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“Não se resolve um problema com a mesma energia que o gerou”

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17-08-2013 - 22:40
Esta afirmação pode muito bem suportar diversas áreas de vida, sendo que, o senso comum sabe muito bem o seu verdadeiro significado.
 
Diz a teoria da reconexão que, só se muda algo quando se transforma a energia que existe dentro de nós, pois é a carga positiva que nos permite uma mudança de estado, uma nova forma de encarar a vida e as situações. 
 
Efectivamente, não é necessário recorrer a teorias muito elaboradas para compreender aquilo que é simples e que poderia muito bem ser comparado a uma adição: se nos movemos com uma carga negativa, aquilo que produzimos afasta-se do positivo e, o mesmo se passa ao contrário, quando queremos que algo nos corra melhor, basta que nos fortaleçamos de pensamentos e cargas positivas para que, essa energia se adicione e multiplique. 
 
Basicamente, a vida processa-se com transformações interiores e com a tomada de consciência daquilo que nos é prejudicial, pelo que, só com uma libertação da negatividade é que se pode alcançar uma liberdade a ponto de poder receber um estado de espírito positivo. 
 
Em termos práticos, precisamos de fazer uma leitura analítica daquilo que nos inquieta e perturba, transformar num problema para que possa ser solucionado, mas o que acontece na maioria das vezes, é que, ao não se fazer esse exercício que pode ser doloroso e perdurar no tempo, acaba-se por criar um ciclo de problemas sem alternativa para as capacidades intelectuais de quem os produziu. 
 
Nesta dimensão, é importante reter que, é dentro de nós que tem de sair a capacidade de superação das situações, para depois disso, ver a quem recorrer para pedir ajuda e resolver a questão. Ora se deixarmos acumular ou só adiarmos esta consciencialização, o problema ganha expressão e torna-se mais forte que a solução e mais dominante no dia a dia. 
 
É essa carga negativa que nos impede de vislumbrar o que de melhor temos e somos capazes de fazer e limita a entrada de energia positiva. 
 
Quer isto dizer que, “a luz” ou a inspiração para viver melhor resulta da capacidade individual de afastar a “escuridão” que produzimos. Talvez por isso tenhamos tantas pessoas que, ainda não estando deprimidas, o podem vir a ser por falta de luminosidade nas suas mentes. 
 
No fundo, ser capaz de libertar a energia negativa é uma forma de prevenir muitos dissabores, doenças, incapacidades e dificuldades em resolver as situações quotidianas, pelo que, aprender a reflectir, a analisar a criticar as nossas actuações menos correctas, ao contrário do que se possa pensar, é a única forma de libertação e de encontro de alternativas. 
 
É cultural esconder os erros, tal como o é fazer de conta que os outros são sempre os responsáveis por aquilo que nos sucede. 
 
É igualmente frequente recorrer a crenças para que se encontre alguém a quem atribuir culpas ou mesmo pedir ajuda, mas é impossível encontrar apoio quando não se faz este exercício interior e se encontram as causas para aquilo que nos sucede. 
 
Ainda filosoficamente falando, o ser humano não nasceu para ser infeliz, mas sim para encontrar as melhores soluções para chegar à felicidade e as mesmas passam por um processo simples: quem sou eu, o que gosto de fazer, o que desejaria ter e daí por diante, pois só assim se cria a disponibilidade necessária para encontrar um percurso que se adeqúe ás nossas qualidades e características. 
 
Depois é preciso ter em conta as opções realistas, pois não existe espaço para os sonhos quando de libertação interior se fala. O sonho resulta dessa liberdade e consciência do que somos para depois poder concretizar algo e não daquilo que se julga ser e ter sem qualquer nexo. 
 
Por muito “amarga” que possa parecer esta teoria, a verdade é que nos responsabiliza do que fazemos, mas daquilo que podemos ter e ser, pois ninguém pode idealizar ser aquilo para o qual não sente vocação, aptidão, interesse e que só surge por sugestão social. 
 
Se nos casamos para cumprir uma normativa social, rapidamente entramos na separação, pois não existe energia positiva dentro dos cônjuges para suportar a união. 
 
Ao mesmo tempo, é muito comum nos interrogarmos acerca da razão pela qual perdemos pessoas, oportunidades, bens que pareciam sólidos… 
 
A vida é dinâmica e exige energia e força para manter aquilo de que se gosta e, nem sempre estamos munidos dessa capacidade. Há situações irreversíveis, enquanto que há outras que, num outro momento, se podem recuperar: tudo depende da nossa força interior para atrair aquilo que nos faz falta e dá sentido à nossa existência. 
 
É recorrente associarmos de imediato a questão da energia ao casamento, pois não há ninguém que imagine viver sozinho ou que o deseje por opção consciente, mas a realidade deve colocar-se nestes moldes: neste momento, terei a força necessária para manter esta relação? Dependerá só de mim o sucesso da mesma? 
 
Há relação que sobreviva quando é um dos lados que luta pela sua continuidade quando o outro não tem força para tal? O outro tem força para me ajudar a seguir este relacionamento? Existe amor de parte a parte? Se conseguirmos resolver este conflito, devemos avançar! 
 
As demais áreas de vida podem estar sujeitas a mudanças profundas porque a dinâmica da própria vida impõe que o planeta Terra esteja sempre em movimento, pelo que podemos sentir muitas vezes que, aquilo que parecia seguro, afinal não o estava, mas a mesma energia da perda não pode ser aplicada a uma nova conquista, sob pena de jamais se conseguir a recuperação. 
 
Torna-se pois fundamental mudar, transformar e lutar por um estado de bem-estar que, como já se disse, tem de partir de dentro de nós para depois se projectar no exterior. 
 
Não é por acaso que, numa entrevista de emprego é seleccionada a pessoa que tem uma energia positiva, que não pensa na crise e que consegue mostrar firmeza, mesmo estando numa situação delicada em termos financeiros. 
 
Essa pessoa transformou a sua descrença numa oportunidade de iniciar uma nova fase de vida e consegue agarrar um novo desafio. Aquela que entrou derrotista e sem esperança, vai arrastar a mesma situação negativa. 
 
Após uma separação, o cônjuge mais positivo, entende que a relação estava terminada, o seu porquê e encontra dentro de si motivos para continuar a manter acesa a chama do amor com outra pessoa que lhe possa surgir. 
 
A pessoa deprimida e que não analisa a separação, que não a aceita, mesmo sabendo que está perdida, terá muitas dificuldades em reconstruir a sua vida. 
 
O segredo é este para tudo e está dentro de qualquer pessoa, por isso não vale a pena iniciar o processo de libertação da negatividade através dos outros, mas sim dentro de cada um de nós. Depois, procura-se a ajuda mais adequada. 
 
Não nos esqueçamos que, também é cultural, procurar nos amigos respostas para a separação e, depois de esgotados os conselhos, a maioria das pessoas está tão confusa que não sabe para onde seguir, quando o ideal seria resolver o problema dentro de si e depois partilhar as soluções que encontrou, pois é da sua vida que se trata, são os seus sentimentos que ficaram feridos e que precisam de “um tratamento” pessoal!
 
 
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