algarve Primeiro, sobre a sua experiência, o seu percurso, os seus sonhos e, sobretudo a forma como encara a profissão e a responsabilidade de preparar as crianças para o futuro.
 
Num tempo em que todos andamos à pressa, em que nos preocupamos com o bem-estar dos nossos filhos e, sobretudo com a qualidade das instituições de ensino, parámos literalmente “ás quatro rodas” no Centro Infantil da Cruz Vermelha de Moncarapacho e desafiámos Neide Laranjo, directora técnica do espaço, a falar-nos acerca da sua experiência, do seu percurso, dos seus sonhos e, sobretudo da forma como encara a profissão e a responsabilidade de preparar as crianças para o futuro. E o resultado foi este. Uma história de vida notável, uma capacidade extraordinária de escrever e descrever sentimentos e emoções e, um brilho no olhar capaz de contagiar gerações…
 
Começando por citar Miguel Torga, “Se parasse de medo no meio do caminho. Também  parava a vela do moinho. Que mói depois o pão de toda a gente.”,Neide Laranjo também se rendeu ao discurso numa escrita muito pessoal e que poderia muito bem ilustrar páginas de um livro…
 
Sou uma ‘eterna insatisfeita’… Pensei muito se deveria dizer esta frase, pois quando falo em insatisfação não me refiro a bens materiais (bem, talvez sim, quando falamos da possibilidade de viajar!)… É mais uma insatisfação curiosa que, se por um lado me cansa, por outro me ‘empurra’, me ‘obriga’, uma sede de experimentar e tentar o novo…
 
E sou assim desde que me lembro de mim! Para dizer a verdade este meu ‘estar’ pode ser tanto uma qualidade como um defeito mas, acredito eu, tudo aquilo que nos define pode tanto ser bom quanto mau - depende da forma como gerimos a nossa própria pessoa… e, infelizmente, nem sempre é possível gerirmo-nos como nós próprios gostaríamos e, ainda menos, como o outro por vezes espera.
 
Nasci em Agosto de 1973 e, desde que me recordo de mim mesma, sempre quis ‘trabalhar’ com crianças - a palavra trabalhar está entre aspas não por acaso mas porque este ‘trabalhar’ não é muito um trabalhar! Eu tenho o prazer, a sorte e o privilégio de fazer o que amo! Sim, é um trabalho - acarreta inúmeras responsabilidades, inúmeros riscos, inúmeras incertezas, inúmeras actividades ou obrigações que não são contempladas nas horas que passamos na escola. 
 
Qualquer pai ou mãe saberá o que quero dizer…, só tem de multiplicar por 20! Porque sim, esta profissão de educadora de infância é um desafio permanente, obriga (e ainda bem) a adaptações constantes, a aprendizagens que, por vezes, eu pensava que já tinha feito e afinal só agora estou a aprender! O mais giro? É que o convencimento inicial que trazemos connosco (logo após a formação inicial) de que nós (adultos) vamos decidir, determinar e ensinar as nossas crianças sobre como é o mundo e como funciona, logo cai por terra… os nossos mais miúdos são uns génios! 
 
Génios da lâmpada que, por vezes, nos surpreendem com tamanha sabedoria e tamanha capacidade de ver o mundo como ele é. 
 
Terminei o meu curso de educadora de infância em Junho de 1994 com 21 anos e consegui colocação naquela que, ainda hoje, considero como a minha melhor experiência de vida profissional - a educação pré-escolar itinerante que, como o próprio nome indica, fazia o caminho inverso ao que normalmente vemos a escola fazer com a família: a escola ia, literalmente, a casa da criança! Devo confessar que toda a família fazia parte integrante do processo educativo e que a educadora passava, também rapidamente, a fazer parte da família. Esta troca nunca poderá estar errada quando falamos de educação - muito menos quando falamos de educação pré-escolar ou educação da primeira infância. Muito menos estaria errada pelo facto de começarmos a ‘trabalhar’ na sala ou na cozinha e, sem saber muito bem como, de repente nos encontrarmos na pocilga tendo o porco como nosso amigo e compincha ou na capoeira a apanhar ovos (e a tremer de medo porque nunca antes havia privado com uma galinha que, aos meus olhos, era enorme e assustadora). 
 
Então, e voltando um pouco atrás, sim: eu aprendi muito com os meus meninos e continuo a aprender todos os dias!
 
Sou filha de pescador, sempre vivi em Santa Luzia junto à nossa Ria Formosa e os meus conhecimentos das ‘coisas da terra’ são, ainda hoje, muito poucos. Mas aprendi, nesse meu ‘trabalho’ pela itinerância, aprendi a reconhecer limoeiros e alfarrobeiras já que por debaixo delas nos sentávamos a contar histórias, a reconhecer as calcinhas de cuco e o trigo dourado quando, todos juntos (adultos e crianças do monte), íamos apanhar flores para fazer o ramo do dia da espiga. Até aprendi que os sapos da ribeira não nos atacam (embora ainda hoje desconfie desta realidade porque no fundo sou uma mariquinhas) e que nunca devemos deixar os vidros do carro abertos quando estamos pelo campo…, a galinha pode depois tomá-lo como seu novo lar e recusar-se a sair para que possamos regressar a casa…
 
Podia ter aprendido muito mais, queria mesmo ter aprendido muito mais! O melhor? Era uma troca constante, um entrelaçar as mãos à obra para dar o melhor da escola aqueles miúdos. É claro que muito mais sobre esta experiência fica por dizer mas, queria apenas que se percebesse de onde vem esta vontade de partilhar, de dividir responsabilidades, alegrias, aventuras ou até mesmo tristezas com as famílias das crianças que fazem parte da minha vida.
 
Após esta experiência ‘maravilha’, fui colocada nos Apoios Educativos (conhecidos agora como intervenção precoce) e aguentei um ano lectivo. Digo aguentei porque acredito que temos de gostar do que estamos a fazer para o fazer bem feito, para nos entregarmos já que quando isso acontece acontece também magia no nosso dia a dia. Esta colocação, ao contrário da primeira, obrigou-me a trabalhar com apenas uma criança por dia - apesar de estar presente nas salas de colegas educadoras com os grupos de crianças, trabalhava apenas com uma ou duas crianças. Sei que cumpri o meu trabalho, mas não fui feliz. Chegava a contar os dias para terminar o ano lectivo e sentia-me culpada por isso. 
 
Fui convidada para permanecer na equipa, havia mesmo a possibilidade de ficar anos - não teria de me preocupar com colocação… Não consegui. Não fiquei. Não era feliz. Eu queria era ‘roubar’ os meninos das colegas só para mim! Queria ‘roubá-los’ e fazer mil e uma coisas com eles enquanto grande grupo! Fiquei desempregada em Agosto de 98. 
 
Em Outubro de 99 vim a uma entrevista aqui, nesta casa onde ainda me sinto feliz. Fiquei. Como as boas notícias por vezes custam a chegar mas quando chegam podem vir acompanhadas, iniciei também funções como entrevistadora do Instituto Nacional de Estatística nesse mesmo ano. Até hoje cumpro as duas funções. Gosto de ambas. Juntas perfazem um horário laboral bem alargado mas é a ‘tal coisa’ - eu gosto das duas…
 
Cada dia na cá escola, cada aprendizagem realizada (por miúdos ou graúdos), cada conquista dos meus meninos e meninas, cada sorriso ou beijinho da manhã, cada momento partilhado, cada flor que me é oferecida e foi apanhada no caminho até à escola, cada ideia absurda ou tola, cada pedacinho de si que cada um deles se propõe a oferecer-me são o maior e melhor motor de motivação.
 
 Acredito veementemente que educamos pelo exemplo e acredito veementemente na família. Acredito que escola/família são indissociáveis e que toda a criança beneficia com uma família presente na escola e uma escola presente na família. Acredito que um dia teremos a escola ideal e dela fará parte, sem qualquer margem para dúvida, um maior envolvimento das famílias e uma (ainda) maior troca de saberes entre escola e família.
 
Uma escola que eduque para pensar e não para reproduzir, copiar, debitar. Uma escola que ensine aos nossos meninos que nós criamos as nossas próprias barreiras, nós criamos as nossas próprias limitações - se eles tiverem esta consciência poderão sempre destruir essas barreiras e limitações antes que elas se imponham nas suas vidas. Sei que posso parecer sonhadora, com uma visão bastante infantil do mundo até…, eu poderia dizer que é da profissão mas não é assim.
 
Lembram-se da ‘eterna insatisfeita’? Pois, o que acredito é que podemos sempre fazer mais e melhor, dar mais e melhor, tentar mais e melhor. Um pai de uma criança nossa disse-me um dia que podemos sempre almejar a excelência e eu acredito nisso mesmo. Enquanto eu sentir que poderemos fazer melhor vou sempre sentir vontade de tentar. 
 
Mas nunca sozinha, sempre com uma equipa que me ajuda. Principalmente desde que, em 2003, assumi o cargo de directora técnica do Centro Infantil. Com o cargo vieram maiores responsabilidades e, aí sim, veio o Trabalho! Mas, felizmente, tenho a sorte de trabalhar com um grupo de colegas que, na sua maioria, tem a mesma vontade, a mesma motivação, a mesma crença em fazer sempre mais e melhor pelos nossos meninos e meninas. Não vou dizer que não é difícil, claro que por vezes é! Há dias mesmo difíceis, dias em que não apetece estar. Mas, até nesses dias, me sinto uma privilegiada porque, por muito mau que seja, há sempre uma criança que nos arranca um sorriso ou uma gargalhada no momento mais inesperado e pronto - lá se vai metade do mal-estar.
 
Passo o dia rodeada da inteligência a divertir-se, rodeada da inocência, da sinceridade que pode chocar (e por muitas vezes choca os adultos), passo o dia rodeada da honestidade daqueles ‘Gosto de ti!’ ou até mesmo dos ‘Estou chateado contigo!’, passo o dia a dar e receber abraços apertados e beijos molhados na bochecha (que eu continuo a limpar logo como fazia em pequena fazendo com que a minha mãe se ‘zangasse’ comigo).
 
Recebo, com bastante regularidade, adolescentes que me vêm ver e visitar e perguntar ‘Então Neide, tudo fixe?’ – são mesmo os meus pequenos que cresceram e que agora quando me visitam e me colocam debaixo do braço e me beijam e abraçam quase para sufocar. Estão com 21 (já pais e mães), com 19, 15, 13 mas não se esquecem de nós, não se esquecem de mim. E, quando olho para eles e os vejo tão crescidos e bons meninos e meninas, é-me impossível não sentir orgulho neles e em mim: afinal eu ajudei, afinal eu fiz (e faço para muitos) parte da vida deles, quiçá da parte mais importante da vida deles… Quem poderia desejar melhor motivação para fazer bem feito o seu ‘trabalho’?!
 
Nasci no dia 13 de Agosto de 1973 em Benguela (Angola) e, à minha espera, estava a melhor família do mundo: uma irmã (Céu, 6 anos mais velha), o Pai Eduardo e a Mãe Ermelinda. Regressamos a Portugal em Julho de 74 apenas com a mala dos tecidos que a minha mãe usava para nos fazer (a mim e à mana) os vestidos pimpins da época. De resto tudo se perdeu. Mas não se perdeu a força, a vontade de trabalhar dos meus pais, a vontade de proporcionar o melhor às filhas e, principalmente, nunca se perdeu o amor que nos une.
 
Vivi sempre em Santa Luzia em casa dos avós maternos mas também junto dos avós paternos e tios e tias e primos. Aos 15 anos comecei a trabalhar nas férias do Verão (contra a vontade dos meus pais que não queriam) para poder ter o meu dinheiro - já andava de olho ‘naquela’ mota que eu queria muito (ah, sim…, ainda não disse: sou ‘viciada’ em motos e carros e gadgets e viajaaaaaaaar). 
 
Terminei o 12º ano com 17 anos e entrei na Escola Superior de Educação da Universidade do Algarve no Curso de Educadores de Infância com 18 - sempre quis ser educadora, desde muito pequena. A minha mãe conta que aos 2/3 anos eu queria ser ‘lavadeira e mãe’ de profissão mas eu recordo-me apenas de querer ser ‘professora dos mais pequenos’. Continuei sempre a trabalhar nos verões e, entretanto, já dava umas voltinhas na minha mota.
 
Terminei o Bacharelato em 94 (turma de 91-94) e comecei a trabalhar na Educação Pré-Escolar Itinerante embora também trabalhasse à noite num bar em Santa Luzia.
 
Em 96 ingresso no Grupo de Teatro da Casa da Cultura de Loulé - a minha terapia! Fazer teatro é a melhor e mais libertadora terapia que poderia ter descoberto - ainda hoje faço parte do grupo tendo participado em várias peças para adultos e de teatro para a infância e, no mesmo ano, a 26 de Fevereiro, nasce o meu primeiro mais que tudo sobrinho/afilhado Miguel.
 
Em setembro de 99 torno-me entrevistadora do INE e, em outubro, sou admitida no Centro Infantil de Moncarapacho, agora pertencente à delegação de Moncarapacho-Fuseta da Cruz Vermelha Portuguesa, como educadora de infância.
 
Em 2001 compro a minha primeira casa em Santa Luzia - algo que sempre havia sonhado.
 
Em 2003 a direcção do Centro Infantil atribui-me o cargo de directora técnica de todo o Centro que, na altura, contava com as respostas sociais de Creche, Pré-Escolar e ATL. Foi-me perguntado na altura se queria dedicar-me apenas à direcção técnica mas recusei e só fiquei com o cargo por termos acordado que eu poderia continuar a ‘trabalhar’ no directo com os grupos de crianças.
 
Entre 2001 e 2003 regressei à Universidade em horário pós-laboral para fazer a Licenciatura: Expressões Artísticas na Educação de Infância.
 
Em 2003 nasce a minha guerreira, a minha sobrinha/afilhada Catarina. Mal sabíamos nós, toda a família, que naquele dia 2 de Janeiro de 2003 nascia uma menina que era nossa mas que vinha não só para nos fazer mais felizes como também mais fortes, mais unidos - seria ela que, por três vezes, nos faria acreditar no impossível. Já havia ouvido dizer que quando a tragédia se abate sobre nós mesmo sem procurar a nossa força para resistir aumenta a cada minuto mesmo sem sabermos de onde vem. É verdade. Sentimo-lo na pele. 
 
Ela, a minha bebé, viveu-o na pele, na carne. A vida foi injusta com ela por 3 vezes! Ela e tantas outras crianças que, quando deveriam estar a brincar na rua, quando deveriam apenas gargalhar e ser felizes estão ligados a soros, quimios e radios e sofrimento não compatível com os seus pequeninos corpos. Venceu. Óbvio que venceu. Vencemos todos. Quanto a mim, aprendi que o melhor que podemos desejar é Saúde! Para nós. Para os outros. Para todos.
 
Em 2008 compro a minha segunda casa esta nos arredores de Tavira (quanta presunção!), a verdade é que vendi a primeira e o banco ‘comprou’ esta que eu agora vou ‘pagando’ todos os meses até ser muito, mas mesmo muito, velhinha…).
 
Como referi antes, sou ‘perdida’ (um pouco louca, mesmo) por gadgets, motos, carros, música, livros e viagens… Sou uma consumista assumida, mas também sei que já fui mais porque descobri que “viajar é trocar a roupa da alma” e prefiro ‘consumir’ esta troca! Sou preguiçosa, persistente, mandona, assertiva, perfeccionista, orgulhosa e frontal (por vezes até demais o que é um grande defeito e causa alguns dissabores) - não acredito muito na astrologia mas, do que conheço, nasci sob o signo certo - aliás, signo e ascendente: tudo Leão!!! 
 
A verdade é que sou mesmo privilegiada, tanto na vida profissional como pessoal: gosto dos meus ‘trabalhos’ (uns dias mais que outros, claro), tenho uma família sólida com uns pais de 70’s mas que me educaram e educam (sim, ainda educam e acho que sempre o farão) como se tivessem 30 e que se esforçaram milhões por me dar o melhor que alguma vez me poderiam ter dado - um curso, uma profissão que adoro. Para além deste porto seguro, acordo sempre com a certeza de que, corra o dia como correr, nada se compara ao abraço de quem nos ama e sim, os meus meninos e meninas estão também incluídos!
 
Um dos melhores presentes que eles me dão em muitos dias é uma pergunta que resume o quanto me delicia estar com eles, brincar com eles, crescer e descobrir com eles - no final do dia de ‘trabalho’ quando coloco a mala ao ombro para sair é comum ouvir uma vozinha ou outra perguntar: “Neide, já vais embora? Agora vais trabalhar?” Sim, só agora vou trabalhar porque até aquele momento fui uma deles, mais uma do grupo (com responsabilidades e objectivos diferentes obviamente) mas fui e sou apenas mais uma ‘criança graúda’ que faz parte do grupo de amigos!
 
Pode soar e parecer um cliché mas o que me importa não é o que tenho na vida mas sim quem faz parte dela e, por mais voltas que o destino me tenha dado, por mais que me tenha surpreendido, sinto que a vida me tem recompensado…
 
Ah!, só mais uma coisinha: como dizia Michelangelo aos 87 anos de idade “Ainda estou a aprender”! (e, no meu caso, espero poder sempre dizer o mesmo já que aprender é o objectivo da ‘eterna insatisfação’…). 
 
Saúde!
 
 
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